Por que escrevemos “México” com x e não com j?

Você já parou pra pensar por que em espanhol “México” não é escrito com “j” (jota) conforme a pronúncia, mas sim com “x”? 🤔 A resposta é: uma questão de identidade nacional.

No espanhol antigo, existia o som [ ∫ ], o do dígrafo “ch” em “achar”. “México” era pronunciado com este som e escrito com “x”. No século XVII, o som [ ∫ ] desapareceu da língua espanhola e foi substituído pelo som [x], o das letras “rr” em “carro”. Em 1815 a Real Academia Española (RAE) determinou que os vocábulos grafados com “x” e pronunciados com o som [x] deveriam ser escritos com a letra “j”.

Essa resolução coincidiu com o período de luta pela independência do país. Os mexicanos não cederam e continuaram grafando “México” com “x”. Somente em 2001, a Real Academia aconselhou que o topônimo fosse escrito com “x”. Grafar “México” com “j” hoje em dia não é incorreto, mas o recomendado é escrever com “x” ✍😉

Fonte: Instagram @hispanofilia_

Por que não houve casos de Coronavírus na América Latina?

O novo coronavírus nomeado de covid-19 passou em poucas semanas de uma emergência local na China para uma epidemia que ameaça o planeta.

Em sua rápida propagação pelo mundo, o vírus que se originou na cidade chinesa de Wuhan – agora em quarentena – já havia atingido 24 países até a última sexta-feira (14 de fevereiro), segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

E desde que os primeiros casos surgiram em dezembro de 2019, 1,368 pessoas morreram e mais de 60 mil foram infectadas.

No entanto, nos países que compõem a região da América Latina, nenhum caso positivo de coronavírus foi confirmado até o momento (embora haja casos sob investigação).

No México, 11 infecções potenciais foram avaliadas e descartadas; na Colômbia, houve um caso em análise e o Brasil colocou sob investigação 47 casos ─ dos quais já descartou 43. Só um cidadão argentino testou positivo para o coronavírus, mas ele estava fora do país e recebeu tratamento no Japão.

Mas por que nenhum caso foi detectado na América Latina até agora?

“No caso da América Latina e do Caribe, uma das principais razões é que há menos viajantes e voos diretos da China em comparação com outros países da Ásia, Europa e América do Norte”, diz Sylvain Aldighieri, coordenadora de casos de coronavírus da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC.

De fato, apenas em fevereiro de 2018 foi anunciado o primeiro voo direto entre a China e a América Latina. Operado pela companhia aérea Hainan Airlines, o voo liga a capital chinesa à Cidade do México. No entanto, essa não é a única razão pela qual nenhum caso de coronavírus não foi confirmado na região.

“Os países da região também implementaram medidas precoces de detecção e isolamento, além de fortalecer a vigilância”, relembra Aldighieri. Isso é evidente em certos pontos do continente.

Vários países latinos adotaram medidas de segurança nos aeroportos pra controlar a propagação do vírus.

Por exemplo, segundo o Ministério da Saúde do México, o país foi o primeiro que, devido à sua conexão aérea direta com a China, estabeleceu um protocolo de diagnóstico para confirmar a presença do vírus nos 32 centros que compõem a rede pública de laboratórios nacionais.

Outro país que assumiu a liderança foi o Chile. Segundo anunciou o ministro da Saúde do país, Jaime Mañalich, em janeiro, o governo decidiu fortalecer a Rede de Vigilância Epidemiológica, com objetivo de detectar com urgência qualquer condição ou doença respiratória nos hospitais.

Em 4 de fevereiro, a Colômbia se tornou o primeiro país da região a implementar um teste para diagnosticar o coronavírus em quem desembarca no país.

Outras nações também alocaram, de acordo com a OPAS, recursos extraordinários para impedir que a doença chegasse ao seu território.

No Brasil, o governo federal assinou medida provisória (MP) que destina crédito extraordinário de mais de R$ 11 milhões ao Ministério da Defesa para custear ações de enfrentamento de “emergência de saúde pública de importância internacional” provocada pelo coronavírus.

Dias antes, o presidente havia sancionado uma lei que trata das medidas de enfrentamento emergencial, no âmbito da saúde pública, da doença.

Vírus se originou na cidade chinesa de Wuham – Foto Getty Images

É possível que existam casos positivos que ainda não foram detectados na América Latina?

Na América Latina, essa possibilidade não pode ser descartada. Como na África, outra região que ainda não tem casos confirmados de coronavírus, é possível que haja pacientes infectados que não tenham sido detectados pelas autoridades, segundo a OMS.

“Como o covid-19 ainda não foi caracterizado, não há 100% de certeza de que ele não esteja mais circulando na América Latina”, diz a especialista. Aldighieri, no entanto, destacou o trabalho que está sendo realizado em nível regional, não apenas na detecção do vírus nos portos de entrada dos países, mas também nas fronteiras interiores.

“Desde a semana passada, especialistas em virologia da OPAS foram treinar e equipar laboratórios para responder a eventuais casos importados. Através desta iniciativa, antes do dia 21 de fevereiro, 29 laboratórios na América Latina estarão prontos para detectar o covid -19“, explica.

A Organização Pan-Americana da Saúde destacou o trabalho dos países da região para impedir a chegada do coronavírus à América Latina. Além disso, graças a outras pandemias que afetaram o continente no passado, a região conta hoje com uma estrutura capaz de combater o vírus.

“Todos os países do mundo correm o risco de importar a covid-19, incluindo a possibilidade de que a propagação dentro do país ocorra após a importação”, diz a porta-voz da OPAS.

Ela acrescenta: “No entanto, na América Latina, a estrutura para impedir a propagação de um vírus foi fortalecida após a pandemia do H1N1 (mais conhecido como gripe suína) que ocorreu em 2009 “.

Isso demostra que a região aprendeu com os erros do passado e está mais preparada para enfrentar novas ameaças globais…

Fonte: Portal Terra

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Barbie Catrina

Os mexicanos tem uma forma bem peculiar de celebrar o dia dos mortos em cada mês de novembro: fazendo festa. E um dos principais símbolos dessa celebração nacional é La Catrina. A icônica moça-caveira é mais que uma expressão cultural mexicana. É um símbolo político, de comportamento e estilo de vida, além de um movimento artístico e social.

Conhecida por alguns como la flaca ou la muerte, sua primeira versão – la Calavera Garbancera – foi gravada em metal pelo cartunista José Guadalupe Posada. Mais tarde, o pintor Diego Rivera a vestiu e a incorporou em seus murais, rebatizando a caveira com o nome que pegou: La Catrina. A figura da personagem é mostrada sempre vestida de forma elegante e luxuosa, sendo assim, La Catrina surgiu como uma forma de crítica social à classe política durante os governos mexicanos de Benito Juárez, Sebastián Lerdo de Tejada e Porfirio Díaz. Seu criador condenava, através dessa representação,  a miséria, o horrores políticos e a hipocrisia da sociedade mexicana da época, lembrando a todos que, pelo menos na hora da morte, somos iguais.  

 

 

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A “Catrina” foi criada pelo cartunista José Guadalupe Posada com teor de crítica social.

Hoje, a popularidade da charmosa caveira está, literalmente, na pele das pessoas. Tatuagens de La Catrina são muito comuns entre os mexicanos,  já que eles tendem a ver a vida de forma mais leve e o humor negro brilha quando passam por situações difíceis como a morte.  Embora as caveiras sejam vistas como algo sinistro em muito países, no México as pessoas as colorem com muitas cores para representar a alegria e retorno místico à vida.

Barbie Catrina

Pensando em homenagear a cultura do país e essa celebração tão importante que é o dia dos Mortos, a Mattel apresentou ao mundo a Barbie Catrina. Uma nova edição da boneca, inspirada na popular festa, foi lançada no dia 12 de setembro reproduzindo o esqueleto da elegante dama da alta sociedade mexicana.

O brinquedo é “uma homenagem ao México, suas tradições e seu povo”, de acordo com a fabricante do produto. O exemplar, cujo preço chega a 1.750 pesos (cerca de R$ 360 na cotação atual), usa um vestido decorado com flores coloridas e, em seus longos cabelos pretos com mechas azuis, borboletas-monarca e flor cempasuchil.

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“A boneca foi desenhada com muito amor pela tradição, porque o designer, Javier Meabe, tem raízes mexicanas e conhece a importância deste feriado”, explicou Cristina Lorenzo, vice-presidente de marketing da Mattel México. O vestido da Catrina foi inventado por Diego Rivera em 1947 para o mural “Sonho de uma tarde de domingo na Alameda”.

A Barbie Dia dos Mortos é a terceira boneca inspirada em mulheres mexicanas, depois das edições dedicadas à famosa pintora Frida Kahlo  e à golfista Lorena Ochoa lançadas em março.

A festa do Dia dos Mortos, realizada em 1 e 2 de novembro, foi nomeada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco em 2003. Saiba mais sobre como acontece essa grande festividade assistindo este vídeo do canal “Viagem ao Redor do Mundo” do brasileiro Rodrigo Ruas. 👇

Saludos e “¡Viva La Vida!” ou  “¡Viva la Muerte!”  como quieras… 😄🤔🤪💀🥂

Fontes:  Site Jornal Estadão e Blog ColaB55

A usurpadora, la série

Uma das novelas mexicanas de maior êxito no Brasil,  “A Usurpadora” vai ganhar uma nova versão. O remake faz parte de um projeto da rede Televisa intitulado pela emissora como “Fábrica de Sonhos”. O objetivo da empresa é adaptar enredos de ao menos 12 novelas clássicas e transformá-las em séries de 25 episódios, com a mesma intensidade dramática, mas com a abordagem multiplataforma para exibi-las no formato streaming.

Na lista de novelas clássicas que devem ser repaginadas estão títulos como: “Rubi”, “A Madrasta”, “Os Ricos Também Choram”, “Rosa Selvagem”, “O Privilégio de Amar”, “Coração Selvagem”, entre outros.  Sucesso mundial,  “A Usurpadora”,  protagonizada por Gabriela Spanic e Fernando Colunga,  foi lançada pela rede Televisa em 1998, no México, e exibida pela primeira vez no Brasil no ano seguinte. O clássico mexicano foi  traduzido em 28 idiomas e exportado para 125 países.

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Gabriela Spanic e Fernando Colunga foram os protagonistas da primeira versão de 1998.

O remake protagonizado pelos atores Sandra Echevarría e Andrés Palacios terá um toque  político. “Todos capítulos da produção original foram recortados e isto foi incrível.  Em alguns capítulos  existem até 90 cenas que são como mini-filmes,  foi um trabalho muito intenso – , revelou  Sandra Echeverría.

“Fico muito satisfeita em saber que estão sendo produzidos projetos com mais qualidade, porque obviamente o que temos na televisão internacional tem um nível muito alto. As pessoas acompanham cada vez menos a televisão aberta, e pra que a gente possa competir de igual pra igual, temos que produzir produtos com mais qualidade e boas  histórias” – agregou  a protagonista.

 Diferenças em relação à  versão original

A nova versão será bem diferente da original, por se tratar de uma série, nesta nova história, as tramas serão resolvidas em um ritmo mais acelerado e adaptado aos dias atuais.

Nesta nova produção, a personagem da gêmea má,  Paola Montaner de Bracho, será a primeira dama do México, enquanto que na versão original a protagonista era uma mulher infiel que desfrutava dinheiro do marido, que era empresário . No remake, Paola e Paulina são irmãs que cresceram em países distintos.

Elas nascem na Colômbia, mas uma delas é doente e necessita tomar medicamentos muito caros que a mãe não tem como pagar e por isso a entrega em adoção para uma mulher no México e assim as irmãs se separam.  Uma cresce na Colômbia, com muito amor, mas pobre, e a outra cresce no México,  com uma mãe muito superficial, que não lhe dá o carinho que ela necessita, mas a cria em berço de ouro.

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Sandra Echeverría e Andrés Palacios formam o casal protagonista de “La Usurpadora” versão 2019.

Sinopse

‘Paola Miranda’ (Sandra Echeverría) a primeira dama do México, vive um inferno ao lado do homem mais importante do país: o presidente ‘Carlos Bernal’ (Andrés Palacios).

Quando Paola descobre que é adotada e que tem uma irmã gêmea (‘Paulina Doria’), se aproximará dela com armadilhas para que esta assuma seu papel de primeira dama.  Além disso, logo a vilã tratará de mandar matar a própria irmã para assim poder desaparecer do mapa e ficar livre pra refazer sua vida em outro país e com outra identidade.

Como assistir “A Usurpadora” 2019 online

Para assistir os episódios da nova versão da novela A Usurpadora online e de graça, é preciso acessar a página da série no site da Televisa. A rede de TV mexicana lançou gratuitamente os cinco primeiros capítulos da série:  “A Usurpadora (2019)” para assistir online e gratuitamente. Contudo, os episódios estão com áudio original e sem legendas ou dublagem em português.

Nas redes sociais circulam informações que a série  chegará ao Brasil oficialmente em outubro pelo serviço de streaming Amazon Prime Video. Entretanto, a plataforma ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

Fontes: ElComercio – Peru / Portal Uol e Portal OverTube

 

Força latina

Na última terça-feira dia 7 de novembro aconteceu as chamadas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos da América. Nesse pleito são escolhidos os senadores, deputados e governadores de Estado, diferente do que ocorre no Brasil, por exemplo, onde os congressistas são escolhidos junto com o presidente da república.

O Partido Republicano, de Donald Trump, perdeu a maioria da Câmara de Deputados. Essa vitória dos democratas tira de Trump a hegemonia no Congresso, mesmo os republicanos tendo vencido no Senado. E apesar de todo o discurso negativo do atual presidente em relação aos latinos, eles tem cada vez mais representatividade quando o assunto é votação.  E esses votos parecem ter feito  falta ao partido do presidente nesse momento não é mesmo?

De olho nessa parcela importante da população, democratas e republicanos se empenham em mobilizar os latinos que tem cidadania a exercer seu direito ao voto, gravando até mesmo mensagens em espanhol. Veja abaixo alguns mapas que demostram como está distribuída a população latina pelo país.

Cidades dos Estados Unidos com maior população latina: 

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Dos mais de  325 milhões de habitantes dos Estados Unidos, quase 59 milhões são de origem latina, cerca de  18%  da população.  O México é, de longe, o país mais representado com mais de 60% do total. 

Em seguida vem Porto Rico, Cuba,  El Salvador e República Dominicana.

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Em Miami, capital da Flórida, há uma grande população de origem cubana. 

E com representações menores siguem nesta ordem: Guatemala, Colômbia, Honduras, Equador, Perú, Nicaragua, Venezuela, Argentina, Panamá, Chile, Costa Rica, Bolívia, Uruguai e  Paraguai.

Os dez Estados com maior população latina são:  Califórnia, Texas, Flórida, Nova York, Illinois, Arizona, Nova Jersey, Colorado, Novo México e Georgia.

Veja nestes dez mapas de forma detalhada quais são  as áreas metropolitanas do país com maior população latina y seus distintas origens*.

Mexicanos na Califórnia

A Califórnia é o Estado com maior número de latinos, com predominância de mexicanos, como podemos ver nos mapas das  zonas urbanas de Los Ángeles, Riverside-San Bernardino e San Francisco:

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Texas também com sotaque mexicano

O Texas, como outro dos  grandes estados que fazem fronteira com com o  México, tem quase 40% de população latina. Em uma das grandes áreas urbanas com mais sotaque acento español, o mais comum, novamente é mexicano.

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Mudanças no norte

À medida que nos afastamos da  fronteira entre  EUA e  México, as populações latinas  que vivem no país são mais variadas.

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Em Chicago, os mexicanos voltam a ser maioria, mas os portorriquenhos contam com quase  10% de representação do  total de população latina.

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A Pequena Habana na Florida

O caso da Flórida, em especial do Condado de Miami Dade,  no sul do Estado, é muito particular porque mais da metade dos latinos são cubanos. E nos últimos anos tem  aumentado consideravelmente a presença venezuelana no Estado do sol, algo que ficará mais evidente no próximo censo oficial, em 2020.

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Novamente o México

Para concluir veja os dados de outro estado que faz fronteira com o México , o Arizona.  Onde o debate sobre imigração teve muita relevância nas eleições em 2016, (sendo que a candidata Hillary Clinton venceu alí).

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Como podemos observar nos mapas quem deseja alcançar os votos dos latinos, não se trata de um voto homogêneo, sendo assim, o discurso para atrai-los deve ser diversificado assim como o público é.

*Os dados são da Oficina do Censo dos Estados Unidos e correspondem a 2017. Os porcentagens têm um margen de reajuste de 4%.

PS. Poderiam ter incluído a população brasileira também não é? Afinal também somos latinos… 🤔

Fonte: Site BBC Mundo e Portal Uol.

Saiba quais são as 20 melhores universidades da América Latina

Quem deseja estudar em uma Universidade de qualidade na América Latina, deve começar a buscar por esses cinco destinos:  Chile, Brasil, Colômbia, Argentina e México.

Esses países concentram as 18 melhores universidades latino-americanas de 2018, segundo a pontuação da classificação anual QS Latin America Rankings.  Os QS World University Rankings são classificações universitárias anuais publicadas pela Quacquarelli Symonds (QS), do Reino Unido. Trata-se de uma das três classificações internacionais de universidades mais influentes e amplamente observadas no mundo inteiro.

Quatro centros universitários, incluindo o número 01 da região, estão no Chile, enquanto o Brasil se destaca por ter sete instituições de educação superior entre as melhores avaliadas. 

Quatro instituições da Colômbia também disputam os primeiros lugares, mas a Universidade Nacional Autónoma de México (UNAM),  a maior da região está melhor posicionada que as colombianas.

Da Argentina também se destaca sua maior universidade pública, a Universidade de Buenos Aires, que alcança uma melhor pontuação na classificação global do que na regional.

Além desses países, entre os primeiros 20 lugares também está a principal universidade da Costa Rica e de Cuba.

As 20  primeiras colocadas são as seguintes:

QS Latin America Rankings 2019
1. Pontificia Universidad Católica Chile
2. Universidade de São Paulo Brasil
3. Universidad Estadual de Campinas Brasil
4. Universidad Nacional Autónoma de México México
5. Universidad de los Andes Colombia
6. Instituto Tecnológico y de Estudios Superiores Monterrey México
7. Universidad de Chile Chile
8. Universidad de Buenos Aires Argentina
9. Universidade Federal do Rio de Janeiro Brasil
10. Universidad Nacional de Colombia Colombia
11. Universidad Estatal Paulista Brasil
12. Pontificia Universidad Católica de Río de Janeiro Brasil
13. Universidad de Santiago de Chile Chile
14. Universidad de Concepción Chile
15. Universidad de Antioquia Colombia
16. Universidade Federal de Minas Gerais Brasil
17. Pontificia Universidad Javeriana Colombia
18. Universidad Federal de Río Grande del Sur Brasil
19. Universidad de Costa Rica Costa Rica
20. Universidad de La Habana Cuba

Como é são avaliadas?

O grupo QS, que publica os rankings universitários mundiais a cada ano, avalia, no caso da América Latina, uma pontuação através de oito indicadores.

Os dos principais são a reputação acadêmica (30%), baseada em entrevistas com acadêmicos, assim como a qualificação que é dada por empregadores a ex-alunos dessas universidades (20%).

Também se evaluam outros aspectos sobre produção de ciência: como quantos estudos produz cada universidade e o quanto esses estudos são citados nas investigações de outras instituições.

PUC Santiago
Pontifícia Universidad Católica em Santiago – Chile – Reprodução Internet

A Pontificia Universidad Católica de Chile aparece pelo segundo ano consecutivo na primeira posição da América Latina. Embora a Universidad de Buenos Aires ocupe um lugar melhor na classificação mundial do que na regional, pois, se encontra no  lugar 73, enquanto que a universidade  chilena está na posição 132.

Isso acontece porque o ranking QS global dá um valor diferente aos indicadores:

A nível mundial a reputação acadêmica abrange 40% da calificación, enquanto que  a qualificação dos empregadores  representa uma porcentagem de 10%.

Muito bacana ver o Brasil bem representado né?

Fonte: Site BBC Mundo

Alegria partiu, foi embora…

Com a eliminação do Brasil, nessa sexta-feira,  diante da Bélgica pelas quartas de final, a Copa ficou sem nenhum representante latino. Que me desculpem os europeus, inventores do futebol, mas o Mundial da Rússia perdeu muito ao virar uma EuroCopa. Talvez o momento deles seja melhor mesmo: são mais altos, são mais fortes, tem mais dinheiro,  são mais organizados, mas não tem nossa alegria. Se no século 19, lá na terra da Rainha, foi criado o esporte que tempos depois se tornaria  umas das maiores atrações do planeta, foi por aqui pela América, em especial pela do Sul, que o futebol foi criando áureas de paixão e ganhando cores de alegria. Ninguém se envolve como a gente: Festejamos e sofremos com a alma e coração. 

Por aqui o futebol está longe de ser só mais um esporte, está mais para religião.  Nós transformamos o jogo criado pelos ingleses em algo muito maior. O que era pra ser apenas  mais uma modalidade cheia de regras, às vezes complicadas, com jogadas violentas, se tornou um verdadeiro espetáculo, graças aos nossos dribles, à nossa gingada, paixão e habilidades natos.

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Pela América Latina o futebol é quase uma religião – Imagem Reprodução Internet

O Mundial da Rússia continua, mas seria muito melhor se ainda houvesse uma seleção de sangue latino no páreo. A emoção colombiana, a garra uruguaia, a farra mexicana,  a paixão argentina, a irreverência brasileira com certeza fazem falta.

Esperamos que no Catar tenhamos mais sorte! 😉

Quanto mais Chaves melhor…

Quem é fã de Chaves e Chapolim nunca se cansa de acompanhar o seriado, que já está no Brasil há mais de 30 anos.  Eu mesma sou um exemplo de fã incondicional da série:  Por mais que já saiba as falas até de cor, as minhas risadas são sempre garantidas. Na última semana, nós admiradores das criações do mestre Roberto Bolaños, tivemos uma notícia muito boa e pra lá de surpreendente:  O canal de TV por assinatura MultiShow, que pertence ao grupo Globo SAT anunciou que adquiriu os direitos de 273 episódios de Chaves e 250 de Chapolin, entre esses alguns inéditos no Brasil. Isso mesmo, episódios inéditos, uma maravilha não é?

O acordo do Grupo Globo com a Televisa e Grupo Chesperito pegou de surpresa o SBT, que, até então, era uma das únicas empresas no Brasil detentora dos direitos. Na TV paga, Chaves e Chapolin já foram exibidas no TLN, canal da Televisa, e na Turner, nos canais Boomerang e TBS. Atualmente, apenas o SBT exibe Chaves, que retornou à grade de programação nas manhãs de sábado.

chapolim

 

A compra foi confirmada na última terça, 30, após os anúncios do canal Multishow informando aos seguidores no Instagram de que o canal passaria a transmitir episódios das produções mexicanas. A novidade gerou um certo ciúme do SBT que foi o responsável por trazer os programas ao Brasil e os transmite desde o início. Eles até fizeram uma postagem bem humorada nas redes sociais alfinetando o Canal MultiShow:

Chaves 02
Pagando ou não, só sei que quanto mais Chaves e Chapolin melhor 😀

Desde esta noche

Nada melhor quando dois artistas que a gente curti muito se unem para fazer um dueto não é?  Numa dessas voltinhas pelo youtube me deparei com um encontro que muito me agradou: A rainha do Pop Latino, Thalía, com a sensação do momento, o colombiano Maluma.  Os dois gravaram juntos a música “Desde esta noche”. O single faz parte de “Latina” – 13º álbum de estúdio da cantora mexicana lançado em 6 de Maio de 2016 pela gravadora Sony Music Latin.

 

Confira abaixo a versão ao vivo de “Desde esta noche”:

 

Os esquecidos

O crescimento urbano acelerado e desordenado foi uma das marcas do século xx. O deslumbramento provocado pelas grandes cidades, muitas vezes, ocultava o lado sombrio das grandes aglomerações. Por trás das luzes da modernidade,  a escuridão pairava nos bairros dos subúrbios. As populações desses locais se submetiam as mais cruéis situações para conseguir sobreviver – Todo o avanço alcançado pelo desenvolvimento industrial e tecnológico não chegava até esses habitantes.

Procurando desvendar o universo marginalizado dos subúrbios o diretor espanhol  Luis Buñuel lançou na metade do século passado (precisamente em 1950) o filme “Los olvidados” – Os esquecidos em português. Para fazer a película,  Buñuel viveu durante 04 meses em um dos bairros mais marginalizados da Cidade de México, entrevistou psiquiatras especializados em delinquência juvenil, examinou relatos de jornais da época sobre o assunto e utilizou atores não profissionais provenientes destes bairros marginalizados.

O resultado desse mergulho do diretor no universo dos menos favorecidos foi uma verdadeira obra prima do cinema.  O filme demonstra com uma sutileza realista e cruel as consequências que a exclusão social pode gerar na vida das pessoas.   Até os personagens que poderíamos considerar como vilões são mostrados como vítimas de um sistema que gera violência atrás de violência e por mais que alguém tente quebrar a roda, fica difícil romper esse círculo vicioso.

Um dos pontos que mais me impressionou no filme foi a atualidade das situações apresentadas. Infelizmente, apesar de já terem sido passados quase 70 anos das gravações os problemas apresentados ainda continuam sendo corriqueiros nas diversas periferias do mundo, e as soluções parecem ainda estar longe de serem alcançadas.

Confira no link abaixo “Los Olvidados” completo em espanhol:

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