A engenhosa técnica utilizada pelos maias para utilizar um bem vital

Na antiga cidade maia de Tikal, na Guatemala, os visitantes se veem cercados por íngremes pirâmides de calcário quase tão altas quanto a catedral de Notre Dame, em Paris, enquanto gritos de macacos bugios e tucanos emanam da floresta tropical ao fundo.

Construídas sem a ajuda de animais de carga, ferramentas de metal ou a roda, essas grandiosas construções de pedra serviram como sedes de poder para os reis e sacerdotes que governavam uma das cidades-estado mais influentes do reino maia, que abrangia a Península de Yucatán, no México, Guatemala, Belize, partes de Honduras e El Salvador.

Tikal era o centro econômico e cerimonial de uma civilização que, à luz dos recentes mapeamentos aéreos a laser que revelaram mais de 60 mil estruturas escondidas por séculos em meio à selva, pode ter abrigado de 10 a 15 milhões de habitantes no total. Na presença dos enormes palácios e templos de pedra de Tikal, cada um posicionado levando em conta a movimentação diária do Sol no céu, a proeza dos maias como arquitetos e astrônomos se avoluma.

Mas os maias nunca teriam previsto eclipses com precisão e esses monumentos nunca teriam sido erguidos em direção ao céu sem o domínio de algo muito mais elementar para a sobrevivência em Tikal: a água.

Sem rios ou lagos por perto, os maias tiveram que criar uma rede de enormes reservatórios para coletar e armazenar água da chuva suficiente durante a estação chuvosa para abastecer sua considerável população — as estimativas variam de 40 mil a 240 mil pessoas no apogeu da cidade no século 8 — durante os quatro a seis meses de estação de seca.

Esses reservatórios propiciaram mais de 1.000 anos de presença maia em Tikal, de aproximadamente 600 a.C. até seu centro urbano ser abandonado pela classe dominante por volta de 900 d.C. No ano passado, arqueólogos descobriram por meio de técnicas científicas modernas uma nova proeza dos feitos hidrológicos dos maias. Amostras de sedimentos retiradas dos reservatórios de Tikal revelaram que os maias criaram o mais antigo sistema de filtragem de água conhecido no hemisfério ocidental.

O sistema de purificação de água dos maias era tão avançado que um de seus principais materiais, a zeólita, ainda é amplamente utilizado nos filtros de água de hoje.

As zeólitas são um tipo de mineral vulcânico composto principalmente de alumínio, silício e oxigênio que se forma quando a cinza vulcânica reage com a água subterrânea alcalina. Elas se apresentam em muitas formas e possuem propriedades físicas e químicas únicas que permitem filtrar contaminantes — desde metais pesados ​​a micróbios minúsculos.

Os grãos individuais de zeólitas têm uma estrutura porosa, o que faz deles excelentes filtros físicos, e também são carregados negativamente, o que significa que outros elementos se ligam prontamente a eles.

A civilização maia chama atenção pela sua arquitetura e astronomia surpreendentes – Foto: Samantha Haebich – GETTY IMAGES

Isso quer dizer que quando a água passa pelas zeólitas, as partículas suspensas podem ficar física ou quimicamente presas aos grãos de zeólitas enquanto a água continua fluindo pelas aberturas. Embora os arqueólogos só tenham encontrado zeólitas em um dos reservatórios de Tikal, agora conhecido como Corriental, fragmentos de vasos de argila encontrados ali sugerem que a água purificada de era usada especificamente para beber.

Os pesquisadores por trás da descoberta dizem que o uso maia das zeólitas é o mais antigo uso conhecido do mineral para purificação de água no mundo, antes de aparecer novamente em um sistema de filtragem de areia desenvolvido pelo cientista britânico Robert Bacon em 1627 — cerca de 1,8 mil anos depois.

O sistema de filtragem de água por zeólitas dos maias, que os acadêmicos acreditam ter sido construído por volta de 164 a.C., é anterior a um filtro de pano conhecido como “luva de Hipócrates”, que foi desenvolvido na Grécia antiga por volta de 500 a.C., mas o método dos maias teria sido muito mais eficaz na remoção de contaminantes invisíveis, como bactérias ou chumbo.

“Sou um nativo americano e sempre me incomodou que os arqueólogos e antropólogos tradicionalmente presumissem que os povos indígenas das Américas não desenvolveram o músculo tecnológico que foi encontrado em outras partes do mundo antigo, em lugares como Grécia, Egito, Índia ou China”, diz Kenneth Tankersley, geólogo arqueológico da Universidade de Cincinnati, nos EUA, e principal autor do estudo que documenta o uso de zeólitas pelos maias.

“Este sistema propiciou aos maias água potável segura por mais de 1.000 anos, e outros sistemas de filtração conhecidos daquela época eram primitivos em comparação a ele — o método de filtração grego antigo era apenas sacos de pano.”

Tikal está localizada onde hoje é o norte da Guatemala, e nesta parte do mundo há apenas duas estações: uma muito úmida, e outra muito seca. Para tornar as coisas ainda mais desafiadoras, as chuvas torrenciais da estação chuvosa escoam rapidamente porque, à medida que a água da chuva se infiltra pela fina camada superficial do solo, torna-se ácida o suficiente para dissolver o calcário rico em cálcio que compõe a base rochosa da região.

Isso cria o que os geólogos chamam de paisagem cárstica, repleta de buracos e cavernas onde o lençol freático fica a cerca de 200 m abaixo da superfície, bem fora do alcance dos maias. Sem fontes de água doce por perto para usar, os moradores dessa metrópole da América Central tiveram que inventar maneiras de fazer a água durar quando chegasse na estação chuvosa. É aí que entram em cena os reservatórios — e como Tikal está localizada em torno de uma colina, os maias foram capazes de utilizar habilmente as encostas para canalizar água para esses reservatórios.

Até mesmo a grande praça central, que fica entre os Templos 1 e 2 e é ladeada pela acrópole principal, é pavimentada com pedras enormes que foram colocadas na inclinação certa para drenar a água em canais que desaguam nos reservatórios do Templo e do Palácio próximos.

Os visitantes modernos de Tikal precisarão fazer um esforço extra para localizar os reservatórios, que se apresentam hoje principalmente como depressões no solo, mas algumas das barragens e bermas de barro usadas para reter as vastas quantidades de água que outrora matavam a sede da cidade ainda são evidentes para o observador informado.

Lar de até 240 mil pessoas em seu apogeu no século 8, Tikal foi abandonada por volta de 900 d.C. Foto: Hvalar – GETTY IMAGES

Estima-se que o reservatório do Palácio já armazenou 31 milhões de litros de água, e acredita-se que o Corriental purificado por zeólitas teve uma capacidade de 58 milhões de litros em seu apogeu.

A descoberta do sistema de filtração de Corriental surgiu de um trabalho de campo realizado por volta de 2010, quando os pesquisadores coletaram 10 amostras de sedimentos de quatro reservatórios de Tikal.

Estas amostras revelaram que níveis perigosos de contaminação por mercúrio e sinais de proliferação de algas tóxicas infestaram os reservatórios do Palácio e do Templo, perto do coração de Tikal, na época em que as elites dominantes abandonaram o centro da cidade no século 9.

Mas quase tão impressionante quanto a própria contaminação foi o fato de que o reservatório de Corriental permaneceu praticamente intocado, mesmo quando os reservatórios do Palácio e do Templo se tornaram tóxicos.

Quando Tankersley analisou mais de perto as amostras de Corriental, ele encontrou quatro camadas discretas de areia que apresentavam pedaços de quartzo cristalino e zeólitas, que não apareciam em nenhum dos outros reservatórios.

Quando a equipe fez um levantamento do entorno, não havia fontes naturais desse tipo de areia, muito menos de zeólitas, levando os pesquisadores a sugerir que o material havia sido trazido intencionalmente para uso em algum tipo de filtro na entrada do reservatório.

Por acaso, um dos pesquisadores do projeto sabia de uma depressão a cerca de 30 km a nordeste de Tikal que apresentava uma areia de aparência semelhante, que é conhecida como Bajo de Azúcar, que os moradores locais haviam dito a ele ter água cristalina e de sabor doce.

Os testes revelaram que as rochas e areia de Bajo de Azúcar continham zeólitas e, portanto, podem ter sido a fonte de Tikal para as zeólitas em Corriental. “Sem uma máquina do tempo, não sabemos o que aconteceu exatamente”, diz Tankersley.

“Mas não é preciso muita dedução para imaginar alguém de Tikal pensando: ‘Se água doce e limpa está saindo desse tufo vulcânico cristalino, talvez poderíamos quebrar alguns e usar para tornar a nossa água limpa também’.”

Os pesquisadores levantam a hipótese de que a areia de zeólitas pode ter sido imprensada entre camadas de folhas de plantas entrelaçadas para fazer filtros. Esses filtros podem ter sido embutidos em paredes porosas de tijolos de calcário que os maias instalaram no caminho da água que flui para o reservatório.

De acordo com o estudo que detalha o uso de zeólitas pelos maias, a areia por si só faria a água parecer clara, mas não teria nenhum impacto sobre os micróbios ou o mercúrio. Com a adição de zeólitas, os maias obtiveram água límpida que também era limpa até para os padrões modernos.

“Os maias podem não ter entendido o que a zeólita em particular estava fazendo, mas entenderam a importância de manter a água limpa”, afirma Lisa Lucero, antropóloga da Universidade de Illinois, nos EUA, que não estava envolvida no estudo. “E empregaram sua tecnologia e seu conhecimento do meio ambiente para purificar sua água potável.”

As quatro camadas de areia contendo zeólitas sugerem que o filtro foi destruído por enchentes durante as estações chuvosas particularmente fortes e, subsequentemente, reconstruído várias vezes. Embora Corriental seja o único lugar onde este sistema de filtragem de zeólitas maia foi encontrado, isso não exclui seu uso em outros lugares.

Liwy Grazioso, diretora do Museu Miraflores da Guatemala e coautora do estudo que descobriu a contaminação dos reservatórios do Palácio e do Templo, espera que esta descoberta incentive mais pesquisas sobre os reservatórios maias. “Não creio que Tikal fosse o único local com esta tecnologia”, diz ela.

“Os reservatórios estavam por toda parte no mundo maia e apenas alguns foram estudados, mas se não os estudarmos, nunca saberemos.” Para Tankersley, essas descobertas revelam as riquezas que podem ser encontradas quando os pesquisadores olham além dos artefatos brilhantes feitos de ouro ou jade.

Ele sugere que os visitantes de Tikal não devem se maravilhar apenas com as estruturas, mas também contemplar as pessoas que as construíram há 1.000 ou até 2 mil anos atrás, sem máquinas ou animais de carga.

“Pense sobre quais foram suas realizações”, diz ele, “e lembre-se de que este não é um povo extinto, essas realizações são herança da moderna população indígena da América Central.”

Fonte: BBC Brasil

Campeã das dancinhas

Se você usa as redes sociais, já percebeu que os vídeos curtos e as dancinhas são os que mais bombam no momento. Plataformas como o TikTok e o Reels do Instagram, fazem cada vez mais sucesso, especialmente entre os jovens.

O mercado da música está sendo diretamente impactado por este fenômeno: Atualmente, os grandes sucessos nas paradas e rankings do Spotify e YouTube tem ligação direta com o que está em alta no TikTok.

Antenada nas novas tendências, a dupla brasileira Simone e Simaria, fez um trabalho específico de divulgação nessas mídias ao lançar seu mais novo hit: “No llores más” em parceria com o colombiano Sebastián Yatra.  As cantoras investiram pesado nas redes sociais e o projeto gerou resultados. São milhares de vídeos circulando na internet com fãs fazendo a coreografia da música que já tem mais de 57 milhões de visualizações do clipe.

No Instagram da dupla, elas sempre postam a coreografia curta da música, ao lado dos mais variados artistas e de quebra desafiam os fãs a bailar com a hashtag: #naochoremaischallenge

As coleguinhas estão muito satisfeitas com essa nova empreitada. Esse é primeiro passo delas rumo à carreira internacional. “É muita benção na nossa vida. Além de termos batido um recorde com mais de dez milhões de views em apenas cinco dias, estamos alcançando destaque em vários outros países como México, Argentina, Chile e Espanha. Em Portugal, inclusive, chegamos ao primeiro lugar no Youtube. Estamos em êxtase”, completa Simone.

E você já aprendeu a coreografia de “No llores más? É simples e divertida, ideal para bailar e postar.

*Com informações de: Correio Braziliense e Metrópoles.

Conheça a melhor vinícola do mundo

Tem algum fã de vinho por aí? 🍷 Já pensou em conhecer a melhor vinícola do mundo? Localizada na Argentina, a Zuccardi Valle de Uco foi eleita, pela terceira vez consecutiva, a melhor vinícola do planeta. O anúncio foi feito, no final de setembro, pelos organizadores do prêmio “World’s Best Vineyards 2021”.

Logo após a vencedora, figuram ainda na lista outras 49 propriedades ao redor do mundo. No entanto, nenhuma vinícola brasileira entrou para o ranking, avaliado por mais de 500 jurados — enólogos, sommeliers, jornalistas da área de diferentes nacionalidades, entre outros, que compõem a Academia das Melhores Vinícolas do Mundo.

Para chegar ao resultado final, é avaliada a experiência completa (incluindo infraestrutura, tours, degustação) que cada competidora oferece, e não apenas os seus vinhos. A Zuccardi, bastante conhecida pelos seus “vinhos da montanha”, foi considerada uma joia dos Andes.

A vinícola argentina Zuccardi, localizada aos pés da Cordilheira dos Andes, foi eleita em 2021, pela 3ª vez a melhor do mundo. Imagem: Reprodução

Localizada em Mendoza, aos pés da Cordilheira, ela se destacou para os jurados por não tentar oferecer “o vinho perfeito”, mas aquele com personalidade, que melhor expressa sua região e história. Ainda segundo a organização, o Malbec da Zuccardi é um colecionador de prêmios no mundo todo.

Além das modernas e curiosas — como os enormes tanques de concreto que armazenam parte do vinho — dependências abertas para a visitação, a Zuccardi ainda oferece um restaurante elogiado pelos jurados: o Piedra Infinita Cocina, batizado em homenagem à parte central (e à paisagem) da vinícola, que tem capacidade para 50 pessoas.

O restaurante da instalação também foi muito bem avaliado pelos jurados. Imagem – Reprodução

O cardápio de degustação da casa oferece quatro pratos para o almoço, todos concebidos com produtos regionais e harmonizado com os vinhos da Zuccardi. Das janelas, é possível ainda admirar a cordilheira. Para fazer o tour pela vinícola, participar da degustação, almoçar no restaurante ou realizar quaisquer outras atividades na Zuccardi, é necessário fazer reservas com antecedência através do site oficial da vinícola.

O vinho “Malbec”, produzido pela Zuccardi, é bem conhecido no Brasil – Google Imagens

A vinícola argentina ajudou a sagrar a América do Sul como a melhor região para o enoturismo, liderando uma relação de outras 10 propriedades que também foram bem avaliadas no top 50 da competição.

Entre elas estão a vinícola uruguaia Bodega Garzón, em quarto lugar, e as chilenas Montes e VIK, em 5º e 8º lugares, respectivamente… 🍇🍷

Fonte: Uol Notícias

Mudança necessária

De uns anos pra cá, no mundo inteiro, as pessoas têm se questionado sobre a necessidade de serem revistos os critérios para se homenagear uma personalidade histórica. Alguém que promovia atos violentos contra determinadas etnias, ou participou de um governo ditatorial seria digno de receber homenagens como estátuas ou nome de ruas e avenidas? 🤔

Pensando nisso, representantes da fundação Memorial da América Latina, em São Paulo, procuraram a Câmara Municipal da cidade para pedir a mudança do nome da via, onde fica localizado o Memorial. A nova lei tem origem no PL 249/21, de autoria dos vereadores João Jorge e Xexéu Tripoli, ambos do PSDB. O projeto foi apresentado na Câmara em abril e entrou em vigor na quinta-feira, dia 07 de outubro. A lei altera o nome da Avenida Auro Soares de Moura Andrade para Mário de Andrade, na Barra Funda, zona oeste da cidade de São Paulo. A antiga denominação homenageava um ex-senador que apoiou o golpe militar de 1964, enquanto a nova faz referência ao conhecido escritor brasileiro.

Com a mudança, a avenida passa a ser considerada uma continuação da Rua Mário de Andrade, localizada entre a Avenida Pacaembu e a Avenida General Olímpio da Silveira, que tem este nome desde 1949. A lei (de número 17.671/21) foi promulgada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) e publicada no Diário Oficial do município.

No documento em que pediam a mudança, os representantes da fundação destacavam que o endereço original do espaço é Rua Mário de Andrade, 664, pois a via era antes considerada um “prolongamento natural da Rua Mário de Andrade”. Além disso, ressaltam que Auro Soares de Moura Andrade foi o senador que presidiu a sessão extraordinária do Congresso Nacional que declarou vaga a Presidência da República em 1964.

Com o golpe militar, o senador chegou a concorrer como vice-presidente na eleição indireta que elegeu o Marechal Castello Branco. “Renomear a Avenida, voltando ao seu nome original, torna-se ainda mais premente quando pensamos que, em fevereiro de 2022, comemora-se o centenário da Semana de Arte Moderna, da qual Mário de Andrade foi um dos protagonistas”, destacaram os representantes do memorial no pedido.

O documento é assinado por Almino Monteiro Álvares Affonso, presidente do Conselho Curador da Fundação Memorial da América Latina, pelo atual presidente da fundação, Jorge Damião de Almeida, e por três ex-presidentes da organização: Fabio Magalhães, José Henrique Reis Lobo e João Batista de Andrade. A mudança no endereço para o nome do senador ocorreu em 1996, com a publicação de um decreto do então prefeito Paulo Maluf.

Na justificativa dos autores do PL, também foi destacado que a Lei 14.454/2007 permite a mudança de nome de vias e logradouros públicos “quando se tratar de denominação referente à autoridade que tenha cometido crime de lesa-humanidade ou graves violações de direitos humanos”. “Dessa forma, imperativa a alteração da denominação, que representa uma injusta homenagem a uma autoridade que, a despeito de seu compromisso com a Nação, desrespeitou os preceitos democráticos fundamentais do Brasil”, diz a argumentação.

Mário de Andrade foi um importante escritor brasileiro e promotor das artes no país. Foto: Reprodução – Google Imagens

Não há previsão de alteração no nome da Praça Senador Auro Soares de Moura Andrade, no Morumbi, zona sul paulistana, que também homenageia o ex-senador. A denominação foi determinada em 1988, durante a prefeitura de Jânio Quadros.

Além dos trabalhos como escritor, Mário de Andrade também é conhecido pelo período em que liderou a fundação e foi presidente do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, que deu origem à Secretaria Municipal de Cultura. Na época, fez um inventário do patrimônio histórico brasileiro, que se tornou referência nacional, e também liderou a criação dos parques infantis, considerados “embriões” da educação infantil na cidade.

O autor de Macunaíma e Paulicéia Desvairada morou nas proximidades da via que leva seu nome por mais de 20 anos. A residência foi posteriormente transformada na sede da Casa Mário de Andrade, espaço cultural ligado ao Governo do Estado de São Paulo.

Nas duas votações na Câmara, o PL teve voto contrário exclusivamente da vereadora Sonaira Fernandes (Republicanos). De acordo com o decreto, “as despesas com a execução desta Lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias”.

E você também é a favor desse tipo de mudança?

*Com informações de Portal Uol

Uruguai anuncia isenção de impostos para atrair mais turistas

O governo uruguaio decidiu renovar o pacote de medidas de estímulo ao turismo que isenta os estrangeiros não residentes que passam pelo país de pagar o IVA (Imposto sobre Valor Agregado) em serviços como hospedagem, aluguel de carros sem motoristas, serviços gastronômicos (como restaurantes, bares, etc.) e aluguel de imóveis. A decisão visa impulsionar o turismo na reabertura das fronteiras do país após a pandemia de covid-19.

Os descontos, que anteriormente chegavam a até 18,5%, serão de até 22%, de acordo com o jornal La Nación. O secretário da presidência, Álvaro Delgado, ainda anunciou ao El País no final de setembro, uma série de medidas compensatórias que visam estimular o turismo, especialmente por parte de brasileiros e argentinos.

Entre elas está um desconto de impostos em combustíveis que chega a 24% nas cidades em até 20 quilômetros da fronteira, com o objetivo de evitar que uruguaios e estrangeiros tenham que entrar no Brasil ou na Argentina para abastecer e precisem realizar o teste do tipo PCR na volta, um processo que encarece e torna mais lenta a circulação de pessoas entre os países.

A proposta do governo é tornar cidades turísticas, como Colonia del Sacramento (foto) ainda mais atrativas. Imagens: Reprodução Internet

De acordo com o Ministério do Turismo uruguaio, é preciso pagar pelo combustível com cartão de crédito ou débito para receber o desconto. Turistas, no entanto, podem aproveitar ainda o incentivo em lojas que façam parte do programa Tax Free do governo. Com as notas fiscais em mãos, é possível receber um reembolso parcial dos impostos em aeroportos ou postos de fronteira.

O Uruguai voltará a receber brasileiros não residentes no país a partir de 1º de novembro. Aqueles com propriedades em território uruguaio foram liberados para retornar em 1º de setembro.

*Com informações de: Uol Notícias

Chile anuncia vacina também para as crianças

O Instituto de Saúde Pública do Chile (ISP) autorizou na segunda-feira, dia 06 de setembro, a aplicação da vacina contra a covid-19 Coronavac em crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. A decisão é para uso emergencial.

O instituto é vinculado ao Ministério da Saúde chileno. O orgão convocou especialistas para participarem da avaliação, baseada especialmente em um estudo chinês feito com mais de 500 crianças e adolescentes de 3 a 17 anos, o qual identificou a produção de anticorpos contra o novo coronavírus.

Cinco dos especialistas do conselho convocado pelo ISP votaram a favor da administração em crianças de 6 anos ou mais, dois foram favoráveis à autorização somente para os adolescentes a partir dos 12 anos e um votou contra a ampliação da faixa etária. A Coronavac está aprovada para uso de emergência em crianças na Indonésia e na China.

No comunicado da decisão, o ISP diz que a aplicação a partir de 6 anos foi escolhida por ser a que os “dados existentes garantem uma boa resposta imune à vacina”. Também foi destacado que o imunizante teria um “bom perfil de segurança”.

Em coletiva de imprensa, o diretor do instituto, Heriberto García Escorza, destacou que a ampliação é importante em meio à disseminação de novas variantes, como a Delta. “Vamos gerando um escudo. Os dados demonstram que as crianças estão aumentando no número de contagiados, por serem os que não estão vacinados. Dentro deste grupo etário, estão por exemplo, crianças transplantadas, imunodeprimidas. E, portanto, é muito necessário aumentar este grupo etário”, declarou.

Escorza ainda reconheceu que a decisão tem repercussão internacional. “Creio que isso nos coloca como um País bastante vanguardista, na mira do mundo”, afirmou. Ele também destacou que a vigilância sanitária chilena é “bastante boa em relação a outros países” e que será importante que médicos, professores e famílias estejam atentos a possíveis reações após a aplicação.

Sobre as crianças de 3 a 5 anos, os especialistas do instituto entenderam haver a necessidade de levantamento de dados mais completos, especialmente da resposta imunogênica e de reações. “É um grupo que tem uma resposta imune mais forte”, afirmou o diretor do instituto. “Portanto, é importante esperar um estudo de fase 3 para tomar uma maior decisão.” Ele citou como exemplo um estudo com 4 mil pessoas no País, que será liderado pela Pontifícia Universidade Católica do Chile.

A decisão foi celebrada pelo ministro da Saúde chileno, Enrique Paris. Ele classificou a autorização como uma “grande notícia”, especialmente para a população em idade escolar.

Assim como o Brasil e outros países, o Chile por enquanto realiza a aplicação apenas da vacina desenvolvida pela Pfizer com a BioNTech no público entre 12 e 17 anos. A Coronavac é a principal vacina aplicada no País, no qual 86% da população em idade elegível está com o esquema vacinal completo.

Anvisa considerou dados insuficientes para autorização no Brasil

No Brasil, a aplicação da Coronavac em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos foi rejeitada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 18 de agosto. A decisão foi unânime e considerou que o perfil de segurança na população não foi suficientemente demonstrado nos dados enviados pelo Instituto Butantan.

A agência também apontou dificuldade de determinar a eficácia da vacina para crianças. A ausência de algumas informações sobre a proteção da Coronavac em adultos, ainda não enviadas pelo Butantan, comprometeu a análise, destacaram os diretores da Anvisa.

Apesar de os participantes do estudo terem apresentado “resposta imune robusta” quanto à indução de anticorpos neutralizantes, a eficácia da vacina em crianças é desconhecida, segundo a Anvisa, porque não houve correlação no estudo atual com a proteção obtida em adultos.

*Fonte: Portal Terra

Madame latina

Uma das notícias que mais bombaram na internet nas últimas semanas está relacionada com a musa brasileira Anitta. A girl from Rio é a mais nova celebridade a entrar no hall do famoso museu de cera Madame Tussauds de Nova York, nos Estados Unidos. A cantora compartilhou imagens da sessão de fotos para fazer o molde digital da estátua na sexta-feira dia 13 de Agosto. Cerca de 20 profissionais irão trabalhar na confecção da peça que deve ficar pronta em seis meses.

A estátua de cera será feita em Londres, e levada para Nova York para ser exposta. A artista não escondeu a sua empolgação. “Estou tão honrada! Mal posso esperar para ter minha estátua de cera no Madame Tussauds de Nova York”, escreveu Anitta.

Para a criação da peça, a cantora precisou ser fotografada em vários ângulos, tirar medidas do corpo e até usar uma máquina que fazia seu reconhecimento facial em 3D. O look escolhido para a representação foi: uma calça jeans rasgada, uma calcinha cheia de glitter à mostra e uma camiseta com a frase ‘Garota do Rio’, nome em português de seu novo disco.

Imagem: Reprodução

O Madame Tussauds é um museu com estátuas de cera de pessoas famosas, com sede em Londres e filiais em várias partes do mundo.  Outros brasileiros possuem estátuas no museu, como Neymar, em Orlando e Alessandra Ambrósio, na filial de Nova York.

Estrela Internacional

O reconhecimento do museu Madame Tussauds é mais um capítulo da trajetória brilhante da artista brasileira em sua carreira internacional. Anitta começou a cruzar as fronteiras do Brasil cantando em espanhol, e hoje em dia se arrisca também no inglês, italiano e até em francês.

Com seu novo sucesso: Girl From Rio, Anitta entrou para o TOP 40 das rádios pop dos Estados Unidos, #27 posição. O remix da faixa,  com o rapper DaBaby ocupou a #28 colocação na Rhythmic Songs, tabela publicada semanalmente pela Billboard. Já em Portugal, a brasileira ficou em #17, no Airplay Charts. A cantora de Honório Gurgel também soma 1 milhão de ouvintes mensais na Pandora, plataforma de streaming norte-americana.

Mon Soleil, a colaboração de Anitta com o francês Dadju, chegou à #21 posição no ranking do iTunes, em Belize. Na França, a faixa ficou em #23 na Apple Music, e #38 no Spotify. A música ainda estampou a colocação #44, no TOP 50 da Bélgica. O clipe do feat também soma mais de 10 milhões de visualizações no YouTube.

Un Altro Ballo, a segunda parceria de Anitta com o rapper italiano Fred de Palma, também colocou a brasileira entre os 50 artistas mais ouvidos nos streamings da Itália. A canção ficou em #7, na Apple Music, em #19, no iTunes, e #31 no Spotify. Lançada no último dia 30 de junho, o clipe do hit está próximo dos 5 milhões de views.

Lançada em maio, Todo o Nada, do cantor de reggaeton porto-riquenho Lunay com Anitta, figurou no TOP 50 do Spotify de cinco países: Chile (#32), Uruguai (#35), Paraguai (#37), Bolívia (#43) e Equador (#47). A canção ainda não tem clipe, mas o lyric vídeo divulgado por Lunay conta com mais de 8 milhões de acessos no Youtube.

A moça nasceu pra voar alto não é mesmo? 🎤

*Com informações de Metrópoles

Excelente notícia na luta contra a Covid: uma das vacinas mais eficazes do mundo será fabricada no Brasil e distribuída na América Latina

O mês de Agosto está se aproximando do fim com uma notícia muito boa para a América Latina, na luta contra o novo coronavírus. A farmacêutica norte-americana  Pfizer anunciou nesta quinta-feira (26) um acordo com a brasileira EuroFarma  para a produção local da vacina de mRNA da empresa contra a Covid-19 , a ComiRNAty, que será distribuída exclusivamente na América Latina.

Em nota, a Pfizer afirmou que foi assinada uma carta de intenção com a empresa brasileira, que ficará responsável pelas “atividades de fabricação dentro da cadeia de fornecimento e rede de fabricação de vacinas contra a Covid-19 globais da Pfizer e da BioNTech”.

A previsão é que as atividades de transferência técnica, desenvolvimento no local e instalação de equipamentos comecem imediatamente. A Eurofarma receberá o produto de instalações nos Estados Unidos e a fabricação das doses acabadas terá início em 2022.

A expectativa é que, em plena capacidade operacional, a produção anual no Brasil da vacina da Pfizer excederá 100 milhões de doses. Com o acordo, a Pfizer afirmou que a produção de seu imunizante será feita em quatro continentes, em mais de 20 instalações.

“Nossa nova colaboração com a Eurofarma expande nossa rede global de cadeia de suprimentos, nos ajudando a continuar fornecendo acesso justo e equitativo à nossa vacina. Continuaremos a explorar e buscar oportunidades como esta para ajudar a garantir que as vacinas estejam disponíveis para todos os que precisam”, disse Albert Bourla, presidente e CEO da Pfizer, em nota.

“A parceria de hoje é um passo importante para ampliar o acesso às vacinas na América Latina e além, expandindo nossa rede de fabricação global ”, afirmou Ugur Sahin, CEO e cofundador da BioNTech.

Também em nota, a Eurofarma afirmou que a parceria com a Pfizer e a BioNtech é motivo de “orgulho e esperança” para a empresa.“A assinatura dessa colaboração na produção da vacina contra a Covid-19 representa mais um marco em nossa trajetória. Estamos disponibilizando nossos melhores recursos em capacidade industrial, tecnologia e qualidade para este projeto, para que possamos cumprir o contrato com excelência e contribuir com o abastecimento do mercado latino-americano”, disse Maurízio Billi, presidente da farmacêutica.

As empresas também disseram que o objetivo é fornecer 2 bilhões de doses para países de baixa e média renda em 2021 e 2022 – 1 bilhão a cada ano –, seja por meio de acordos direto com governos, pelo acordo com os EUA para fornecer 500 milhões de doses que serão doadas, ou pelo contrato com a Covax Facility para fornecer 40 milhões de doses em 2021.

Aprovação definitiva da FDA

A Food and Drug Administration (FDA, em inglês), agência reguladora dos Estados Unidos equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), concedeu na segunda-feira (23) o registro definitivo para a vacina da Pfizer contra a Covid-19 para pessoas com 16 anos ou mais no país.

Esta é a primeira vacina contra o novo coronavírus  aprovada de forma definitiva pela FDA. A vacina da Pfizer/BioNTech foi autorizada para uso emergencial nos EUA em dezembro de 2020, para pessoas com 16 anos ou mais. Em maio deste ano, a autorização foi estendida a maiores de 12 anos. De mais de 170 milhões de pessoas nos Estados Unidos totalmente vacinadas contra a Covid-19, mais de 92 milhões receberam o imunizante da Pfizer/BioNTech.

Rapidez no processo

Em entrevista coletiva, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga definiu a parceria como um terceiro modelo de negócio, o de “indústrias privadas que se juntam para aumentar a produção brasileira”. Ele disse isso para explicar que o governo federal não participou do negócio e vai continuar comprando as doses da Pfizer. Mas, agora, fará isso com a Eurofarma. Isso deve dar rapidez ao processo, já que as doses serão produzidas no país.

Expectativas

A presidente da Pfizer no Brasil, Marta Diez, explicou que estava em contato com a Eurofarma há dois meses e a carta de intenção foi assinada nesta semana. “Mais um grande passo da Pfizer na luta contra a COVID-19”, afirmou. O presidente da empresa na América Latina, Carlos Murillo, também reforçou que a medida vai ajudar no acesso de outros países às vacinas, já que a Eurofarma tem grande capacidade de produção. “Queremos o acesso justo à vacina. A Eurofarma é o orgulho de todos os brasileiros e vai nos ajudar a aumentar o nosso alcance”, completou Murillo.

*Com informações de: CNN Brasil

Rainha da bike colombiana

Não faz nenhum um mês que os Jogos Olímpicos de Tóquio acabaram e já estamos com muita saudade não é mesmo? Tantas histórias incríveis e tantas medalhas maravilhosas que o Brasil conquistou, realmente o evento foi marcante. Uma competição, que particularmente me chamou a atenção foi o BMX, também conhecido como bicicross, que é considerado o caçula do ciclismo. As bicicletas são pequenas, mas os saltos chegam a alturas de tirar o fôlego. 🙀 A origem da modalidade data das décadas de 1960 e 1970, época em que as vertentes mais tradicionais do esporte — estrada e pista — já faziam parte dos Jogos Olímpicos. O BMX surgiu graças à admiração de jovens norte-americanos pelo MotoCross. A vontade de imitar as manobras dos ídolos aliada à falta de equipamento fez com que bicicletas fossem utilizadas em pistas de terra. Nasceu, então, o Bicycle Moto Cross, ou simplesmente BMX.

Bem mais barato e fácil de ser praticado que sua modalidade inspiradora, o BMX cresceu rapidamente, especialmente entre os jovens. Na década de 1970, o esporte viu a criação da primeira federação, nos Estados Unidos. Em 1981, surgiu a Federação Internacional de BMX. Um ano depois, ocorreu o primeiro Campeonato Mundial da categoria, disputado em Dayton, nos Estados Unidos. Todos os campeões foram pilotos norte-americanos. Em 1993, a União Ciclística Internacional (UCI) passou a regular o esporte.

Mariana Pajón é uma das maiores estrelas do esporte colombiano na atualidade – Foto – Google Imagens.

As provas do BMX são disputadas em baterias com 8 atletas cada, até se chegar à final. As bicicletas utilizadas pelos competidores possuem rodas com aro 20”, além de uma marcha e um freio. A largada é dada de uma plataforma de cerca de 10m de altura e os atletas passam por obstáculos montados na pista até cruzar a linha de chegada.

O BMX fez sua primeira aparição olímpica nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, com disputas tanto no masculino quanto no feminino. Em Tóquio 2020 foi a quarta vez que o BMX distribuiu medalhas em uma edição dos Jogos.

Rainha Latina

E uma das medalhistas dessa última edição é uma verdadeira rainha, em seu país natal: a Colômbia e uma fã declarada de um ídolo bem brasileiro. Mariana Pajón  tinha 2 anos quando Ayrton Senna disputou sua última corrida. Bicampeã olímpica e medalhista de prata nos Jogos de Tóquio, ela cresceu ouvindo e lendo histórias sobre o tricampeão mundial de Fórmula 1, que tornou-se seu grande ídolo. Ainda que, em comum com o esporte que ela pratica, o brasileiro tinha apenas a sede de chegar na frente: a colombiana é há uma década a melhor do mundo nas corridas de BMX.

A história de Mariana com a bicicleta começou como a de quase todas as crianças. Aprendeu a pedalar aos 4 anos. Primeiro com as rodinhas de apoio, depois sem. A semelhança com a molecada da sua idade termina aí. Aos 9 anos, ela já era campeã mundial da sua categoria. 🤯 Hoje, aos 29, além de bicampeã olímpica é dona de seis títulos mundiais em competições adultas. “Sou uma sonhadora e dedicada a tudo àquilo que amo”, conta a colombiana, uma das maiores atletas que seu país já teve.

O amor ao BMX  e a dedicação foram colocados à prova em 2018, quando Mariana já estava no topo do mundo e com a parede recheada de medalhas de ouro. Em uma etapa da Copa do Mundo disputada na Holanda, ela teve um acidente com uma adversária e o resultado foi a ruptura de ligamentos do joelho esquerdo, que ficou praticamente sem cartilagem. “Foi a lesão que me tomou mais tempo, foi um ano até voltar a competir. E eu percebi o quanto ainda amo este esporte”, conta.

A atleta teve praticamente que reaprender a andar e enfrentou sessões e mais sessões de fisioterapia. Havia uma dúvida se conseguiria ser tão competitiva quanto antes. Se seria de novo a biker que desaparecia na frente das rivais rumo à linha de chegada. “Pra mim, tudo se resumia a saber que poderia estar na frente de novo, que seria capaz de ganhar as competições”, conta. E assim ela provou. Menos de dois anos depois de retornar às corridas, a rainha do BMX já é número 2 do ranking mundial. 👊 Um verdadeiro fenômeno!

“Quando acordo, tudo o que quero é saber que ao levantar vou ser melhor do que era ontem”, conta Mariana Pajón. “Tenho um coração gigante, sou uma pessoa amorosa, mas quando coloco o capacete, é como entrar numa armadura e ir à guerra. Sou uma guerreira”, diz a colombiana. As glórias já são muitas, mas ela não vai parar tão cedo. Determinada como as imagens que viu de seu ídolo brasileiro, ela só se contenta com o pódio. E o alto dele.

  • Com informações de rededoesporte.gov e redbull.com/br

Condenação histórica na Argentina

Pela primeira vez, um tribunal argentino condenou repressores da ditadura  por crimes sexuais cometidos no maior centro clandestino de detenção que funcionou durante o regime, a Escola de Mecânica da Marinha (ESMA) na sigla em espanhol. Os ex-militares Jorge Tigre Acosta e Alberto González foram condenados a 24 e 20 anos de prisão ao serem declarados culpados de cometer violência sexual  contra três mulheres que foram sequestradas e mantidas na ESMA entre 1977 e 1978.

O Tribunal Oral Federal 5 de Buenos Aires os declarou culpados de estupro agravado por ter sido cometido por duas ou mais pessoas, reiteradamente em pelo menos 10 oportunidades”, abuso desonesto, privação ilegítima da liberdade e suplícios, crimes que foram declarados imprescritíveis por ser de lesa-humanidade.

Acosta, ex-capitão da Marinha argentina, foi chefe de inteligência e do grupo de tarefas da ESMA durante a ditadura. Os juízes Adrián Grunberg, Daniel Obligado e Adriana Pallioti o declararam autor penalmente responsável de abuso desonesto e estupro contra as denunciantes Mabel Zanta, María Rosa Paredes e Silvia Labayrú. González, que também integrava o grupo de tarefas 3.3.2. como oficial de inteligência, foi condenado pelos crimes cometidos contra Labayrú.

O ex-capitão Jorge Eduardo Acosta, conhecido como Tigre, na leitura de uma sentença por crimes de lesa-humanidade cometidos durante a ditadura argentina, em 2017. JAVIER GONZALEZ TOLEDO / AFP

A denúncia foi feita em 2014, mas só chegou a julgamento oral em 2020,  durante a pandemia do coronavírus. Através de audiências privadas realizadas pela plataforma Zoom, as denunciantes relataram os abusos, estupros e violência psicológica a que foram submetidas durante seu sequestro no centro clandestino de detenção localizado em frente a uma das grandes avenidas de Buenos Aires e por onde passaram aproximadamente 5.000 presos.

A violência sexual cometida contra as presas na ESMA já foi revelada em julgamentos anteriores, mas nunca foi julgada como um crime autônomo. Tanto a Promotoria como as denunciantes afirmam que a sentença contribui para  visualizar os crimes cometidos nos centros clandestinos. “Existiram muitas mulheres estupradas como eu na ESMA que por medo e outras razões não denunciaram. A sentença me satisfaz porque talvez permita que outras mulheres pensem que é possível denunciar e se encorajem a fazê-lo”, responde Labayrú da Espanha.

Algumas das sobreviventes “ainda não têm consciência de que foram vítimas de estupros”, segundo a jornalista Miriam Lewin, também sobrevivente da ESMA e uma das primeiras a expor os abusos cometidos contra as mulheres sequestradas pela ditadura em seu livro Putas e guerrilheiras. “A vergonha e a culpa, a condenação social, a vitimização são barreiras para todas as vítimas de estupro, ainda hoje”, declarou Lewin à agência Télam.

“A Justiça não é só a condenação dos responsáveis, e sim também a reparação e a memória, destaca Alejandra Naftal, diretora do museu que funciona no prédio onde era a ESMA, hoje transformado em centro de memória. Em 2019, a instituição expôs alguns dos depoimentos de sobreviventes que foram vítimas de crimes sexuais e prepara uma nova mostra sobre o tema para o ano que vem.

As penas recebidas na sexta-feira por Acosta e González se unificam com as condenações à prisão perpétua que já haviam recebido em julgamentos anteriores por sequestros, torturas e assassinatos. Os dois cumprem suas sentenças na prisão.

E enquanto isso no Brasil, ao invés de punição, vemos uma exaltação de criminosos do período da ditadura militar, vindo, principalmente de quem está no poder e deveria zelar pela democracia, lamentável…. 😦

*Com informações de EL PAÍS BRASIL

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