Chile aprova reforma tributária que atingirá grandes fortunas

Graças as manifestações populares que tomaram conta do Chile desde o último mês de outubro a população vem conseguindo promover grandes mudanças na política e na economia do país: a mais recente conquista, foi a reforma tributária anunciada pelo governo no final de janeiro.

A reforma tributária busca aumentar a arrecadação anual de impostos em o equivalente a R$ 9,307 bilhões — 55% dos quais virão exclusivamente de impostos aplicáveis aos mais ricos. O dinheiro, segundo o Palácio de La Moneda, será utilizado para bancar a agenda social apresentada para tentar conter as manifestações que começaram no dia 18 de outubro de 2019, em repúdio ao aumento da tarifa do metrô, e rapidamente assumiram reivindicações mais amplas. Ela vai no sentido contrário ao proposto no início do seu mandato pelo presidente Sebastián Piñera, que era reduzir a taxação das empresas.

Entre as medidas que entrarão em vigor estão impostos maiores sobre propriedades que custam mais de 400 milhões de pesos chilenos (R$ 2,15 milhões). Outro ponto é o aumento de 40% nos impostos cobrados sobre a renda anual superior a 184 milhões de pesos (R$ 975,7 mil). Segundo o ministro da Fazenda, Ignacio Briones, seis em cada dez pesos arrecadados com o novo projeto virão dos mais ricos.

Após pressão popular governo chileno foi forçado a rever pontos na reforma tributária e taxar grandes fortunas.

Graças aos protestos do fim de 2019, o texto original da reforma sofreu adaptações, excluindo um de seus pontos mais polêmicos: a redução de impostos para grandes empresas. A nova legislação deverá entrar em vigor em março, tempo necessário para que o texto seja revisado pelo Tribunal Constitucional. Ela estabelece ainda a redução dos impostos para idosos e um imposto sobre serviços digitais, como a Netflix e o Spotify. O projeto também simplifica a cobrança de impostos corporativos, estabelecendo uma taxa de 27% para as grandes empresas.

As maiores mobilizações sociais desde a redemocratização chilena afetaram a economia do país, reduzindo sua previsão de crescimento em 2020 de 2,75% a 3,75% para 0,5% a 1,5%. A proporção das manifestações foi tamanha que o governo viu-se obrigado a convocar um plebiscito constituinte para o dia 26 de abril, no qual o povo chileno decidirá sobre a elaboração de uma nova Constituição que substitua a herdada da ditadura. Outras concessões feitas pelo governo incluíram propostas de reforma nos sistemas de aposentadoria, de saúde e redução dos salários de autoridades, por exemplo.

E no Brasil? Será que um dia as grandes fortunas serão taxadas?🤔 Ou por aqui essa ideia vai continuar sendo uma eterna utopia?

Fonte: Jornal O Globo

Clássico do Pacífico

Na próxima quarta-feira Chile e Peru  disputam uma vaga na grande final da Copa América, disputada no Brasil. O Clássico do Pacífico, como é tradicionalmente conhecido,  promete ser marcado por uma grande rivalidade que vai muito além das 04 linhas.  Quando entrarem em campo na Arena do Grêmio, as duas seleções carregarão uma contenda nascida há mais de um século – mais precisamente entre 1879 e 1883, quando, durante quatro anos, Chile e Peru protagonizaram a ‘Guerra do Pacífico’ – que, até hoje, permanece viva no imaginário de chilenos e peruanos.

No dia primeiro de março de 1879, a Bolívia, que gozava de uma aliança secreta com o Peru – o Tratado de Defesa, assinado seis anos antes – declarou guerra ao Chile, após a tensão causada pela atuação de empresas chilenas em regiões ricas em recursos naturais na fronteira entre os países atingir patamares insustentáveis.

Sabedor do poderio do exército chileno, em um primeiro momento, o Peru buscou uma saída diplomática para o conflito, mas, sem sucesso, acabou-se vendo sem  outra alternativa senão cumprir seu acordo com a Bolívia e entrar na guerra, dando asas a uma disputa que segue viva até os dias atuais entre os três vizinhos.

Com a Bolívia despreparada para o conflito e sem contar com uma marinha de guerra, o Peru foi um alvo marítimo fácil para o Chile. Em terra, os chilenos também triunfaram e, marchando ao norte, conseguiram tomar a atual capital peruana, Lima. Por pouco, todo território do Peru não foi dominado.

Sem alternativas, no dia 21 de outubro de 1883, o Peru assinou o Tratado de Ancón e pôs um ponto final ao combate entre os três países. Vitorioso, o Chile herdou a província de Tarapacá do Peru e tirou a província de Antofagasta da Bolívia, a deixando sem saída soberana para o mar – até hoje,  o impasse é considerado uma ‘questão nacional’ para os bolivianos.

Apesar da assinatura que findou a guerra, o Peru nunca aceitou a perda de parte de seu território. Os peruanos reivindicam uma faixa que lhes acrescentaria aproximadamente 40 mil quilômetros às suas águas territoriais. Enquanto o Chile rejeita a discussão, com base em tratados assinados na década de 50, segundo o país.

No final de 2012, o Peru reacendeu o debate sobre sua fronteira marítima com o Chile ao entrar com processo no Tribunal Internacional de Haia, o principal órgão judicial das Nações Unidas, para revisão do caso. Após mais de uma semana de debates entre seus representantes, os países ainda aguardam uma decisão oficial.

Disputa por patente

Quem já teve oportunidade de visitar um desses países, com certeza deve ter provado uma das bebidas mais populares em ambos: o pisco,  destilado feito à base de uvas. Como não bastasse toda a questão da Guerra do Pacífico o produto também é motivo de disputa entre os países: ambos defendem com unhas e dentes a paternidade da bebida.

O debate ganhou novos contornos quando alguns investigadores, liderados por Pablo Lacoste, descobriram no Arquivo Nacional de Santiago um documento feito pelo escrivão do Império Espanhol em 1773 registrando a existência de três vasilhas com a bebida na fazenda La Torre, no Valle del Elqui, no norte chileno. “A evidência documental estabelece que o pisco é um tipo de aguardente de uva que começou a ser feita no Chile no século XVIII”, afirmou Lacoste.

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O pisco sour é um delicioso coquetel alcoólico típico da gastronomia sul-americana e que pode ser comparado à nossa caipirinha. Foto Reprodução – Internet

Historiadores peruanos refutaram esta versão, assegurando que no Peru existem registros da elaboração do pisco mais de um século antes, em 1613. “A notícia mais antiga é a de Pedro Manuel ‘O Grego’, considerado o primeiro produtor de pisco do Peru.  “O porto de Pisco está no Peru”, de onde a bebida ganhou essa denominação, assegura à AFP José Moquillaza, especialista peruano em pisco.

Pelo jeito essa “guerra” pela patente do pisco não vai acabar tão cedo… Rs

Uma coisa é certa: a origem não faz muita diferença para aquele bom turista que como a gente quer aproveitar o que de há de melhor em cada lugar. Seja peruano ou chileno vale muito apena experimentar essa deliciosa iguaria andina.

¡Salud! E vida longa ao pisco! 🥂

Fontes:  ESPN Brasil e G1.

 

Saiba quais são as 20 melhores universidades da América Latina

Quem deseja estudar em uma Universidade de qualidade na América Latina, deve começar a buscar por esses cinco destinos:  Chile, Brasil, Colômbia, Argentina e México.

Esses países concentram as 18 melhores universidades latino-americanas de 2018, segundo a pontuação da classificação anual QS Latin America Rankings.  Os QS World University Rankings são classificações universitárias anuais publicadas pela Quacquarelli Symonds (QS), do Reino Unido. Trata-se de uma das três classificações internacionais de universidades mais influentes e amplamente observadas no mundo inteiro.

Quatro centros universitários, incluindo o número 01 da região, estão no Chile, enquanto o Brasil se destaca por ter sete instituições de educação superior entre as melhores avaliadas. 

Quatro instituições da Colômbia também disputam os primeiros lugares, mas a Universidade Nacional Autónoma de México (UNAM),  a maior da região está melhor posicionada que as colombianas.

Da Argentina também se destaca sua maior universidade pública, a Universidade de Buenos Aires, que alcança uma melhor pontuação na classificação global do que na regional.

Além desses países, entre os primeiros 20 lugares também está a principal universidade da Costa Rica e de Cuba.

As 20  primeiras colocadas são as seguintes:

QS Latin America Rankings 2019
1. Pontificia Universidad Católica Chile
2. Universidade de São Paulo Brasil
3. Universidad Estadual de Campinas Brasil
4. Universidad Nacional Autónoma de México México
5. Universidad de los Andes Colombia
6. Instituto Tecnológico y de Estudios Superiores Monterrey México
7. Universidad de Chile Chile
8. Universidad de Buenos Aires Argentina
9. Universidade Federal do Rio de Janeiro Brasil
10. Universidad Nacional de Colombia Colombia
11. Universidad Estatal Paulista Brasil
12. Pontificia Universidad Católica de Río de Janeiro Brasil
13. Universidad de Santiago de Chile Chile
14. Universidad de Concepción Chile
15. Universidad de Antioquia Colombia
16. Universidade Federal de Minas Gerais Brasil
17. Pontificia Universidad Javeriana Colombia
18. Universidad Federal de Río Grande del Sur Brasil
19. Universidad de Costa Rica Costa Rica
20. Universidad de La Habana Cuba

Como é são avaliadas?

O grupo QS, que publica os rankings universitários mundiais a cada ano, avalia, no caso da América Latina, uma pontuação através de oito indicadores.

Os dos principais são a reputação acadêmica (30%), baseada em entrevistas com acadêmicos, assim como a qualificação que é dada por empregadores a ex-alunos dessas universidades (20%).

Também se evaluam outros aspectos sobre produção de ciência: como quantos estudos produz cada universidade e o quanto esses estudos são citados nas investigações de outras instituições.

PUC Santiago
Pontifícia Universidad Católica em Santiago – Chile – Reprodução Internet

A Pontificia Universidad Católica de Chile aparece pelo segundo ano consecutivo na primeira posição da América Latina. Embora a Universidad de Buenos Aires ocupe um lugar melhor na classificação mundial do que na regional, pois, se encontra no  lugar 73, enquanto que a universidade  chilena está na posição 132.

Isso acontece porque o ranking QS global dá um valor diferente aos indicadores:

A nível mundial a reputação acadêmica abrange 40% da calificación, enquanto que  a qualificação dos empregadores  representa uma porcentagem de 10%.

Muito bacana ver o Brasil bem representado né?

Fonte: Site BBC Mundo

Senador chileno propõe lei para combater notícias falsas nas eleições

Num mundo cada vez mais conectado pela internet a propagação de notícias falsas, as já famosas “Fake News” é algo cada vez mais difícil de controlar. Além da facilidadade de se espalharem, afinal, hoje em dia, é difícil ver alguém sem o celular na mão, elas também são muito fáceis de serem produzidas: basta ter um bom programa de edição de imagens e vídeos à disposição e uma ideia mal intencionada na cabeça, que o estrago já está feito.

Esse fenômeno pode causar muito prejuìzo à reputação de pessoas e empresas, e é ainda mais perigoso quando o assunto é eleição. Muitas pessoas podem decidir o voto baseadas em mentiras propagadas pelas redes sociais, o que configura uma grave ameaça à democracia. Pensado nesse perigo, o senador chileno Alejandro Navarro, fundador do partido Pais, está com um projeto de reforma constitucional para punir candidatos a cargos políticos no Chile que utilizarem notícias falsas nas eleições.

A proposta, que Navarro nomeou de “Lei Bolsonaro”, tem o objetivo de punir aqueles que se beneficiarem das fakes news para se eleger. 

“O projeto visa cancelar uma candidatura política presidencial, parlamentar, municipal ou de governador, quando algum político for responsabilizado pela difusão de notícias falsas, durante sua campanha”, afirma texto publicado em seu site oficial.

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Segundo o parlamentar, essa é “uma reforma necessária para resguardar a democracia”, que protegerá “a nova forma de fazer política que tomou a extrema-direita na América Latina” e que “espalha mentiras e destrói a reputação de candidaturas opositoras”.

O senador também fez um alerta de que a notícia falsa é uma manobra eleitoral efetiva e que candidatos que as usam ganham eleições. “Não podemos deixar que essa prática conquiste a política chilena. É uma bola de neve que não podemos deixá-la crescer”, afirma.

“Lei Bolsonaro”

De acordo com Navarro, o nome “Lei Bolsonaro” foi escolhido “por causa da maneira questionável de fazer política do candidato presidencial no Brasil, Jair Bolsonaro, candidato eleito à presidência do Brasil.

Para justificar a proposta, o senador cita a reportagem do jornal Folha de S.Paulo, de que empresários teriam pagado pela divulgação de notícias falsas contra a candidatura de seu adversário no segundo turno, o professor universitário e ex-ministro da educação Fernando Haddad.

Como exemplos de fake news, Navarro cita o “kit gay”, a já negada tese de que Haddad defendia incesto em um de seus livros e de que o petista iria elaborar um projeto de lei para legalizar a pedofilia.

Além disso, ele diz reconhecer que “as notícias falsas são difíceis de combater, porque os eleitores ficam com a primeira impressão”.

México e EUA

Além de Bolsonaro, o senador cita mais dois exemplos de candidaturas impactadas por notícias falsas.

No México, ele relembra a situação do candidato e ex-jogador de futebol, Cuauhtémoc Blanco, “que foi difamado por uma empresa paga por seu concorrente eleitoral, que o culpou pelo maciço corte de água no município de Cuernavaca”, diz Navarro. “Eles inventaram até que o bispo local protestou contra Blanco, mas até mesmo o bispo se ofereceu para processar os mentirosos.”

Navarro compara o episódio do México com a eleição de Donald Trump, nos Estados Unidos. “Algo semelhante aconteceu com Donald Trump, quando ele foi acusado de usar o sistema Analytica Cambridge, estudando perfis de usuários do Facebook para enviar informações falsas favoráveis a sua candidatura”, disse o parlamentar.

Me pareceu muito válida a medida porque daqui pra frente essa tem que ser um preocupação não só dos países latinos, mas de qualquer país democrático no mundo inteiro.

Fonte: Site Revista Exame – Grupo Abril

Imagens: Reprodução Internet

Chile, um paraíso para os amantes da Geografia

O Chile é um dos destinos mais procurados pelos turistas brasileiros. O país andino é famoso pelas suas belas paisagens naturais e pela hospitalidade de seu povo. Para quem se interessa por geografia, não há destino mais favorável, pois, o território chileno é um dos mais diversificados do planeta, possuindo quatro tipos de relevo que se desenvolveram no sentido norte-sul. São eles: as Planícies Costeiras ou Litorais, a Cordilheira da Costa, Depressão Intermediária e a  Cordilheira dos Andes (dos seus 9.000 quilômetros, 4.600 estão localizados no território chileno).

Altiplanos
Altiplanos – Imagem Acervo Pessoal.

Além de possuir um relevo acidentado e montanhoso, o país está situado ao longo de uma  área vulcânica onde podem ocorrer tremores de terra ou terremotos. Devido a sua grande extensão, possui climas variados. De maneira geral, podemos dizer que existem três grandes zonas climáticas. No norte predomina o clima desértico,  caracterizado por poucas precipitações; Nas zonas central e sul, predomina o clima temperado, onde se observam claramente as quatro  estações do ano;  E quando  avançamos para o sul, as chuvas aumentam e o frio  permanece o ano todo.  O país possui uma vegetação bastante diversificada e uma fauna bem peculiar, sendo que no litoral as focas e os leões marinhos chamam a atenção, especialmente dos turistas.

De olho em todos esses atrativos,  Hélio Oliveira, professor de Geografia, da Rede Municipal de Ensino da cidade de Confins, na grande Belo Horizonte, planejava fazer uma viagem ao Chile já há algum tempo e nesse ano de 2018 o projeto se concretizou. Juntamente com os filhos e o genro, o educador pôde  aprimorar seus conhecimentos geográficos e visualizar ao vivo as paisagens tantas vezes comentadas com seus alunos em sala de aula. A família visitou a região norte do país, passando também pela capital Santiago e pelas cidades praianas de Viña del Mar e Valparaíso. 

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Hélio planejou a viagem em família, com os filhos e genro – Foto – Acervo Pessoal

Surpreendente

O professor conta que a viagem atendeu suas expectativas e causou até algumas boas surpresas: “Dentre os aspectos que mais chamou minha atenção estava o ambiente da região. Por exemplo, eu achava que a Cordilheira dos Andes era um relevo inacessível, um lugar inóspito, inadequado para a vida em decorrência das altas altitudes, mas na viagem tive a oportunidade de estar em locais situados no topo da Cordilheira onde vi lagos e uma fauna diversificada adaptada àquele ambiente. Ele também tinha uma visão diferente em relação ao Atacama: “Eu imaginava que o deserto do Atacama, por ser o mais árido do planeta, era praticamente inabitável e sem vegetação devido à falta de umidade provocada pela ausência de chuvas, mas não é assim. Existe vegetação, principalmente de gramíneas, além de lagos, faunas e comunidades indígenas vivendo ali, trabalhando com agricultura e artesanato” – explica.

Aspectos culturais

Em relação aos aspectos culturais, Hélio observou os resquícios da colonização espanhola e um sentimento de nacionalização forte em algumas localidades: “Principalmente na região do deserto deu pra notar que ainda existe reflexo da colonização espanhola e costumes indígenas, através das edificações, das vestimentas e artesanatos. Também deu pra perceber uma demonstração do sentimento nacionalista da população. Em São Pedro de Atacama e nas vilas de Socaire e Tocane pude ver muitas casas e estabelecimentos comerciais com a da bandeira do Chile hasteada. Acredito também que a localização geográfica do país contribui para esse espírito nacionalista: o fato de ser um país praticamente isolado de outros, separado por uma grande cadeia de montanhas de um lado e de outro pelo Oceano Pacífico contribui para a preservação da identidade” – observa.

Comida

A comida local que mais chamou sua atenção foi a centolla no Mercado Central de Santiago.  Se trata de uma espécie de caranguejo gigante encontrado em águas profundas do Oceano Pacífico, considerado um dos pratos mais exóticos da culinária chilena. “Me pareceu bastante saboroso, só achei estranho o garçom colocar uma espécie de babador nos clientes – (risos). Já em São Pedro do Atacama experimentamos vários pratos com muita carne. Achei curioso o uso do abacate em muitos pratos” – comenta.

Impressões

Como em todo país, existem pontos positivos e negativos que percebemos ao visitar. Hélio comenta sobre suas impressões: “É difícil avaliar em duas semanas, mas durante minha permanência achei o país organizado, com uma boa infraestrutura, principalmente nas rodovias. Não vi violência (roubos, assaltos, acidentes) nos dias que permaneci no país. Na capital Santiago, gostei do sistema de transporte, principalmente do metrô. Não presenciei congestionamento no trânsito. Já em relação aos aspectos negativos posso falar sobre o alto custo de vida e uma certa desigualdade social, pois, apesar do Chile apresentar um dos melhores indicadores sociais da América Latina, pude observar pessoas pedindo ajuda nas ruas e alguns trabalhando na informalidade (como camelôs) em Santiago e Valparaíso” – revela.

Lugares fantásticos

Hélio conta que gostou muito de todos os lugares que conheceu: ” Achei fascinantes todos os lugares que visitei. São Pedro de Atacama com suas ruas estreitas e sem asfalto, com pessoas de todas as partes do mundo. As Lagunas Altiplánicas,  a Reserva Nacional dos Flamingos, o Valle de La Luna,  O Deserto do Atacama, as cidades de Valparaíso e Viña del Mar onde pude avistar pela primeira vez o oceano Pacífico entre outros”. O local que mais sua chamou atenção entre todos, foi a região onde se encontram águas subterrâneas quentes conhecida como Geiseres El Tátio. “Se fosse para escolher apenas um desses locais escolheria visitar novamente os Geiseres El Tatio porque foi muito emocionante poder testar minha resistência estando a uma altitude de 4.300 metros com uma temperatura de cinco graus negativos” – afirma.

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Na região dos Geiseres El Tatio a temperatura fica abaixo de zero. Foto Acervo Pessoal

Retorno

“O Chile é um país rico em belezas naturais. Dava para voltar lá e visitar a mesma região e conhecer outros lugares sem repetir o que já conhecemos”. Gostaria de voltar um dia especialmente para conhecer o sul, na região da Patagônia – revela o professor”.

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Um dos pontos emocionantes da viagem foi o encontro com o Oceano Pacífico – Acervo Pessoal.

E você se interessou também em conhecer esse país tão especial? Não perca mais tempo e vá se  preparando para se aventurar nesse maravilhoso universo chamado Chile. 

Fonte: Site InfoEscola

 

 

Justiça para Victor Jara

Se por aqui no Brasil houve anistia para todos os militares envolvidos nos crimes do período ditatorial, em nossos vizinhos, felizmente, a situação foi bem diferente. Muitos culpados foram punidos e alguns estão sendo julgados até hoje. Um exemplo é a condenação de vários culpados pela assassinato do cantor chileno Victor Jara:  A justiça do país  condenou nesta  terça-feira (03) nove militares da reserva pelo assassinato do artista ocorrido em 1973.

Jara foi detido, torturado e assassinado com 44 tiros em um complexo esportivo em Santiago, dias após o golpe militar que instalou no poder a ditadura do general Augusto Pinochet, em 11 de setembro de 1973. 

Dos nove condenados, 08 foram sentenciados a 15 anos e um dia de prisão pelo assassinato de Jara e de um ex-diretor prisional Littre Quiroga Carvajal. A pena do outro militar foi de 05 anos, por seu papel no acobertamento dos assassinatos.

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Imagem: Reprodução Internet

Jara, na época, com 40 anos, era um conhecido cantor, diretor teatral e professor universitário que simpatizava com o governo socialista Salvador Allende, que foi deposto no golpe de 1973.  O trabalho de Jara e a natureza de sua morte inspiraram tributos de artistas incluindo Bruce Springsteen, The Clash e U2. 

O cantor foi preso com alunos, colegas acadêmicos e diversos outros simpatizantes da esquerda em um complexo esportivo que hoje leva seu nome.

Segundo testemunhas, que também foram detidas na ocasião, as mãos de Jara foram esmagadas com o cano de uma arma e ele foi duramente espancado durante seu encarceramento.

Durante a ditadura de Pinochet, que durou até 1990, cerca de 3.200 pessoas foram mortas, e, 28 mil, torturadas pelo Estado.

 

Fonte: Site Folha de São Paulo

Chile em festa

Como boa amante do cinema, sempre gosto de acompanhar  a cerimônia do Oscar. Neste ano, infelizmente não consegui assistir, mas no dia seguinte, ao procurar notícias sobre a premiação, tive uma surpresa pra lá de agradável: A  película chilena “Uma mulher fantástica”   ganhou o prêmio de melhor filme estrangeiro – foi a o primeiro Oscar de um longa metragem da história do Chile. Como era de se esperar a vitória foi motivo de celebração por todo o país. A  presidente Michelle Bachelet até recebeu a equipe  no Palácio La Moneda, sede do governo nacional com todas as honrarias! Não é pra menos né? Não é todo dia que se ganha um Oscar… Rs

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Imagem: Reprodução Twitter 

“Un honor recibir en La Moneda, la casa de todos, al equipo de . Como otras grandes expresiones de nuestro arte, esta película ha impulsado conversaciones sobre avances sociales que Chile demanda” – escreveu a presidente  em seu twitter.

O filme aborda um tema que ainda é tabu, não somente na sociedade chilena, mas em vários países no mundo, inclusive o Brasil: a personagem central é uma transexual. A produção explora questões importantes  como a violência e a aversão ao diferente.

“A presença de uma personagem  transexual só apareceu como uma possibilidade importante de ser abordada porque ainda  é um tema pouco explorado” disse Gonzalo Maza, um dos roteiristas de “Uma mulher fantástica” à BBC Mundo, depois de sua passagem pelo Festival Internacional de Cinema de Berlim.

Além de entrar pra história como o primeiro longa metragem chileno a vencer um prêmio da maior festa do cinema mundial, “Uma mulher fantástica” proporcionou outro feito: Foi a primeira vez que uma atriz  transgênero apresentou um prêmio na cerimônia:  Daniela Vega,  protagonista do filme, apresentou o cantor Sufjan Stevens, que interpretou Mistery of Love, parte da trilha de “Me Chame Por Seu Nome”. “Quero convidar vocês a abrirem seus corações e seus sentimentos e sentirem a realidade. Vocês conseguem?”  – disse Daniela, emocionada.

Segundo o diretor do filme, Sebastián Lelio, a história de Daniela foi uma inspiração para a produção: Antes de encarnar Marina, uma transexual que perde inesperadamente o seu namorado, a atriz trabalhava como cabeleireira em um salão de beleza. Foi um golpe de sorte, o destino, ou o acaso, que levou a diretor até ela, quando ele começava a estudar as personagens de “Uma Mulher Fantástica” e sondava o universo transexual de Santiago.  Em princípio, ela prestaria uma consultoria à produção, mas acabou sendo a estrela de um filme exaltado pela forma como retrata a dor, a perda e o medo do desconhecido.

Quando o filme estreou no Chile, há um ano, foi recebido com muito entusiasmo. Daniela peregrinava pelos principais canais de TV, olhava fixamente para a câmera e se soltava: “Goste de você, ame-se, respeite-se da maneira mais digna. Todos os nossos corpos transitam; eu transicionei pelo gênero, outros fazem isso envelhecendo”. A atriz, que começou sua caminhada artística como cantora lírica, foi a primeira transexual a aparecer nas capas de revistas  no Chile, tornando-se um marco cultural.

Fiquei muito feliz em saber que nosso vizinho está se abrindo cada vez mais  à diversidade, assim também como Hollywood.  O respeito ao diferente é algo que só fez bem a todos. 😉

Fonte: Sites –  BBC Mundo e El País Brasil

 

 

 

 

Mais uma do papa latino

O papa Francisco, o primeiro papa latino, é conhecido por seu  grande seu carisma e pela atenção que dá a todos por onde passa. Nesse primeiro mês de 2018, o Pontífice  esteve visitando o Chile e o Peru, onde foi recebido por milhares de pessoas. A viagem ao Chile foi bastante conturbada, marcada por protestos contra a Igreja em várias partes. Porém,  o fato que mais chamou minha atenção não teve nada a haver com violência, muito pelo contrário, esteve ligado ao amor:  Num gesto surpreendente, o Papa celebrou um casamento de dois comissários  durante um voo que ia de Santiago para Iquique.

Paula Podest Ruiz, de 39 anos, e Carlos Ciuffardi Elorriga, 41, contaram a Francisco que já tinham se casado no civil, e tinham programado o casamento no religioso em uma paróquia em Santiago, que ficou muito danificada no terremoto de 2010.  Devido as circunstâncias  adversas  não puderam celebrar  o matrimônio na ocasião. Após contar sua história ao Papa  eles perguntaram se ele abençoaria a união deles, mas o pontífice foi mais além. “Vocês querem que eu faça o casamento de vocês?”, indagou.

Apesar da surpresa da proposta, os noivos aceitaram e o Papa presidiu uma breve cerimônia na parte dianteira do avião. O presidente da companhia Latam, Ignacio Cueto, foi chamado para ser testemunha.

Como em qualquer casamento, Francisco abençoou as alianças e depois pediu a um dos cardeais que o acompanham para preparar a ata do matrimônio para que pudesse ser um evento com valor legal.

O porta-voz do Vaticano, Greg Burke, afirmou que a cerimônia é válida. “Tudo é oficial”, declarou.

Imagina só a emoção dos “noivos” com uma honra tão grande e inesperada!

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Fonte: Portal G1.

Craque do bem

O Natal está chegando e nada melhor do que compartilhar boas notícias nessa época do ano. A Boa Nova que me chamou a atenção durante essa semana tem a ver com o craque português Cristiano Ronaldo.

O jogador vai construir um hospital pediátrico na capital chilena. Quem transmitiu a informação foi a empresa Brafman Associates Law Firm, de Nova Iorque, que se ocupa dos interesses do campeão do Real Madrid.

Segundo o documento, Ronaldo construirá o hospital com o seu sócio Alessandro Proto, um empresário italiano com quem o jogador já fez transações imobiliárias. A obra está prevista pra ser entregue em 2020.

Santiago

Santiago do Chile será a primeira de outras cidades da América do Sul onde Ronaldo e Proto vão construir hospitais pediátricos, adianta o texto da empresa.

Lado caridoso 

CR7, como é carinhosamente chamado pelos fãs, é conhecido pela vaidade com o próprio visual e pela ostentação nas redes sociais,  mas tem um lado bem caridoso também.

Segundo a ONG “Athletes Gone Good”, o craque do Real Madrid é o atleta que mais doa dinheiro para instituições de caridade ou pessoas que necessitam de ajuda. Na lista com os 20 esportistas que mais fazem doações, o atacante Neymar é o único brasileiro. Ele está na quarta posição, atrás do lutador John Cena, da tenista Serena Williams e da patinadora Yuna Kim.

Cristiano Ronaldo está no topo da lista no campo e no trabalho com a caridade. A estrela de futebol levantou dinheiro para várias causas, incluindo a doação de mais de US$ 83 mil para um fã de 10 anos, que necessitava de uma cirurgia no cérebro, e dando mais de US$ 165 mil para financiar um centro de câncer em Portugal, no hospital que tratou sua mãe. Ronaldo também usou sua fama como porta-voz global para uma variedade de causas, incluindo a fome infantil e a  biodiversidade”, segundo informa a ONG.

Fontes: Site o Jogo – Portugal e Jornal Extra -Rio

 

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