La parte 04

Hoje, dia 03 de abril, estreia a quarta parte do maior sucesso da Netflix dos últimos tempos: “La Casa de Papel”. Pra você que está em casa de quarentena, na luta contra a propagação do novo coronavírus, melhor programação não há.

No encerramento da última temporada, o professor declarou guerra ao sistema, após o planejamento do assalto mais arriscado de todos os tempos, ter ido por água a baixo. Todos queremos saber qual o desfecho do bando, especialmente o da querida Nairóbi, que terminou a terceira temporada com a situação mais complicada, correndo risco de morrer.

E pra você que é fã da série, quais são suas apostas? Quem sobrevive e quem deve dar adeus nessa próxima temporada? E será que o plano tão sonhado por Berlim no fim dará certo, apesar de todos os percalços? Muito em breve, para nosso alívio, já teremos essas respostas….

Febre, muito antes do sertanejo universitário

No último post, vimos sobre como a Bachata, tomou conta das paradas brasileiras, nos últimos anos, através do boom do sertanejo universitário. Mas o ritmo latino já fazia sucesso no Brasil há bastante tempo atrás. Quem nunca cantarolou “Borbulhas de amor” de Raimundo Fagner”? A canção, extremamente popular nos anos 90, é uma versão de “Burbujas de amor” de um dos principais nomes da Bachata no mundo, o dominicano Juan Luis Guerra.

E você sabia que a letra original dessa música era em espanhol? 😱 Yo tampoco… Rs

Bachata feelings

Você que é fã de Gusttavo Lima, Marília Mendonça, Zé Neto e Cristiano, entre outros artistas da nova geração do sertanejo, já deve ter reparado que esses cantores tem um grande número de visualizações e centenas de comentários em seus vídeos. O que você talvez ainda não tenha percebido, é que entre esses inúmeros comentários, existe uma grande quantidade escrita em espanhol. Na maioria dessas postagens, os fãs latinos elogiam a forma como esses artistas brasileiros utilizam a bachata em suas canções. Mas, afinal de contas, o que é essa tal de bachata?

Bachata é um gênero de música popular que nasceu na República Dominicana e depois se expandiu para muitos países. Combina merengue, bolero e outros estilos. Graças ao seu ritmo, considera-se que bachata é um gênero dançante.

A origem etimológica da palavra bachata é encontrada na África. No início do século XX, a expressão foi usada em alguns países da América Central e do Caribe para nomear uma festa  ou uma farra. Ao longo dos anos, na República Dominicana começaram a usar o termo para nomear um gênero musical que surgiu em áreas pobres urbanas a partir da combinação de estilos diferentes.

Por suas gravações de 1962, José Manuel Calderón é considerado o primeiro músico a gravar músicas de bachata em um disco. Outros pioneiros do gênero foram Tommy Figueroa e Rafael Encarnación. Entre os intérpretes de bachata, mais populares dos últimos anos, podem ser mencionados Juan Luis Guerra, Romeo Santos e Prince Royce, que venderam milhares de álbuns e fizeram turnês internacionais de muito sucesso. A dança bachata consiste em passos simples que levam a dançarina de um lado para o outro ou da frente para trás. Quanto às letras da bachata, elas se destacam pela nostalgia e melancolia.

“Milu”, de Gusttavo Lima, uma das músicas mais tocadas no Brasil, em 2020, tem a batida da bachata.

Para reconhecer a batida da bachata, é preciso prestar atenção na percussão marcada. Ela vem do bongô, instrumento com dois pequenos tambores unidos, e da güira, cilindro de metal que produz um som mais sutil.

Bongô e guira, instrumentos tradicionais do ritmo latino.

“A bachata é um ritmo dançante, mas não é rápido. Ela passa certa sensualidade, uma malícia. O sertanejo também tem isso, por isso encaixa tão bem. Com a combinação certa, fica perfeita para dançar. E também pode ser triste, a depender da letra.”

A explicação acima é de Eduardo Pepato, produtor que trabalha com Marília Mendonça. “Todo o projeto dela é em cima dessa percussão”, diz. É possível identificar influência clara de bachata em músicas como “Infiel”, “Amante não tem lar”, “Eu sei de cor” e “Ciumeira”.

O estilo surgiu na década de 1950, marginalizado em cabarés da República Dominicana. No Brasil, seus primeiros registros no sertanejo são de meados de 2010, ano em que Zezé di Camargo e Luciano lançaram “Eres todos los extremos”, cantada em espanhol. A faixa foi produzida pelo uruguaio Augusto Cabrera, um dos mais procurados por artistas brasileiros interessados em referências latinas.

“Naquela época, pouca gente aceitava [esse tipo de referência] porque era muito diferente do que se fazia no Brasil. Os artistas curtiam muito, mas as rádios e gravadoras não estavam na vibe”, lembra.

O produtor, que também trabalhou o gênero com Eduardo Costa, Zé Felipe e Gusttavo Lima, explica que o movimento é anterior ao da música urbana latina – gênero que inclui o reggaeton. A partir dos anos 80, porém, a bachata acabou “engolida” por esses ritmos derivados do Panamá, Porto Rico e Caribe. 

Mesmo assim, ela tem mais chances de durar, ao menos no Brasil, na opinião de Pepato. A influência de bachata é mais perene que é a do regaetton, ela ainda deve continuar na música por muito tempo”, avalia.

Um dos pontos que contam a favor é o bom relacionamento entre o gênero dominicano e sons que correm no “sangue do povo” brasileiro, aponta Cabrera. “A essência é muito parecida com a do sertanejo sofrência”, diz. E continua:

“Ela fala muito sobre sofrimento, sobre beber para esquecer. E o jeito de cantar é bem ligado ao povo, não é chique. Para vários países, a bachata é como se fosse o ritmo da sofrência.”

“Me pedem bastante músicas com um pouquinho de bachata e um pouquinho de arrocha”, acrescenta o produtor. Ele lembra que, no Brasil, misturado a outros estilos, o gênero chega bem diluído. “O que fazem aqui é colocar uns 5% das coisas de lá [da República Dominicana].”

Ao que tudo indica, a Bachata regressou ao Brasil pra ficar… 🎼

Confira o dueto de Juan Luis Guerra e Romeo Santos e Romeo dois grandes representantes da bachata pelo mundo.

Fonte: Portal G1 e Site Conceito.De

Qual país pode ser considerado o rei do mate?

O mate é a bebida mais popular dos nossos vizinhos Argentina, Uruguai Paraguai e também nos estados do sul do Brasil, onde é popularmente conhecido como chimarrão. Confesso que, quando experimentei, achei a bebida um tanto desagradável, porque me pareceu muito amarga, mas pra quem nasceu nas regiões onde ela é popular, o sabor amargo parece passar desapercebido e o ritual “matero” fala mais forte.

Na Argentina, no Paraguai, Uruguai e no sul do Brasil o mate é a companhia do solitário e um hábito coletivo que jocosamente se cataloga como a primeira rede social. O antropólogo uruguaio Daniel Vidart inclusive chegou a afirmar que “em todos os tempos foi o mate que fez a roda e não a roda que trouxe o mate”.

Devido a este nacionalismo “matero” é comum haver muitas discussões a respeito da infusão entre argentinos, paraguaios e uruguaios a respeito do melhor modo de preparo, por exemplo. Uns defendem que deve ser doce, outros acham melhor amargo; em determinadas regiões se toma quente e em outras, frio. Entre esses impasses, surge também a questão sobre quem seria o rei do mate…

Gravura do final do século XVIII retrata indígenas paraguaios no trato da erva mate.

Paraguai, o rei histórico
“O ritual do mate tem se conservado quase sem nenhuma modificação desde uns 300 anos”, escreve o antropólogo uruguaio Gustavo Laborde. A planta com a qual se elabora a erva mate ilex paraguariensis, é nativa das regiões subtropicais da América do Sul. Acredita-se que as populações da região já consumiam esta planta de distintas formas e com fins variados, mas foram os espanhóis que fizeram os primeiros registros escritos do seu consumo em um lugar em particular: o local em que hoje está localizado o Paraguai.

“Com seu epicentro histórico no que hoje seria a região oriental do Paraguai, os guaranis foram os grandes responsáveis pela propagação da erva mate ao sul do continente americano” – revela à BBC Mundo o uruguaio Javier Ricca, autor do livro “El Mate”, ganhador do prestigioso Goumard Awards em 2010. De fato, vários textos espanholes do século XVI afirmam que o produto era conhecido como “erva do Paraguai”, por viajar desde essa província.

Por exemplo, na “História da província do Paraguai da Companhia de Jesus”, o sacerdote Nicolás del Techo escreve: Muitas são as virtudes que se atribuem à dita erva, ela reconcilia o sono, acalma a fome, estimula a digestão, repara as forças, espalha e cura várias enfermidades.

Proibição
Mas foi a origem divina e poderes sobrenaturais que alguns índios guaranis atribuíam ao mate que acabou por convencer aos espanhóis e, em particular, aos sacerdotes jesuítas de proibir seu consumo. Assim, em 1610 a Inquisição de Lima proibiu esta “sugestão clara do demônio”, e em Assunção se impuseram penas de 100 chibatadas para os indígenas e 100 pesos e multa para os espanhóis que consumissem ou traficassem a erva, conta o argentino Jeronimo Lagier no livro “A aventura da erva mate”.
Somente 20 anos depois, a erva não só voltaria a ser legal, mas também seria utilizada pelos jesuítas como a base econômica de sua expansão territorial, “desenvolvendo um quase monopólio da comercialização da erva mate, relata Lagier à BBC Mundo.
Nos séculos seguintes, diversas guerras por motivos geopolíticos e comerciais que golpearam a exportação e distribuição da planta, fariam que o Paraguai perdesse seu trono histórico para ceder o recorde de produção a um de seus vizinhos: a Argentina.

Argentina, o rei da produção e do marketing
A Argentina é o país que mais produz, diz Lagier, atual diretor do Instituto Nacional de la Yerba Mate (YNYM) de Argentina. Nos últimos 05 anos, o país produziu 777 mil toneladas da erva verde, segundo um informe do Instituto Nacional, divulgado recentemente.
A nação também lidera em exportação do mate com um promédio anual de 35 mil toneladas, sendo seus principais destinos Síria (72%), Chile (14%), Líbano e Estados Unidos (2%). Além disso, é o país com maior superfície de cultivo da erva mate mate, totalizando 165 mil hectares. De longe, a seguem Brasil (85 mil) e Paraguai (35 mil) hectares.

O Papa Francisco é um dos mais célebres argentinos propagadores do mate pelo mundo.

Mas só estes números não conseguem explicar porquê, apesar de o mate ser próprio de outros países e de estados do sul do Brasil, a bebida está mais internacionalmente associada à Argentina. “A Argentina está se caracterizando por ter ótimos departamentos de marketing e venda de seus produtos no mundo inteiro. Prova disso é a sua carne, que é reconhecida e valorizada nos mercados mais importantes, afirma Ricca à BBC Mundo.
“Seguindo este camino, o YNYM tem desenvolvido ações de promoção em distintas feiras internacionais de alimentação em países como Alemanha e Estados Unidos, ao mesmo tempo que projeta ampliar seu mercado na Índia”, agrega.
Embora o mate seja mais produzido na Argentina, quando se trata de consumo per capita, o país mais “matero” é o Uruguai.

Uruguai, o rei do consumo
O pequeno país de apenas 03 milhões de habitantes é onde se registra o maior consumo da erva mate por pessoa, com 08 quilos anuais. Pra se ter uma referência, na Argentina que está em segundo lugar se consome 6,4 quilos por ano, por pessoa.
O diretor do YNYM sustenta, que embora os costumes que rodeam a infusão se estendam entre os países “materos”, sem conhecer fronteiras, no Uruguai existe uma particularidade: Tomam mate deslocando-se com vasilha e mate debaixo do braço.
Inclusive aos argentinos, com todas suas estatísticas de liderança em erva mate, lhes impressiona ver os uruguaios andando de bicicleta e servindo mate ao mesmo tempo.

Fenômeno histórico
“A evolução do mate em nossa sociedade, desde a intimidade do lar ao espaço público é um fenômeno historicamente recente, diz Ricca. Segundo o antropólogo Vidart, um setor político da população uruguaia mantinha o rito como um indicador de rebeldia durante o governo militar de 1973 a 1985.
O costume de tomar mate também está relacionado às ondas migratórias até Montevidéu, pois, trabalhadores e estudantes que se alojavam em pensões costumavam sair às ruas tomando mate.

O costume de tomar mate estar relacionado à resistência contra a ditadura e às ondas imigratórias em Montevideo.

Jerônimo Lagier autor do livro “Aventura da erva mate” reconhece a complexidade do rito: “Seria difícil descrever o que tudo o que o rito do mate abarca, porque vai bem mais além de verter água quente em um recipiente com erva e beber essa mistura com a bombilha”, está muito relacionada a uma espécie de camaradagem, a uma forma de levar a vida…

Traduzido do Site BBC News Mundo

Aves, ameaçadas de extinção, nascem na Amazônia, em meio às queimadas

Um grande feito da mãe natureza aconteceu na Amazônia: O nascimento de araras azuis na área castigada pelas queimadas. A lente da câmera fotográfica captou o aparecimento dos ovos da espécie e nascimento de quatro ararinhas. A espécie vive apenas na Bolívia, Brasil e Paraguai.

As imagens são parte de um estudo feito ente os dias 4 e 15 de setembro na Área Natural de Manejo Integrado, ANMI, em San Matias, Bolívia. Esse feito foi realizado por conta da parceria entre a Fundação para a Conservação do Papagaio da Bolívia e a ANMI San Matias, que há três anos promove a conservação da arara azul.

A ação conjunta da ANMI, San Matias e da Conservação da Parrot Foundation Bolívia foram responsáveis por inspecionar 807 quilômetros de reserva natural, bem próximas de propriedades pecuárias e diversas comunidades.

“Já localizamos as árvores onde as araras azuis haviam se reproduzido”- conta Jhonny Salguero, encarregado pelo ação de conservação do pássaro. O plano de conservação da espécie, foi iniciado em 2014.

Em setembro, realizaram o primeiro monitoramento, que alcançou 807 quilômetros, onde se localizavam cerca de 18 propriedades pecuárias. A revisão da área, encontrou em árvores 34 cavidades e 10 ninhos com ovos.

É praticamente um milagre ver a vida ressurgir assim em um local tão danificado pelas queimadas, contudo, a natureza tem a sua resiliência, age de maneira silenciosa. Segundo os pesquisadores, o acompanhamento continuará até o final de 2020.

Fonte: Site Sensivel – Mente

Como pronunciar as vocais em espanhol?

Aprender a pronunciar corretamente as vocais em espanhol é fundamental para atingir a fluência no idioma. Para os estudantes, que tem o português como língua materna, essa tarefa pode se complicar, pois, em nosso idioma a pronúncia das vocais tem uma variação considerável. Pra evitar confusões é importante ficar atento às diferenças entre os dois idiomas.

No vídeo abaixo a professora Juliana Maester do canal “Vamos Hablar Espanhol” dá dicas preciosas em relação a esse tema. Clique no link e veja como é mais fácil do que parece 🤓 🇪🇸

Por que não houve casos de Coronavírus na América Latina?

O novo coronavírus nomeado de covid-19 passou em poucas semanas de uma emergência local na China para uma epidemia que ameaça o planeta.

Em sua rápida propagação pelo mundo, o vírus que se originou na cidade chinesa de Wuhan – agora em quarentena – já havia atingido 24 países até a última sexta-feira (14 de fevereiro), segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

E desde que os primeiros casos surgiram em dezembro de 2019, 1,368 pessoas morreram e mais de 60 mil foram infectadas.

No entanto, nos países que compõem a região da América Latina, nenhum caso positivo de coronavírus foi confirmado até o momento (embora haja casos sob investigação).

No México, 11 infecções potenciais foram avaliadas e descartadas; na Colômbia, houve um caso em análise e o Brasil colocou sob investigação 47 casos ─ dos quais já descartou 43. Só um cidadão argentino testou positivo para o coronavírus, mas ele estava fora do país e recebeu tratamento no Japão.

Mas por que nenhum caso foi detectado na América Latina até agora?

“No caso da América Latina e do Caribe, uma das principais razões é que há menos viajantes e voos diretos da China em comparação com outros países da Ásia, Europa e América do Norte”, diz Sylvain Aldighieri, coordenadora de casos de coronavírus da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC.

De fato, apenas em fevereiro de 2018 foi anunciado o primeiro voo direto entre a China e a América Latina. Operado pela companhia aérea Hainan Airlines, o voo liga a capital chinesa à Cidade do México. No entanto, essa não é a única razão pela qual nenhum caso de coronavírus não foi confirmado na região.

“Os países da região também implementaram medidas precoces de detecção e isolamento, além de fortalecer a vigilância”, relembra Aldighieri. Isso é evidente em certos pontos do continente.

Vários países latinos adotaram medidas de segurança nos aeroportos pra controlar a propagação do vírus.

Por exemplo, segundo o Ministério da Saúde do México, o país foi o primeiro que, devido à sua conexão aérea direta com a China, estabeleceu um protocolo de diagnóstico para confirmar a presença do vírus nos 32 centros que compõem a rede pública de laboratórios nacionais.

Outro país que assumiu a liderança foi o Chile. Segundo anunciou o ministro da Saúde do país, Jaime Mañalich, em janeiro, o governo decidiu fortalecer a Rede de Vigilância Epidemiológica, com objetivo de detectar com urgência qualquer condição ou doença respiratória nos hospitais.

Em 4 de fevereiro, a Colômbia se tornou o primeiro país da região a implementar um teste para diagnosticar o coronavírus em quem desembarca no país.

Outras nações também alocaram, de acordo com a OPAS, recursos extraordinários para impedir que a doença chegasse ao seu território.

No Brasil, o governo federal assinou medida provisória (MP) que destina crédito extraordinário de mais de R$ 11 milhões ao Ministério da Defesa para custear ações de enfrentamento de “emergência de saúde pública de importância internacional” provocada pelo coronavírus.

Dias antes, o presidente havia sancionado uma lei que trata das medidas de enfrentamento emergencial, no âmbito da saúde pública, da doença.

Vírus se originou na cidade chinesa de Wuham – Foto Getty Images

É possível que existam casos positivos que ainda não foram detectados na América Latina?

Na América Latina, essa possibilidade não pode ser descartada. Como na África, outra região que ainda não tem casos confirmados de coronavírus, é possível que haja pacientes infectados que não tenham sido detectados pelas autoridades, segundo a OMS.

“Como o covid-19 ainda não foi caracterizado, não há 100% de certeza de que ele não esteja mais circulando na América Latina”, diz a especialista. Aldighieri, no entanto, destacou o trabalho que está sendo realizado em nível regional, não apenas na detecção do vírus nos portos de entrada dos países, mas também nas fronteiras interiores.

“Desde a semana passada, especialistas em virologia da OPAS foram treinar e equipar laboratórios para responder a eventuais casos importados. Através desta iniciativa, antes do dia 21 de fevereiro, 29 laboratórios na América Latina estarão prontos para detectar o covid -19“, explica.

A Organização Pan-Americana da Saúde destacou o trabalho dos países da região para impedir a chegada do coronavírus à América Latina. Além disso, graças a outras pandemias que afetaram o continente no passado, a região conta hoje com uma estrutura capaz de combater o vírus.

“Todos os países do mundo correm o risco de importar a covid-19, incluindo a possibilidade de que a propagação dentro do país ocorra após a importação”, diz a porta-voz da OPAS.

Ela acrescenta: “No entanto, na América Latina, a estrutura para impedir a propagação de um vírus foi fortalecida após a pandemia do H1N1 (mais conhecido como gripe suína) que ocorreu em 2009 “.

Isso demostra que a região aprendeu com os erros do passado e está mais preparada para enfrentar novas ameaças globais…

Fonte: Portal Terra

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Coração latino

O mundo do basquete, e dos esportes em geral, começou o ano mais triste com a perda da estrela Kobe Bryant e de sua filha Gianna de apenas 13 anos. O astro do Lakers era conhecido pelo seu imenso talento e também pelo carisma fora das quadras. Kobe tinha um carinho muito especial pelo público latino, já que a mãe de suas 04 filhas, Vanessa tem origem latina: ela nasceu na Califórnia e sua mãe é mexicana.

O craque aprendeu a falar espanhol perfeitamente para se conectar melhor com o público latino que ele tanto apreciava. Confira no vídeo abaixo um agradecimento do Black Mamba a esses fãs especiais. 🥰

Chile aprova reforma tributária que atingirá grandes fortunas

Graças as manifestações populares que tomaram conta do Chile desde o último mês de outubro a população vem conseguindo promover grandes mudanças na política e na economia do país: a mais recente conquista, foi a reforma tributária anunciada pelo governo no final de janeiro.

A reforma tributária busca aumentar a arrecadação anual de impostos em o equivalente a R$ 9,307 bilhões — 55% dos quais virão exclusivamente de impostos aplicáveis aos mais ricos. O dinheiro, segundo o Palácio de La Moneda, será utilizado para bancar a agenda social apresentada para tentar conter as manifestações que começaram no dia 18 de outubro de 2019, em repúdio ao aumento da tarifa do metrô, e rapidamente assumiram reivindicações mais amplas. Ela vai no sentido contrário ao proposto no início do seu mandato pelo presidente Sebastián Piñera, que era reduzir a taxação das empresas.

Entre as medidas que entrarão em vigor estão impostos maiores sobre propriedades que custam mais de 400 milhões de pesos chilenos (R$ 2,15 milhões). Outro ponto é o aumento de 40% nos impostos cobrados sobre a renda anual superior a 184 milhões de pesos (R$ 975,7 mil). Segundo o ministro da Fazenda, Ignacio Briones, seis em cada dez pesos arrecadados com o novo projeto virão dos mais ricos.

Após pressão popular governo chileno foi forçado a rever pontos na reforma tributária e taxar grandes fortunas.

Graças aos protestos do fim de 2019, o texto original da reforma sofreu adaptações, excluindo um de seus pontos mais polêmicos: a redução de impostos para grandes empresas. A nova legislação deverá entrar em vigor em março, tempo necessário para que o texto seja revisado pelo Tribunal Constitucional. Ela estabelece ainda a redução dos impostos para idosos e um imposto sobre serviços digitais, como a Netflix e o Spotify. O projeto também simplifica a cobrança de impostos corporativos, estabelecendo uma taxa de 27% para as grandes empresas.

As maiores mobilizações sociais desde a redemocratização chilena afetaram a economia do país, reduzindo sua previsão de crescimento em 2020 de 2,75% a 3,75% para 0,5% a 1,5%. A proporção das manifestações foi tamanha que o governo viu-se obrigado a convocar um plebiscito constituinte para o dia 26 de abril, no qual o povo chileno decidirá sobre a elaboração de uma nova Constituição que substitua a herdada da ditadura. Outras concessões feitas pelo governo incluíram propostas de reforma nos sistemas de aposentadoria, de saúde e redução dos salários de autoridades, por exemplo.

E no Brasil? Será que um dia as grandes fortunas serão taxadas?🤔 Ou por aqui essa ideia vai continuar sendo uma eterna utopia?

Fonte: Jornal O Globo

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