Parecidos, mas nem tanto

O espanhol é um idioma bem parecido ao português, essas semelhanças podem ajudar, mas também podem atrapalhar e gerar confusão, dependendo da situação.

Confira, no divertido vídeo abaixo, como existem palavras que, em espanhol se parecem a vocábulos do português e inclusive se escrevem da mesma forma que alguns termos da nossa língua materna, mas que possuem significados totalmente diferentes. 😉

Apache

Ser um jogador profissional de futebol é o sonho de milhares de crianças pelo mundo inteiro. Em países em desenvolvimento como Brasil e Argentina, o esporte pode ser o único caminho de ascensão social para meninos e meninas.

A série “Apache” da Netflix conta a história de um garoto que conseguiu vencer na vida superando inúmeros obstáculos. Se trata de Carlos Tévez, também conhecido como Carlitos, que se tornou ídolo no Brasil ao vestir a camisa do Corinthians. O nome da série faz referência ao bairro onde Carlitos cresceu, El Fuerte Apache, na região conhecida como Cidadela em Buenos Aires.

O local é marcado pela violência ligada ao narcotráfico na cidade. E foi exatamente em meio a tiroteios que Carlos começou a chamar a atenção pela habilidade com a pelota. Em sua inocência de criança, corria um enorme risco pra bater uma bolinha diariamente com seus colegas e fazer o que mais gostava desde sempre: jogar futebol.

A série, que em muitos momentos é narrada pelo próprio Tévez, mostra como as coisas podem ser complicadas pra quem vive em um ambiente tão hostil.

Carlitos luta pela sobrevivência desde quando era um bebê, quando teve 50 porcento do corpo queimado, após sofrer um acidente doméstico.

As batalhas do menino são constantes durante toda a vida: não chegou a conhecer o pai, que morreu antes dele nascer, e não foi criado pela mãe, que não tinha boas condições psicológicas.

O que fez a diferença na vida de Carlitos foi o apoio dos tios, que cuidaram dele como a um filho, e conseguiram proporcionar a ele uma estrutura pra chegar ao Boca e depois à seleção e ao mundo. Pena, que como a série mostra, nem todos meninos do Fuerte Apache tem a mesma sorte de Tévez…

Por que todos que aparecem são sempre brancos?

Desde o final do mês de maio, o mundo vem debatendo um tema que já deveria ter saído de pauta há muito tempo: o racismo.

Depois do assassinato covarde de George Floyd, por um policial branco, os Estados Unidos pararam pra acompanhar manifestações que pedem justiça para Floyd e para todos os negros daqui pra frente.

A luta pra combater esse tipo de tratamento injusto, já dura muito tempo. Lá nos anos 70, Muhammad Ali, a lenda do boxe e um dos maiores atletas de todos os tempos, reivindicava uma sociedade mais igualitária para os afro-americanos.

Veja nessa divertida entrevista, divulgada pelo serviço em espanhol da BBC, como desde criança, Ali já questionava como a sociedade não dava voz aos negros. O assunto é sério, mas nada melhor que o humor para criticar nossas mazelas, não é mesmo? ✊

Fonte: BBC Mundo

Adentrando “O Poço”

Se você ainda não assistiu, provavelmente, já ouviu falar de “O Poço”, filme lançado pela Netflix no início do ano e que se tornou um sucesso no mundo inteiro. Muitos explicam o êxito da produção ao fato dela ter sido lançada no momento de isolamento social, provocado pela pandemia do novo coronavírus. Desde o início da quarentena, temos visto cenas da vida real que nos fazem refletir sobre o que acontece no filme, afinal, qual o sentido das pessoas estocarem alimentos e produtos como papel higiênico? A única resposta está no egoísmo humano, característica largamente explorada na película.

Em O Poço, (El Hoyo) Goreng (Ivan Massagué), personagem principal da história, acorda numa cela cinza e escura, acompanhado de um senhor de idade. No meio da sala, um buraco enorme, retangular, por onde você pode enxergar tanto a cela de cima como a de baixo. Eles estão no 48º andar dessa prisão vertical.

Trimagasi (Zorion Eguileor) é o nome do companheiro de Goreng e é ele que explica para o protagonista como funciona a dinâmica do lugar. Ao soar a sirene, uma vez ao dia, uma plataforma enorme desce do andar de cima e se encaixa no buraco do chão. Nela, restos de comida, pratos sujos, copos quebrados, alimentos pisoteados. Trimagasi come com gosto o que está à sua frente, com Goreng observando assustado e enojado. 

Não é preciso ser bom em matemática para logo entender que aquela comida é o que restou do andar 47º, que comeu o que sobrou do andar 46º e por aí vai. Mas são quantos andares? Todos conseguem comer? Ninguém se importa com a higiene? São essas as perguntas que passam pela cabeça de Goreng e, consequentemente, pela nossa.

A escolha dos andares para os prisioneiros é aleatória e dura por um mês inteiro. Você pode passar um desses meses no 6º andar e receber alimentos quase intocados. Ou também pode estar no 159º e receber apenas pratos vazios durante o mês inteiro. E para nossa agonia é apenas no final do filme que descobrimos quantos andares a prisão realmente possui.

O filme espanhol dirigido por Galder Gaztelu-Urrutia utiliza o roteiro da prisão para escancarar o egoísmo humano dentro de uma óbvia divisão de classes. Se quem está no topo economizasse comida, sobraria para a cela seguinte e assim todos conseguiriam comer, pelo menos um pouco. Mas as pessoas que estão nos andares de cinema abusam do privilégio ao se fartar de comida sem pensar no próximo, naquele que vai se alimentar dos seus restos.

Ao analisar o filme como obra cinematográfica, “O Poço” é um longa metragem que entretém ao nos deixar curiosos, fascinados e, ao mesmo tempo, angustiados mediante àquela realidade. É um daqueles filmes que nos dá tapas na cara ao mostrar, mesmo que numa situação absurda, como a nossa humanidade está se esvaindo. É pesado, é sangrento e mostra o pior (e até o melhor) que pode ser extraído de nós numa situação extrema.

Trimagasi, interpretado por Zorion Eguileor, é um dos destaques do filme, óbvio… Rs

O roteiro faz uma crítica ao sistema capitalista e ao socialismo ao mesmo tempo. É inevitável não lembrar do grau de desigualdade social que o sistema capitalista produz ao assistir a película; mas por outro lado, quando o personagem principal Goreng tenta estabelecer uma espécie de socialismo dentro da prisão, pra que ninguém mais passasse fome ali, ele acaba tendo que partir pra violência pra tentar alcançar seu objetivo. Nesse momento, Goreng percebe que o conceito de solidariedade espontânea, defendido por uma de suas companheiras de cela, que havia trabalhado na administração da prisão, não passa de uma grande ilusão.

Além das inúmeras reflexões sobre a sociedade que o filme produz, a obra é cheia de referências bíblicas e também à maior obra da Literatura Espanhola de todos os tempos: “Dom Quixote de La Mancha”, de Miguel de Cervantes. Apesar da temática do filme ser bem pesada, existem uns momentos de ironia, que chegam até a mesmo a nos descontrair, dando um toque de humor pra aliviar a tensão. Esses momentos surgem através do velhinho Trimagasi e sua maneira “óbvia” de interpretar os acontecimentos. Todos esses ingredientes nos fazem refletir durante toda a película e constamos que ” O Poço” será uma obra sempre atual, pois, infelizmente o egoísmo é uma característica permanente na espécie humana.

Assista ao vídeo abaixo para entender melhor como o filme dialoga magistralmente com o clássico de Cervantes. E lembre-se: mais importante que o final em si é a mensagem que o filme deseja transmitir….

Fonte: Site Jovem Pan

Nostalgia

Na próxima sexta-feira o Brasil, celebra o dia dos namorados. E para celebrar essa data tão especial para os enamorados, o blog traz hoje um poema bem romântico do escritor uruguaio Mario Benedetti.

Nostalgia

¿De qué se nutre la nostalgia?

Uno evoca dulzuras

cielos atormentados

tormentas celestiales

escándalos sin ruido

paciencias estiradas

árboles en el viento

opobrios prescindibles

bellezas del mercado

cánticos y alborotos

lloviznas como pena

escopetas de sueño

perdones bien ganados

pero con esos mínimos

no se arma la nostalgia

son meros simulacros

la válida, la única

nostalgia es de tu piel.

Por que Tóquio foi a escolhida?

Grande parte do sucesso de La Casa de Papel passa por Tóquio, personagem interpretada por Úrsula Corberó, tanto por sua personalidade, quanto por seu papel de narradora da história.

A bem-sucedida série espanhola da Netflix começou com a seguinte declaração em 2 de maio de 2017: “Meu nome é Tóquio, mas quando essa história começou, eu não me chamava assim”.

Esse foi o pontapé inicial de um fenômeno de massa que já está em sua quarta temporada e com milhões de seguidores em todo o planeta, mas esse começo não foi o que seu autor havia contemplado desde o início. Além do mais, para chegar lá, houve um longo e intenso debate.

O protagonismo de Tóquio fez com que os fãs criassem várias teorias em relação ao destino da personagem: uma delas é que no final da série somente Tóquio estará viva, por isso, ela teria sido escolhida para narrar a trama. Mas, o espanhol Álex Pina, cérebro de La Casa de Papel, revelou que inicialmente o papel de narrador da história era contemplado por outros personagens. Tóquio estava longe de ser a primeira escolha.

“O que muitas pessoas não sabem é que a narração do narrador, que é Tóquio, nem sempre foi assim. De fato, nas primeiras versões do roteiro que tínhamos, o narrador era  o professor (Álvaro Morte )”, disse Piña em uma transmissão de vídeo no Instagram do produtor da Vancouver Media.

Afinal, por que o professor não virou narrador?

“Era meio egocêntrico falar sobre um plano, sobre seu plano maravilhoso, sobre um plano perfeito, quando ele falava. Ele parecia perder parte da métrica do professor. Queríamos que ele fosse um pouco perdedor, um pouco nerd, um pouco sociopata, social e o fato de ter o plano na primeira pessoa era contraditório com sua própria personalidade”, explicou Piña.

Inicialmente, o narrador da série seria o professor.

Depois de descartar o líder da gangue como narrador, houve outra aposta antes de chegar a Tóquio. Piña e sua equipe testaram a opção de Moscou, pai de Denver, por ter um estilo casual e próximo, mas essa ideia também não prosperou.

O intenso debate acabou dando razões irrefutáveis para decidir “Tóquio” como narrador. “Sentimos que a série tinha que ser contrabalançada, em termos femininos, e escolhemos um visual feminino para contar todo o assalto porque queríamos que o assalto fosse muito emocional, em termos sentimentais. E um assalto é geralmente algo muito frio, muito masculino, por isso escolhemos a voz de Tóquio”, disse Álex Pina.

Fonte: Jornal “O Metro”.

Conhecendo o vilão

Todos nós fãs de “La Casa de Papel” desenvolvemos um grande amor por alguns personagens, e um grande ódio por outros. Nessa última temporada, o mais odiado de todos, sem dúvida, foi o implacável Gandía. O vilão que apareceu sorrateiro na parte 3 e roubou a cena na parte 4 da série cumpriu sua função e nos deixou curiosos para saber um pouco mais sobre a carreira dele. O responsável por tantas emoções controversas é José Manuel Poga, ator espanhol de 40 anos.

Para começar, vamos exaltar o lado bom. Nos bastidores, a relação dele com Nairóbi, ou melhor, com a Alba Flores, é só amor. O perfil oficial de “La Casa de Papel” teve até que divulgar algumas imagens para conter um pouco os ânimos de quem já queria sair metralhando o ator por causa das maldades de seu personagem.

A Netflix fez questão de ressaltar que a relação entre o vilão seus companheiros nos bastidores é ótima.

Gandía é tão ruim com os personagens que mais amamos na parte 4 de “La Casa de Papel” que nem dá tempo de reparar em outras coisas. Mas muita gente que teve curiosidade e foi investigar um pouco mais a fundo sobre o ator se surpreendeu com a beleza dele em outros papéis da carreira.

O visual com barba rendeu elogios do público.

Antes de virar Gandía e ganhar o reconhecimento mundial com “La Casa de Papel”, o ator se destacou por seus papéis em “La Luz Con El Tiempo Dentro” (2015), “El Niño” (2014) e “Mel de Laranjas” (2012). Infelizmente, nenhum deles está disponível no Brasil. Mas eis aqui uma listinha de outras séries e filmes com José Manuel Poga e que você pode encontrar na Netflix:

  • “Fugitiva” (série com uma temporada);
  • Toro (filme com 1h46 de duração;
  • “A Trincheira Infinita” (filme com 2h27 de duração).

Uma notícia triste para aqueles que adoram ficar acompanhando os atores enquanto a série não volta, é que o intérprete de Gandía ainda não tem perfil nas redes sociais. Mas, para compensar, tem um monte de conta de fã surgindo para abastecer a curiosidade dos seguidores da série espanhola. Quem sabe ele não resolve criar uma conta oficial em meio ao isolamento social não é? 🤔

Fonte: Portal Uol

Explicando o fenômeno

Se você já assistiu a quarta temporada de “La Casa de Papel” não pode deixar de ver o documentário sobre a série lançado pela Netflix. A produção explica as razões que levaram a produção a se tornar um fenômeno de audiência em todo o planeta.

Inicialmente, a série seria transmitida apenas na Espanha através do canal Antena 03 e contaria com somente uma temporada, mas depois que a Netflix adquiriu os direitos da produção e a disponibilizou em seu catálogo, a história mudou completamente.

No documentário, atores, diretores e produtores contam como aconteceu essa mudança radical na série e também em suas vidas pessoais, além de narrarem desafios enfrentados nas gravações e na produção dos roteiros. O filme mostra também como a série transcendeu os limites do entretenimento pra se tornar um símbolo da resistência pelo mundo inteiro.

Pra você que é fã da série, e curte saber boas histórias de bastidores, o documentário é imperdível!

Chocante

(Alerta de spoleires). A quarta parte de “La casa de papel” deixou a todos nós, fãs da série, em estado de choque, pois, perdemos nossa personagem mais querida. Nairóbi sobrevive ao tiro levado na parte 03, mas acaba não resistindo às crueldades do terrível Gandía. Aliás, o chefe de segurança do banco da Espanha é o grande vilão dessa temporada, roubando a cena e nos deixando tensos, em vários momentos, pela sua frieza e maldade natas. Gandía consegue ser mais odiável que a inspetora Alicia Sierra. Na parte 04 conhecemos um lado mais humano da terrível grávida, torturadora de garotos. Outro personagem marcante, que realmente parece não ter nenhuma qualidade a se admirar é o intragável Arturito, que mostra uma face ainda mais deplorável durante esse novo roubo.

José Manuel Poga interpreta Gandía, o grande vilão dessa temporada.

Ao contrário de Arturito, que só piora a cada episódio, a personagem interpretada por Úrsula Corberó, dá um grande salto. Se na terceira temporada, vimos uma Tóquio inconsequente, que é capaz de tomar um porre por causa de dor de cotovelo em pleno assalto, nessa quarta parte ela se mostra muito mais consciente e com uma frieza e inteligência que a tornam vitais para o grupo.

Outros personagens que merecem destaque são Antoñanzas (infiltrado dentro da polícia) e Júlia (Manila, infiltrada entre os reféns), que desempenham papéis importantes no desenrolar da trama. A surpreendente história de Manila é explicada em detalhes, assim também como a relação de Palermo e Berlim. Por falar no personagem falecido, um dos episódios retrata o casamento dele com a amada Tatiana, o que nos faz pensar que ela ainda deve ganhar algum destaque nas próximas temporadas, afinal, sua presença não deve ter aparecido na série por acaso não é?

E já pensando na continuação, como os roteiristas vão trabalhar daqui pra frente sem a personagem mais carismática de todas, a Nairóbi? Será que eles deram um tiro no pé? O que vocês acham? Essas e outras perguntas vão ficar para a quinta temporada, que devido à crise do coronavírus, deve demorar bastante ainda pra sair…

O final dessa parte 04 não ajuda muito os fãs a conterem a ansiedade, porque assim como na parte 03, termina muito aberto, numa estratégia para atiçar nossa curiosidade. Uma coisa é certa: os produtores terão que usar ainda mais a criatividade pra suprir a falta que a Nairóbi vai fazer…

Mate a saudade se divertindo e se emocionado com grandes momentos da personagem de Alba Flores na série.

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