Família peruana fabrica computador mais sustentável do mundo

Atualmente a questão das mudanças climáticas figura como um dos tópicos mais discutidos em todo planeta. A preservação da natureza é de suma importância para garantir a sobrevivência das próximas gerações em condições favoráveis. Mas, infelizmente, o sistema capitalista não favorece o meio ambiente, já que seu principal objetivo  é alcançar sempre grandes lucros, mesmo que se pague um alto preço por isso.

Certamente você já ouviu falar no termo “obsolescência programada”, que basicamente consiste em produzir equipamentos com vida útil delimitada previamente, para que assim o consumidor seja obrigado a comprar um  item novo de tempos em tempos. No entanto, entre todos os efeitos nocivos que esta prática pode causar, o mais preocupante é a questão ambiental, já que não sabemos mais o que fazer com a quantidade imensurável de lixo eletrônico existente no mundo. Contra isso, uma empresa familiar peruana empresa desenvolveu um modelo de  notebook de madeira  que pode durar para sempre.

Wawalaptop é um computador de placa única, produzido por uma família especialista em computação e marketing. O objetivo é tentar levar tecnologia nova e acessível para as áreas mais remotas do Peru. O notebook é leve e mede apenas 25,65 cm, mas o melhor de tudo é que ele também é acessível e custa apenas 235 dólares, (cerca de 998 reais) muito abaixo do valor do mercado.

O Wawalaptop original foi lançado em 2015, mas a versão 2.0 possui um revestimento reciclável de fibra de média densidade e já vem com a instalação do sistema operacional Linux gratuito. Inovador em todos os sentidos, ele suporta carregamento regular e solar, mas sua característica mais impressionante é a facilidade com que pode ser desmontado.

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Javier Carrasco, gerente de tecnologia da Wawalaptop , explica que isso é intencional, justamente para incentivar os usuários a explorar e mexer nos componentes eletrônicos, permitindo que eles atualizem quando acharem necessário. Em vez de jogar fora o dispositivo, eles podem simplesmente substituir sua placa obsoleta e, assim, usar o mesmo dispositivo por 15 anos ou mais.

A família ainda não tem planos de lançar seu laptop de madeira fora do Peru, mas uma coisa podemos afirmar: este computador é muito mais do que tecnológico. Ele é uma verdadeira resistência ao ultrapassado conceito de obsolescência programada! 👏👏

Obsolência programada

Você já parou para pensar que não faz sentido um aparelho eletrônico que compramos e pagamos caro parar de funcionar de repente, mesmo não tendo muitos anos de uso? Saiba que isto está programado e é uma decisão dos fabricantes, que trabalham com a noção de lucro máximo e nos obrigam a trocar de carro, geladeira e smartphone de tempos em tempos.

O conceito surgiu lá na década de 1930, durante a Grande Depressão, que afetou a economia em todo mundo.  A iniciativa visava incentivar um modelo de mercado baseado na produção em série e no consumo, a fim de recuperar a economia dos países naquele período. Quase um século depois, ela está mais presente do que nunca em nossas vidas, infelizmente…

Por isso, atitudes como a da família peruana são tão importantes para resistir a essa imposição que tanto prejudica o meio ambiente e também as pessoas mais pobres, que estão sempre tendo que investir os poucos recursos que tem para adquirir itens básicos. Torcemos pra que ideias como essa se espalhem 👏👏 💻 🌿

Fonte: Site Hypeness

Show de beleza e consciência

Na América Latina o índice de violência contra as mulheres é altíssimo em diversos países. Centenas de mulheres são assassinadas a cada dia na região. No  dia 29 – último domingo de outubro,  essa situação terrível foi denunciada em um lugar pouco esperado: O Concurso para eleger a Miss Peruana. A cerimônia foi transmitida ao vivo pela TV local.

No lugar do tradicional quadro em que apresentam suas medidas (busto, cintura, altura e peso), as 23 modelos fizeram um protesto contra a violência de gênero revelando os números ligados a feminicídio, abuso sexual e agressão contra meninas e mulheres no país.

“Meu nome é Camila Canicoba e sou representante de Lima. Minhas medidas são: 2.202 casos de feminicídio foram registrados nos últimos nove anos no meu país.”

“Meu nome é Luciana Fernández e represento a cidade de Huánuco. Minhas medidas são: 13 mil meninas sofrem abuso sexual no nosso país.”

“Meu nome é Melina Machuca, represento Cajamarca. Minhas medidas são: mais de 80% das mulheres da minha cidade são vítimas de violência.”

“Meu nome é Bélgica Guerra e represento Chincha. Minhas medidas são:  65% das universitárias  são agredidas por seus parceiros.”

Essas declarações feitas pelas candidatas surpreenderam a todos, não somente no Peru, mas pelo mundo afora e receberam muitas manifestações de apoio, especialmente nas redes sociais.

miss peru 2018
Romina Lozano foi eleita a vencedora do concurso deste ano

O Miss Peru 2018 teve ainda um outro momento inédito.

Durante o desfile em que as candidatas apareciam de bíquini, os organizadores exibiram recortes de jornais e revistas sobre casos de mulheres agredidas e assassinadas no país.

Durante o evento, a organizadora Jessica Newton fez também um pronunciamento sobre empoderamento feminino e defendeu a liberdade que as mulheres devem ter na hora de se vestir. Ela ressaltou que todas devem ser tratadas com respeito independente do traje que escolherem.

Todos os dias, noves mulheres sofrem violência sexual no Peru. Os números são da Polícia Nacional. Em 2016, a instituição recebeu 3194 denúncias relacionadas a crianças e jovens do sexo feminino.

Entre janeiro e agosto deste ano, 4998 mulheres sofreram  com esse tipo de abuso de acordo com o Ministério da Mulher e Populações Vulneráveis. Estima-se que esse número pode ser quatro vezes maior levando em consideração casos que não são denunciados.

Confira abaixo o vídeo com as marcantes falas das candidatas:

 

Fonte: HuffPostBrasil

 

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