Um anjo chamado Justina

Há pessoas que nascem para iluminar e deixar um legado para o mundo. A garotinha argentina Justina Lo Cane com certeza é um desses seres especiais. Mesmo tendo partido muito cedo, aos 12 anos, a jovem marcará a vida de seu país pra sempre, graças ao seu exemplo de luta e solidariedade. Com um ano e meio ela foi diagnosticada com miocardiopatia dilatada, uma doença grave que pode levar ao óbito. Depois do diagnóstico, medicamentos conseguiram estabilizar o coração de Justina, e ela foi crescendo e levando uma vida normal. Mas, no ano passado, o estado do coração se agravou e ela precisaria passar por uma cirurgia.

Desde então Justina começou a angustiante espera para encontrar um coração compatível, mas infelizmente veio a falecer no dia 22 de novembro de 2017. Ainda viva, quando soube que estava na lista de espera dos transplantes na Argentina, ela fez um pedido: “Papai, ajudemos a todos que nós pudermos”. Seus pais e ela resolveram então criar a campanha “Multiplicate por Siete” que viralizou  na internet com a hastag “LaCampañadeJustina”. A intenção por trás do nome era transmitir a ideia de que se uma pessoa é doadora está multiplicando sua vida por sete.

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História de Justina comoveu Argentina e alterou legislação sobre doação de órgãos no país – Imagem – Reprodução Internet

A campanha foi crescendo nas redes sociais e conseguiu aumentar o número de doadores pelo país. Os pais de Justina resolveram então transformar a dor pela perda da filha em luta e propuseram sugestões para que a Lei de Doação de órgãos fosse alterada. A principal mudança é esta: Todo cidadão argentino passa a ser doador, a menos que manifeste o desejo de não doar.  As sugestões viraram projeto de lei, e a chamada “Lei Justina” foi aprovada por unanimidade no Congresso argentino, seguindo agora para a aprovação do presidente Maurício Macri.

Emocionante a história não é? Bem que podia servir de inspiração para a lei brasileira. Atualmente no Brasil existem mais de 33 mil pessoas na espera por um transplante. Segundo a legislação brasileira  é preciso que o doador deixe registrado a vontade de doar e a família autorize depois para que o procedimento seja realizado. Dessa forma, muitas vidas deixam de ser multiplicadas, muitas vezes, pela burocracia…. 😦

 

Fonte: Portal G1 e Jornal La Nación – Argentina

 

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