Baila Vini Jr

Os jogares de futebol brasileiros são conhecidos pela sua habilidade, dribles irreverentes e alegria em campo. Essa desenvoltura, que anda ao lado da competência, nunca foi um empecilho pra nossos craques se destacarem aqui no Brasil e também na gringa, pelo contrário. Mas esse prazer de jogar bola, que nossos atletas manifestam, aliado ao grande talento, infelizmente parece incomodar alguns. Prova disso, foi o que aconteceu com o craque Vinícius Jr, que joga atualmente pelo Real Madrid: O jogador foi vítima de xenofobia e racismo em uma tacada só.

Na quinta-feira, dia 15 de setembro, durante o programa de TV “El Chiringuito”, o Presidente da Associação Espanhola de Empresários de Jogadores, Pedro Bravo, usou termos preconceituosos para se referir ao atleta brasileiro. Após a repercussão da fala, o atacante do Real Madrid se manifestou na tarde de sexta (16), em meio a uma série de apoios de grandes lendas do futebol.

O estopim da história foram as dancinhas feitas por Vini Jr. na comemoração de seus gols. Inicialmente, o jogador Koke, do Atlético de Madrid, afirmou que o brasileiro teria uma “confusão” caso fizesse isso ao marcar um gol no próximo domingo. Então, Bravo seguiu pela mesma linha de raciocínio no programa espanhol – mas comparou a atitude do atleta à de um “macaco”. “Você tem que respeitar o rival. Se quer dançar, que vá ao Sambódromo no Brasil. Aqui o que você tem que fazer é respeitar os companheiros de profissão e deixar de fazer macaquice”, declarou o agente. A fala de Bravo imediatamente revoltou colegas de programa, que logo o rebateram.

Passado o episódio, Pedro foi às redes sociais e tentou se retratar pelo que houve. “Quero esclarecer que a expressão ‘fazer macaquice’ que utilizei mal ao qualificar a dança do Vinicius na comemoração dos gols foi de maneira metafórica (‘fazer idiotices’). Como minha intenção não foi de ofender ninguém, peço sinceramente desculpas. Sinto muito!”, escreveu o presidente da associação.

Imagem: Twitter – ViniJr

Vini Jr. se manifesta

Diante da situação, Vini divulgou um vídeo rebatendo as falas racistas que recebeu, citando como suas conquistas incomodam. Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra”. Tenho essa frase tatuada em meu corpo e tenho uma atitude na minha vida que transforma essa filosofia em prática. Dizem que a felicidade incomoda. A felicidade de um preto, brasileiro e vitorioso na Europa, incomoda muito mais. Mas a minha vontade de vencer, meu sorriso e o brilho dos meus olhos são muito maiores do que isso”, iniciou.

O brasileiro, então, deu “nome aos bois” e não minimizou o que sofreu, pontuando como sua atitude não difere do comportamento de outras lendas do futebol. “Fui vítima de xenofobia e racismo em uma só declaração. Mas nada disso começou ontem. Há semanas começaram a criminalizar as minhas danças. Danças que não são minhas. São do Ronaldinho, do Neymar, do Paquetá, do Matheus Cunha, do Griezmann e do João Félix. Dos funkeiros e sambistas brasileiros, dos cantores latinos de reggaeton e dos pretos americanos. São danças para celebrar a diversidade cultural do mundo. Aceitem, respeitem, ou surtem. Eu não vou parar”, afirmou.

Vini ainda mencionou como busca incentivar a educação e como seguirá na luta para que racismo e xenofobia sejam combatidos de frente. “Não costumo vir publicamente rebater críticas. Sou atacado e não falo. Sou elogiado e também não falo. Eu trabalho e muito! Dentro e fora de campo. Desenvolvi um aplicativo para auxiliar a educação de crianças em escolas públicas sem ajuda financeira de ninguém. Eu estou fazendo uma escola com meu nome e farei muito mais pela educação. Quero que as próximas gerações estejam preparadas, como eu estou, para combater os racistas e os xenofóbicos”, acrescentou.

Por fim, o craque do Real Madrid deixou claro que não vai abaixar a cabeça e nem parar de dançar. “Sempre tento ser um exemplo de profissional e cidadão, mas isso não dá clique, não engaja em rede social. Então, os covardes inventam algum problema para me atacar e o roteiro sempre termina com um pedido de desculpas, ou um ‘fui mal interpretado’. Mas eu repito para você, racista: não vou parar de bailar. Seja no Sambódromo, no Bernabéu, ou onde eu quiser. Com o carinho e o sorriso de quem é muito feliz, Vini Jr”, concluiu ele.

Assista ao vídeo abaixo:

Desde este lamentável ocorrido, a hastag: #BAILAVINIJR vem viralizado em várias partes do mundo em solidariedade ao jogador brasileiro. Esperamos que ele siga sim bailando e demostrando sua alegria ao celebrar cada gol e cada vitória. No final do ano, desejamos que os jogadores latinos, especialmente, os nossos brasileiros, tenham muitas razões para bailar em campo durante a Copa do Mundo. Parafraseando o Velho Lobo Zagallo: Os racistas e xenófobos de plantão vão ter que nos engolir…

Fontes: Instagram e Site SoundLab

Half time

Sabe aqueles artistas que você se lembra de ser fã, desde sempre, mas quando conhece sobre a vida da pessoa, um pouco mais a fundo, se torna ainda mais fã? Foi exatamente assim que me senti depois de assistir ao documentário sobre a musa latina Jennifer Lopez na Netflix. “Half Time” mergulha nos bastidores da vida da estrela pop no momento em que ela está completando 50 anos e se prepara para uns dos maiores desafios de sua carreira: fazer o show do intervalo do SuperBowl, o maior evento esportivo dos Estados Unidos e um dos maiores do mundo.

O nome do documentário, “Half Time”, além de fazer clara referência ao show do intervalo da final do campeonato de futebol americano, também dialoga com a vida pessoal de JLO, que chega à meia idade em plena forma e cheia de planos. Em uma de suas falas no filme, ela diz que sente que sua vida está apenas começando – uma evidente prova da energia e determinação contagiante que ela tem. Quem a vê falar assim, talvez não imagina que ela já traçou um vasto caminho, desde os tempos de bailarina no Bronx, em sua cidade natal, Nova York, até se tornar uma grande estrela da música pop mundial e também de Hollywood.

Durante o filme, percebemos como foi constante a luta de JLO para ser valorizada por seu trabalho e não somente por suas curvas esculturais. Ao fim, percebemos que ela finalmente parece ter conseguido esse objetivo, apesar de que ainda o preconceito por ser mulher e latina, na maior potência do mundo, ainda é algo presente, infelizmente.

Justamente essa questão da luta contra o preconceito é um dos pontos centrais de “Half Time”, já que ao ser escolhida para o evento do SuperBowl, juntamente com a colombiana Skakira, Jennifer fez questão de não apenas entreter, mas também transmitir uma mensagem importante ao público: os latinos também são parte dos Estados Unidos e não são uma parte inferior, muito pelo contrário, são um dos pilares da nação e por isso todos devem ter orgulho de sua origem.

Além de conhecermos o esforço dela para produzir um show inesquecível no Super Bowl, na produção da Netflix mergulhamos um pouco na vida pessoal de JLO, especialmente na sua relação com seus pais e filhos, principalmente com a filha, que demostra ser um companheira inseparável e um porto seguro para a mãe famosa.

Mesmo que você não seja tão fã como eu sou, vale muito a pena assistir esse documentário que propõe muitas reflexões acerca de temas importantes, como o protagonismo feminino e o papel da mídia e de Hollywood na manutenção de estereótipos, além de outros pontos interessantes que se relacionam à história dessa grande mulher que ousou ser o que ela sonhou: uma artista verdadeiramente completa…

Um semideus baiano cumple 80

Neste domingo, dia 07 de Agosto de 2022, o Brasil celebrou 08 décadas de vida de um seus maiores artistas de todos os tempos, Caetano Veloso. O irmão de Betânia, filho de dona Canô nos encanta com sua poesia transformada em música e nos alenta nos momentos mais difíceis. Um aniversário tão especial não poderia deixar de ser comemorado em grande estilo. O cantor se apresentou em uma live transmitida para todo o Brasil, diretamente do Rio. Grandes nomes da arte brasileira estavam presentes no evento: Gilberto Gil, Lulu Santos, Ana Carolina, Vanessa da Mata, William Bonner, Renata Vasconcellos, Wagner Moura, Sabrina Sato, Marcelo Serrado, Marcos Palmeira, Rodrigo Santoro, Dira Paes, Djavan, entre outros.

Aclamado no Brasil, Caetano é reconhecido também mundialmente; quem é fã dos filmes de Almodóvar, por exemplo, já deve ter reparado a presença do brasileiro nas trilhas sonoras do diretor espanhol. Um outro gringo, fã declarado de Caetano, é o uruguaio Jorge Drexler. A pedido do Jornal ” O Globo”, o cantor e compositor escreveu um texto em homenagem ao ídolo e amigo. Confira abaixo:

‘Quando eu for jovem quero ser que nem Caetano Veloso’

“A primeira vez que vi Caetano Veloso foi no ano de 1985, durante o carnaval de Salvador da Bahia. Em traje de banho, e em meio a uma compacta massa de corpos banhados pela chuva, o suor e a cerveja, descia eu pela Rua Carlos Gomes atrás de um trio elétrico e a caminho da Praça Castro Alves quando, ao olhar pra cima, vi uma imagem do Caetano pintada em uma faixa de rua que atravessava de um lado ao outro da avenida.

Como um semideus, ele sorria pra nós desde as alturas enquanto a sua cidade, transbordante de beleza inteligente, música, cor e desejo, o homenageava na sua maior festa popular. Acho que foi a primeira vez que entendi, profundamente, o que a música podia significar em uma sociedade, assim como o papel que poderia chegar a ter na minha própria vida.

Compreendi também que existia um outro mundo além daquele opressivo e cinza dos tempos da ditadura no Uruguai, onde eu tinha crescido. Um mundo onde eu tinha algo a fazer: canções.

Drexler canta Caetano – Fonte Canal Tiago Medina

No Brasil de hoje, que aos poucos está se despertando de seu próprio pesadelo, também opressivo e cinzento, é difícil ver em perspectiva algo tão grande quanto a figura de Caetano. Mas eu – que embora me sinta em casa no Brasil, o enxergo de fora – posso me permitir ver o país como ele é: um gigante cultural que tem a canção popular como centro identitário.

Esse fenômeno incomum foi gerado por uma geração incomum de “cancionistas”.

Realmente incomum.

A concentração de talento na música brasileira do último meio século é algo insólito, talvez apenas comparável a fenômenos como o Século de Ouro espanhol ou o Tin Pan Alley de Nova York.

O Brasil protagonizou (e ainda protagoniza) uma espécie de Era de Ouro Tropical.

Talvez só ao longo de décadas vamos perceber o privilégio que foi termos sido contemporâneos de uma série de fenômenos da magnitude da Bossa Nova, do Tropicalismo e da MPB.

E Caetano Veloso é parte central da espinha dorsal desse milagre musical.

Encontro de dois gênios da música latina – Reprodução Google

A sua excelência insólita, como compositor e intérprete, o coloca como um dos seus dínamos essenciais. Caetano, que tem conseguido se manter sempre atento, sempre aberto a cada época e evitando o abraço pétreo da consagração, aquela cabeça de Medusa que transforma em estátua de si mesmo o artista que assume sua própria glória.

Só o fui conhecer pessoalmente em novembro de 1993, quando ele foi tocar pela primeira vez no Uruguai, com “Circuladô ao vivo” (talvez o melhor show que já vi na minha vida!). O impacto que me provocou foi tanto que sua presença cênica reverbera em mim ainda hoje, cada vez que piso em um palco.

Caetano é belíssimo, por dentro e por fora, com essa aura de semideus que vi naquela faixa no carnaval de 1985. Mais do que nunca, ele agora está aí: charmoso, inovador, inspirador e com aquela elegância natural realçada pelos seus tropicais 80 anos.

Quando eu for jovem quero ser que nem Caetano Veloso.

Fonte: Site Jornal O Globo

Conheça Salta e Jujuy, dois cenários incríveis, localizados na vizinha Argentina

A maioria dos brasileiros que visitam a Argentina escolhe Buenos Aires, Bariloche ou Mendoza como destinos. Não suspeitam que, no noroeste do país, descortina-se um cenário de paisagens impressionantes que exaltam os sentidos. Na fronteira com os vizinhos Chile e Bolívia, estão as províncias de Salta e Jujuy, as novas apostas do turismo argentino. 

A partir de julho deste ano, a companhia aérea Aerolíneas Argentinas vai inaugurar três frequências semanais e diretas de São Paulo para Salta, a porta de entrada da região. O lançamento foi feito, na feira de turismo WTM Latin America, e contou com a presença do ministro de Turismo e Esportes da província de Salta, Mario Peña. 

Essa região tem paisagens muito singulares: salares brancos que espelham o céu, colinas coloridas como o arco-íris, cactos gigantescos, caminhos incas, rochas esculpidas pela ação da água e do vento, a Rota do Vinho mais alta do mundo, trem turístico, comunidades indígenas, cidades coloniais de influência espanhola e uma culinária variada e requintada. 

Porta de entrada

Salta – que leva o mesmo nome da província e está 1.259 m acima do nível do mar – é uma cidade para ser explorada a pé. Na praça 9 de Julho, estão edifícios icônicos, como a Catedral, o Cabildo (prefeitura) e o Museu Arqueológico de Alta Montaña, cujo acervo exibe rotativamente três múmias de crianças incas descobertas no vulcão Llullaillaco em 1999.  

Catedral mais famosa da cidade de Salta – Reprodução Internet

A uma quadra da praça está um cartão-postal da cidade, a igreja de São Francisco, além do Museo Güemes. Para ter uma panorâmica da cidade, deve-se subir o teleférico Cerro São Bernardo (150 pesos por pessoa), que leva ao topo da colina homônima. Há, ainda, no alto, uma belíssima cachoeira artificial e cênica, que corre por toda a extensão do morro.  

Rota 68

De Salta até Cachi, pela Rota 68, há pelo caminho belezas dignas de uma paradinha para foto: a Cuesta del Obispo, que o bispo de Tucumán utilizou para descansar durante a viagem em 1600; a Piedra del Molino, onde está a capela de San Rafael, no ponto mais alto da estrada, a 3.457 m; a Quebrada de Escoipe; o Parque Nacional Los Cardones, um “mar” de cactos gigantes; e a Recta del Tin-Tin, na qual se vê parte da trilha inca que ficava no país. 

Parque Nacional de Los Cardones – Reprodução Internet

Cachi é rodeada de montanhas da cordilheira dos Andes de mais de 5.000 m de altura. Foi fundada no século XVI, tendo sido o lar da aristocracia colonial. Na cidade, o ponto principal é a praça 9 de Julho com a rústica e pitoresca igreja San José de Cachi, que surpreende pela sua autenticidade e simplicidade, e o Museo de Arqueología Pio Pablo Díaz, com um vasto patrimônio arqueológico de itens datados de diferentes períodos históricos. 

Quebradas

Saindo de Cachi, pela Rota 40, passa-se pelo Valles Calchaquíes, com 2.000 m de altitude. O destaque é o Camino de los Artesanos, onde há uma gama de lojas de artesanatos locais, casas de chá e galerias de arte. Não se pode deixar de conhecer os povoados de Seclantás, Molinos e Angastaco, este último onde se localiza a famosa Quebrada de las Flechas. 

El camino de los artesanos

Explicando: o turismo nessa região se dá por meio de suas quebradas, que são vales com depressões formadas pela erosão do vento e da chuva. Esses desfiladeiros são monumentos naturais, cuja origem remonta a 15 milhões ou 20 milhões de anos. Las Fechas tem rochas pontiagudas, de até 20 m de altura. O ideal é visitar essas quebradas no pôr do sol. 

Cafayate

Cafayate é o ponto final da viagem. A cidade, a 160 km de Cachi, surpreende pela beleza do desfiladeiro homônimo e pela produção de vinho de uva Torrontés. A região é o segundo maior centro de produção de vinhos na Argentina e tem a Rota do Vinho mais alta do mundo. Há vinícolas que podem ser visitadas, como El Porvenir, Vasija Secreta, a mais antiga, e Bodega Nanni.  

Em Cafayate, além de apreciar a natureza, o turista pode desfrutar de um bom vinho

O coração da Cafayate é a praça 20 de Fevereiro, com a Catedral Nossa Senhora do Rosário e o Mercado Municipal. Nas proximidades está o Museo de la Vid y el Vino, que expõe de maneira dinâmica e interativa a origem do vinho. Uma boa dica é se hospedar em Viñas de Cafayate Wine Resort, ao pé da colina e com vista deslumbrante dos vinhedos.  

No final da tarde, um passeio inesquecível é uma cavalgada na região de Los Médanos. A 8 km do centro da cidade, é um lugar que surpreende: entre vales, vinhedos, montanhas, casas e campos de golfe, surgem também dunas de areia branquinhas, como se estivéssemos perto da praia. A explicação é simples: há milênios, a região já foi um oceano. 

Garganta del Diablo

De volta a Salta, pela mesma Rota 68, está a Quebrada de las Conchas, um vale em tons avermelhados e alaranjados. Nessa região, há formações esculpidas pela natureza na rocha, entre os destaques a Garganta del Diablo, paredões de rochas que lembram uma garganta, e Anfiteatro, uma abertura estreita entre dois penhascos que oferece uma boa acústica. No mirante Tres Cruces, pode-se ver todos os Valles Calchaquíes.

Uma observação curiosa: a Garganta del Diablo virou uma parada obrigatória para uma selfie dos turistas depois que o atrativo apareceu em uma cena do longa-metragem “Relatos Selvagens”, no episódio surreal e cômico dos dois motoristas que brigam até seus carros despencarem da ponte. 

Trem das Nuvens

Saindo de Salta pela Rota 51, na direção de Puna, passa-se pelas cidades de Campo Quijano, conhecida como “Portal dos Andes”. Esta é a última cidade antes da Quebrada del Toro, um lugar de colinas coloridas, cactos gigantes e vista maravilhosa. No caminho é indicado tomar um café da manhã em El Alfarcito, pequena comunidade rural pelo caminho.  

De volta à estrada, o viajante continua até San Antonio de los Cobres, passando pela Quebrada de las Cuevas. É nessa pequena cidade que se pega o Trem das Nuvens. O passeio de uma hora não é barato (6.800 pesos) e passa pelo viaduto La Polvorilla, 4.200 m acima do nível do mar, uma das obras mais imponentes da engenharia do século passado. 

El tren a las nubes – Reprodução – Internet

Desce-se do trem nesse ponto para conhecer o lugar e, 30 minutos depois, retorna-se a San Antonio. Se não quiser retornar, é preciso pegar um ônibus para Salta. A linha foi criada para levar e trazer cobre entre Salta e Antofagasta, no Chile, mas hoje carrega turistas. A viagem acontece às terças, quintas e sábados e cruza 29 pontes, 21 túneis e 13 viadutos.

Espelho do céu

A 90 km de San Antonio pela Rota 40, estão as Salinas Grandes, a 3.600 m de altitude, um deserto de sal relativamente pequeno se comparado ao boliviano Uyuni. Em época de chuvas, forma uma lâmina de água de 30 cm que espelha o céu. Dentro do salar, há uma proposta de hospedagem de dormir em um “glamping”, uma espécie de camping com conforto. 

Las Salinas grandes são parada obrigatória para quem visita a região – Reprodução Internet

Depois de conhecer as Salinas, a parada obrigatória é no pitoresco Purmamarca, que significa “Cidade da Terra Virgem” na língua quéchua. O vilarejo – Patrimônio da Humanidade pela Unesco – tem arquitetura pré-hispânica e no passado foi lugar de parada do caminho inca. O destaque ali é o impressionante Cerro Siete Colores. 

Humahuaca

Seguindo ao norte de Salta, na província de Jujuy, pela Rota 52, chegamos à Quebrada de Humahuaca, que guarda o assentamento indígena de Humahuaca, a cidade de Uquia e a cidadela Tilcara, com as ruínas de Pucará – o mais importante sítio arqueológico da Argentina revela a história do povo que ali viveu, os Humahuacas, ainda no século XII. 

Ruínas de Pucará

Em Uquia, a igreja de São Francisco de Pádua, construída em 1691, é monumento histórico nacional desde 1941 e exibe únicas coleções de pinturas feitas no século XVII por indígenas da Escola Cusquenha. De Uquia é possível fazer passeios à Quebrada de las Señoritas, rochas de tons cinza, azulado e esverdeado formadas por arenito vermelho e argila. 

Na WTM

“Temos montanhas coloridas, como Cerro Siete Colores, em Purmamarca, e as Salinas Grandes, onde há glampings de luxo que permitem passar a noite. Na maioria, os nossos hotéis são pequenos e com atenção individualizada. Estamos com os braços abertos para receber os turistas”, afirma Diego Valdecantos, secretário de Turismo da província de Jujuy na feira WTM Latin America.

Culinária 

O noroeste argentino utiliza-se muito de grãos, como feijões, lentilhas e milho, na culinária. Os pratos típicos vão desde as empanadas fritas e assadas até os tamales (massas de milho com recheios) e as humitas (cremes salgados de milho).

O “locro” é um prato típico dessa região da Argentina – Reprodução Internet

Pratos como o “locro” (mistura de feijão-branco com carnes, milho, abóbora, batata e pimentão) e as “tortilhas a la parrilla” (massas feitas de farinha, manteiga e sal na brasa) podem ser encontrados em qualquer esquina.

E você, ficou com vontade de conhecer essa região incrível da Argentina? Surpreendente, ¿verdad?

Fonte: Site Jornal “O Tempo”.

La casa onde nem tudo são flores

Hoje o blog vai dar uma dica de série, pra quem é fã de uma drama mexicano com um toque de comédia. “La casa de las flores” é uma ótima opção pra quem busca um entretenimento que foge ao padrão. A série mexicana, produzida pela Netflix, tem 03 temporadas que você consegue assistir rapidamente, já que os episódios tem duração média de 30 minutos. A história se passa ao redor dos segredos da família De La Mora, uma das mais respeitadas e tradicionais da cidade. A boa fama do clã, porém, já começa a ir por água abaixo logo no primeiro episódio, quando um grande segredo do patriarca Ernesto é revelado. E daí por diante, os mistérios não param de ser desvendados, culminando nas revelações mais inusitadas que acontecem na última temporada, em surpreendentes flashbacks.

Um dos acertos do diretor Manolo Caro é retratar assuntos muito importantes e atuais como a luta contra a homofobia e a transfobia, contando com um elenco de primeira, como a maravilhosa Cecília Suárez, que dá vida à marcante Paulina De La Mora. A abertura da série é um show à parte, enredando a história dos personagens com as flores que são também nomes dos episódios, tudo muito bem pensando pra envolver quem assiste. Embora o enredo caia um pouco de nível na segunda temporada, vale muito a pena ficar ligado em “La casa de flores” para ir desvendando os segredos dos imprevisíveis De la Mora… 🌹 🌹 🌹

Imagem: Divulgação Netflix

Cada vez mais poderosa

Quando um brasileiro brilha, o Brasil todo brilha. E nesta semana brilhamos muito: A cantora Anitta chegou ao Top 01 do Spotify – maior plataforma de reproduções de músicas do mundo, se tornado a primeira brasileira a alcançar a marca. Não é de hoje, que nossa musa demostra ter muita ambição e sonhar alto. Este último feito, coroa uma trajetória marcada por talento, inteligência, faro para os negócios, além de muito carisma. O que me deixou mais feliz ainda é saber que o hit “Envolver” é cantado todo em espanhol, o que sem dúvida, ajuda a popularizar o idioma no Brasil e no mundo inteiro. 😀

“Envolver’, que deve estar presente no novo disco da cantora, a ser lançado ainda este ano, também ganhou as redes sociais. No TikTok, um vídeo dela performando a canção em um show viralizou e se transformou em um “desafio” (algo comum na plataforma) reproduzido por milhares de pessoas e chegando até mesmo a celebridades internacionais, como o cantor Justin Bieber. A música está entre as 10 músicas mais escolhidas pelos usuários nos Estados Unidos no Tik Tok.

Neste vídeo do canal do publicitário Tiago Elvis, você vai conhecer as estratégias utilizadas por Anitta para chegar ao topo do mundo

O clipe da canção, dirigido pela própria Anitta e produzido por Harold Jimenez, já tinha mais de 73 milhões de visualizações no YouTube, até esse momento em que escrevo o post. Nas redes sociais, o clima era de Copa do Mundo e, com muitos memes, fãs da cantora fizeram campanha  para que todos reproduzissem a música para que o hit alcançasse o primeiro lugar. Até mesmo marcas, como a Motorola, Samsung e Nubank, pegaram carona no assunto ao longo do dia.

Com certeza, Anitta vai continuar sendo assunto por muito tempo e levará o Brasil a voar cada vez mais alto. Vai malandra! 🚀

Fontes: Site Revista Exame e Canal Tiago Elvis – Youtube

De figurantes a protagonistas

Nós brasileiros, que amamos cinema, já estamos acostumados a ver os atores e atrizes latinas serem convidados para fazerem papéis secundários em Hollywood. Mas parece que esse jogo está virando. No início desse mês, tivemos a notícia de que Bruna Marquezini vai ser a primeira brasileira a protagonizar uma produção da DC Comics. A atriz foi confirmada no elenco de Besouro Azul, o novo filme da Warner Bros baseado no não tão conhecido herói da editora. Além dela, a atriz Belissa Escobedo (American Horror Stories) e o ator Harvey Guillén (O Que Fazemos Nas Sombras) também foram confirmados no elenco.

Marquezine vai viver a personagem Penny, interesse amoroso do herói Jaime Reyes (Xolo Maridueña). Assim, podemos esperar por uma participação bastante expressiva da brasileira em sua estreia em Hollywood. Aliás, a participação de Bruna representa uma tendência da Warner em dar um destaque maior aos artistas latinos. No caso do Besouro Azul, os produtores do longa vão se aproveitar da origem do personagem nos quadrinhos e dar um foco maior na comunidade latina. Assim, da mesma forma que tivemos Shang-Chi sendo o primeiro grande filme de herói protagonizado por atores asiáticos, a DC quer fazer o mesmo com os latinos.

Comunidade latina terá destaque no longa Besouro Azul

Por isso, a adaptação de Besouro Azul é realmente muito acertada. Embora não seja muito conhecido do grande público, a sua encarnação mais recente nos quadrinhos carrega bastante esse lado étnico e cultural. O público latino agradece, afinal era bem chato ver nossos artistas fazerem apenas papéis secundários e muitas vezes marginalizados, como traficantes de drogas por exemplo. Esperamos ver cada vez mais brasileiros e demais latinos brilhando em todas as esferas do cinema mundial…

Click no vídeo abaixo para entender melhor sobre a trajetória da musa brasileira até chegar a esse importante papel e conheça também as origens latinas do super herói Besouro Azul 😉

Fontes: Site Canal Tech e Canal Warner Channel Brasil – Youtube

Um país, várias maneiras de hablar

Se você tem vontade de morar, ou viajar à Espanha como turista, precisa saber que além do espanhol, também chamado de castelhano, você vai ouvir por lá diversas outras línguas e dialetos (não se assuste rs). Historicamente, a Espanha é a união de povos e culturas distintas. Isso se materializa até hoje na multiplicidade e riqueza linguística que se encontra neste país da Península Ibérica. 

Um dos principais eventos históricos que influenciaram as línguas dos povos dessa região foi a invasão e ocupação do império romano. Isso fez com que praticamente todos os idiomas na Espanha  adquirissem raízes latinas. No entanto, há vários termos provenientes dos árabes, por exemplo, que ocuparam a Península por um bom tempo. 

Apesar do espanhol (castelhano) ser compreendido em todo o país, existem outras línguas diferentes que são faladas nas diversas regiões, elas são chamadas de idiomas co-oficiais. Entre elas podemos citar: o catalão, o basco ou euskera e o gallego, que é muito semelhante ao português.

Além desses outros idiomas, ao viajar por esse surpreendente país, podemos escutar alguns dialetos, como o murciano e o canário. Para quem está confuso em relação às diferenças entre idioma e dialeto: Se denomina idioma uma língua de um povo ou nação, ou comum a vários países, que tem gramática e literatura próprias, enquanto os dialetos derivam de uma língua pré-existente.

Nesse vídeo do canal “Fazendo as malas – morar na Espanha, você vai aprender com essa família brasileira sobre a riqueza linguística espanhola. 🇪🇸

Fontes: Blog Conexão Europa e Canal Fazendo as malas – morar na Espanha – Youtube.

Amigos con derechos

A diva brasileira Marília Mendonça, que se foi tão precocemente em novembro do ano passado, deixou um grande legado musical. Inspiração para vários artistas, a cantora tem mais de 100 composições prontas para a gravação, além de parcerias que estavam sendo preparadas para serem lançadas em breve. Um desses projetos estava sendo trabalhado em conjunto com a estrela mexicana Dulce Maria. A canção “Amigos con derechos” seria a primeira cantada oficialmente em espanhol, por Marília, que sonhava em fazer carreira internacional.

Para seguir adiante com o sonho de Marília, a ex-integrante do grupo RBD lançou a música Amigos com Direitos, (em tradução para o português). A canção foi produzida por Stefano Vieni e tem a pegada da sofrência, tão marcante na carreira da brasileira.

A cantora mexicana afirma que não chegou conhecer Marília pessoalmente, mas sentia que ambas tinham uma conexão . “É uma honra para mim que ela tenha cantado pela primeira vez em espanhol nesse meu humilde projeto independente que fiz justamente para resgatar meus sonhos e voltar a Origem“, declarou.

No Instagram, Dulce Maria fez um discurso cheio de amor e carinho: “Amigos, estou cheia de emoção, um lançamento agridoce, mas com todo o amor para os fãs de Marília e todo mundo que a ama. Obrigada, eterna e maravilhosa Marília, por sua generosidade, seu coração tão grande, sua humildade, por cantar comigo e por empoderar tantas mulheres, inclusive a mim.”

Dulce Maria finaliza em um tom emocionante e manda um recado a brasileira: “Obrigada por este presente tão grande e por me deixar compartilhá-lo com tanta gente antes de partir. Eu sinto como um abraço no meu coração. Sou eternamente grata e um abraço aos céus de todos que te queremos muito bem”. 

Se você ainda não conhece esse hit das duas musas, click no link abaixo para cantar e matar a saudade da eterna rainha da sofrência.

Fonte: Site Estadão

De pandemia para endemia?

O Brasil vive um aumento assustador dos casos de Covid-19 provocados pela variante Ômicron. Enquanto isso, na Europa os países discutem como conviver com o temido vírus daqui pra frente. O presidente do governo da Espanha (equivalente ao cargo de primeiro-ministro), Pedro Sánchez, declarou na semana passada que seu país está trabalhando para começar a tratar a covid-19 como uma gripe e não como uma epidemia, como tem sido até agora. E ele também defende que essa seja a estratégia para o resto do continente.

“Estamos trabalhando nisso há semanas”, respondeu Sánchez em entrevista ao canal Cadena Ser quando perguntado se ele está buscando uma “gripalização da pandemia”.

“A ciência conhece melhor o vírus. (…) Temos que avaliar a evolução da covid para uma doença endêmica”, disse Sánchez, embora tenha esclarecido que seu governo ainda aguarda relatórios “mais conclusivos” sobre a variante Ômicron.

O presidente justificou a nova abordagem devido à taxa de vacinação (82% da população com vacinação completa e 36% com dose de reforço), o uso de máscaras, o surgimento de medicamentos como a pílula da Pfizer – cujos ensaios apontam que é eficaz na 89% dos casos para evitar internações e óbitos em pacientes de risco – e a aparente menor letalidade do vírus com a variante mais recente.

“Este é um debate que já estamos tentando abrir em nível europeu”, disse Sánchez, que está levando a questão aos ministérios da saúde europeus e ao Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças. “É um debate necessário.”

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, acredita que é preciso falar sobre uma mudança de estratégia. Imagem: EPA

A ministra da Saúde espanhola, Carolina Darias, acrescentou que a atual sexta onda de covid da Espanha é diferente das anteriores. “Temos que ser capazes de antecipar novos cenários, por isso temos que começar a avaliar a adaptação a um novo sistema de vigilância e controle da covid-19 uma vez superada esta sexta onda epidêmica em que nos encontramos”, disse.

Vigilância

Essa nova abordagem da pandemia é chamada de “vigilância sentinela”.

Ela tem sido usada para outros vírus e implica interromper os testes em massa e, em vez disso, controlar grupos menores que servem como amostra do que está acontecendo no resto da sociedade.

Isso pode ser feito com uma ou mais instituições médicas que coletam rotineira e sistematicamente informações epidemiológicas e amostras laboratoriais de pacientes – mas não deve ser um processo muito extenso, pois pode reduzir a qualidade da informação, afirma o escritório regional europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS). Com a gripe sazonal, por exemplo, “quantidades limitadas de dados de alta qualidade de ‘locais sentinela’ representativos são suficientes para entender a epidemiologia e a circulação”, afirma a OMS.

As localizações devem ser distribuídas no território de forma que produzam uma amostra confiável do que acontece na população em geral.

Além disso, é necessário usar definições padrão que possam ser comparadas ao longo do tempo, tanto dentro de um país quanto com outros países. A informação deve ser comunicada uma vez por semana às autoridades nacionais, de acordo com o escritório europeu da OMS.

A partir daí, podem ser estimadas as taxas de incidência de pessoas infectadas — sintomáticas e assintomáticas —, internações, pacientes em terapia intensiva e óbitos pela doença. Se esse método for usado com a covid, acredita-se que pode ajudar a evitar a superlotação de hospitais com casos leves, disse a Sociedade Espanhola de Medicina de Família e Comunidade.

Essa posição, no entanto, não é compartilhada por todos os sindicatos médicos da Espanha. E nem mesmo em todos os países.

A transição da pandemia para a endemia

Outros países também estão pensando em como será o fim da pandemia. No Reino Unido, o ministro da Educação, Nadhim Zahawi, que até setembro estava à frente do programa de vacinação contra a covid-19, disse que seu país deve liderar a saída.

“Espero que sejamos uma das primeiras grandes economias que mostre ao mundo como fazer a transição de uma pandemia para uma endemia”, disse ele ao canal Sky News. O país também tem a seguinte taxa de vacinação contra covid-19: 70% com esquema completo e 53% com dose de reforço.

Além disso, o risco de hospitalização para a variante ômicron é cerca de um terço do risco da delta, de acordo com uma análise publicada pela Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido. E a Ômicron está substituindo a Delta pelo mundo como a variante predominante.

Outro estudo preliminar realizado nos EUA por pesquisadores da Universidade da Califórnia, Berkeley, da organização Kaiser Permanente e dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) mostrou que as pessoas infectadas com Ômicron tinham metade da probabilidade de serem hospitalizadas em comparação com a Delta, 75% menos probabilidade de entrar em uma UTI e 90% menos probabilidade de morrer As internações hospitalares, por sua vez, foram reduzidas de cinco para 1,5 dia com a Ômicron.

“O Reino Unido é provavelmente o mais próximo de qualquer país de estar fora da pandemia, se é que já não está fora, em endemia já”, disse David Heymann, professor de epidemiologia de doenças infecciosas da London School of Medicine em um bate-papo virtual aberto com a organização sem fins lucrativos Chatham House. Numa endemia, a doença geralmente está presente, mas não há mais um aumento incomum no número de casos. A gripe, por exemplo, é endêmica.

“Em breve estaremos em uma situação em que o vírus estará circulando, cuidaremos das pessoas em risco, mas aceitaremos que qualquer outra pessoa o pegue”, diz a virologista Elisabetta Groppelli, da Universidade de St. George de Londres.

Especialistas acreditam que é hora de abordar pandemia de maneira diferente

“Se uma nova variante ou uma variante anterior aparecer, para a maioria de nós, como qualquer outro coronavírus de resfriado comum, teremos espirros e um pouco de dor de cabeça e ficaremos bem”, disse Julian Hiscox, chefe de infecções e saúde global da Universidade de Liverpool e integrante do Grupo Consultivo de Ameaças de Vírus Respiratórios Novos e Emergentes do governo do Reino Unido.

Nos Estados Unidos, um grupo de seis especialistas que assessoraram o presidente Joe Biden publicou uma série de artigos nos quais defendiam que é hora de abordar a pandemia de uma maneira diferente. “Nem a vacinação contra covid-19 nem a infecção parecem conferir imunidade ao longo da vida”, escreveu Ezekiel Emanuel, especialista em políticas de saúde da Universidade da Pensilvânia, que coordenou as propostas do grupo.

“As infecções por covid-19 são assintomáticas ou levemente sintomáticas, e o período de incubação do SARS-CoV-2 é curto, o que impede o uso de estratégias específicas, como ‘vacinação em anel’. Mesmo pessoas totalmente vacinadas correm o risco de ter SARS-CoV avançado. Consequentemente, um ‘novo normal com covid’ em janeiro de 2022 não é viver sem covid-19”, disse Emanuel. Ele defende que a covid-19 deve ser tratada como outras doenças respiratórias, como a gripe, já que “as pessoas já conviveram normalmente com as ameaças desses vírus” antes.

Não tão cedo

O principal conselheiro da Casa Branca para doenças infecciosas, Anthony Fauci, acredita que uma nova fase está próxima, mas diz que os EUA ainda não chegaram lá. “Qual é a caixa que todos estamos olhando agora? Essa caixa é controle, ou seja, baixar o nível de infecção que causa doença grave de forma suficiente para que possamos incorporar essa infecção. Acredito que possivelmente estamos nos aproximando disso”, disse Fauci.

Com uma taxa de vacinação completa de apenas 62% da população e 23% com doses de reforço, os EUA enfrentam a onda de Ômicron com número recorde de internações pelo vírus, quase o dobro em relação às registradas no Reino Unido.

“O vírus está a caminho de se tornar endêmico. Não há dúvida sobre isso. Mas ainda estamos no meio dessa pandemia”, disse a líder técnica da Covid-19 da OMS, Maria Van Kerkhove, em uma conferência na semana passada.

“Não podemos acabar com a pandemia e fazer com que o vírus se torne ‘endêmico’ em um país, enquanto o resto do mundo lida com a pandemia. Não é assim que funciona.”

*Com informações de BBC Brasil

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