La casa mais amada do Brasil

Estou devendo um post sobre uma das séries mais queridas do Brasil nos últimos tempos, que para nossa alegria é em língua espanhola, trata-se, como você já deve imaginar, de “La casa de papel”. A produção da TV Antena da Espanha chegou em terras brazucas sem muito alarde, através do Netflix, mas em pouco tempo começou a ganhar mais audiência e fãs pelo país. As máscaras de Salvador Dalí e os macacões vermelhos usados pelos protagonistas da série viraram até fantasia de carnaval e uma das músicas da trama ganhou uma versão no poderoso funk carioca.

A história retrata um plano muito bem articulado para “assaltar” a Casa da Moeda  da Espanha. “Assaltar” entre aspas porque, na verdade, o objetivo era  sequestrar  os funcionários de lá e fazer com que eles produzissem uma enorme quantidade de euros  para ser dividido entre os assaltantes, ou seja, na realidade não estariam retirando dinheiro de ninguém especificamente. Uma maravilha não é? 😀  Para funcionar da maneira ideal, esse plano precisaria ser muito bem elaborado, por isso, o professor (o líder do bando) escolheu cada um dos participantes meticulosamente, pensando nas suas características pessoais e profissionais e os treinou durante 05 meses, para que cada detalhe saísse conforme o combinado. O que ele não contava era que o fator humano, sempre tão imprevisível, pudesse alterar tanto os rumos da história.

Além de prender a atenção da gente  pela curiosidade de saber se o plano vai dar certo, o enredo vai nos envolvendo através das histórias particulares de cada personagem. Por exemplo, ao mesmo tempo em que torcemos para o objetivo do grupo ser alcançado, criamos uma empatia muito grande pela inspetora Raquel Murilo, que tem um carisma enorme e acabamos torcendo pra que ela tenha sucesso também, apesar da nossa preferência ser pelo  lado “errado” –  o do professor e seus comandados. Um dos pontos altos da trama é justamente a não existência de uma divisão muito clara entre qual é o lado certo e o  lado o errado da história.

Outro fator interessante é a crítica ao sistema e um louvor à resistência, como é evidenciado na introdução na trama da música “Bella Ciao”, que foi um hino de oposição ao fascismo durante a Segunda Guerra Mundial.

Particularmente eu curti bastante a série tanto que assisti bem rápido, numa média de 07 episódios por dia. Se você anda não está por dentro do maior assalto da história, não perca mais tempo e embarque já nessa aventura! Pra quem já assistiu as duas primeiras temporadas e ficou com um gostinho de quero mais, lá vem uma ótima notícia: A série  terá uma terceira parte.  O anúncio foi feito nas redes sociais da Netflix. No vídeo publicado, Miguel Herrán (Rio), Alba Flores (Nairobi) e Jaime Menéndez (Denver) conversam com o público e anunciam: “o maior assalto da história ainda não acabou”. Já estou curiosa para ver as reviravoltas que vem por aí… 😀

 

 

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