Explicando o fenômeno

Se você já assistiu a quarta temporada de “La Casa de Papel” não pode deixar de ver o documentário sobre a série lançado pela Netflix. A produção explica as razões que levaram a produção a se tornar um fenômeno de audiência em todo o planeta.

Inicialmente, a série seria transmitida apenas na Espanha através do canal Antena 03 e contaria com somente uma temporada, mas depois que a Netflix adquiriu os direitos da produção e a disponibilizou em seu catálogo, a história mudou completamente.

No documentário, atores, diretores e produtores contam como aconteceu essa mudança radical na série e também em suas vidas pessoais, além de narrarem desafios enfrentados nas gravações e na produção dos roteiros. O filme mostra também como a série transcendeu os limites do entretenimento pra se tornar um símbolo da resistência pelo mundo inteiro.

Pra você que é fã da série, e curte saber boas histórias de bastidores, o documentário é imperdível!

Chocante

(Alerta de spoleires). A quarta parte de “La casa de papel” deixou a todos nós, fãs da série, em estado de choque, pois, perdemos nossa personagem mais querida. Nairóbi sobrevive ao tiro levado na parte 03, mas acaba não resistindo às crueldades do terrível Gandía. Aliás, o chefe de segurança do banco da Espanha é o grande vilão dessa temporada, roubando a cena e nos deixando tensos, em vários momentos, pela sua frieza e maldade natas. Gandía consegue ser mais odiável que a inspetora Alicia Sierra. Na parte 04 conhecemos um lado mais humano da terrível grávida, torturadora de garotos. Outro personagem marcante, que realmente parece não ter nenhuma qualidade a se admirar é o intragável Arturito, que mostra uma face ainda mais deplorável durante esse novo roubo.

José Manuel Poga interpreta Gandía, o grande vilão dessa temporada.

Ao contrário de Arturito, que só piora a cada episódio, a personagem interpretada por Úrsula Corberó, dá um grande salto. Se na terceira temporada, vimos uma Tóquio inconsequente, que é capaz de tomar um porre por causa de dor de cotovelo em pleno assalto, nessa quarta parte ela se mostra muito mais consciente e com uma frieza e inteligência que a tornam vitais para o grupo.

Outros personagens que merecem destaque são Antoñanzas (infiltrado dentro da polícia) e Júlia (Manila, infiltrada entre os reféns), que desempenham papéis importantes no desenrolar da trama. A surpreendente história de Manila é explicada em detalhes, assim também como a relação de Palermo e Berlim. Por falar no personagem falecido, um dos episódios retrata o casamento dele com a amada Tatiana, o que nos faz pensar que ela ainda deve ganhar algum destaque nas próximas temporadas, afinal, sua presença não deve ter aparecido na série por acaso não é?

E já pensando na continuação, como os roteiristas vão trabalhar daqui pra frente sem a personagem mais carismática de todas, a Nairóbi? Será que eles deram um tiro no pé? O que vocês acham? Essas e outras perguntas vão ficar para a quinta temporada, que devido à crise do coronavírus, deve demorar bastante ainda pra sair…

O final dessa parte 04 não ajuda muito os fãs a conterem a ansiedade, porque assim como na parte 03, termina muito aberto, numa estratégia para atiçar nossa curiosidade. Uma coisa é certa: os produtores terão que usar ainda mais a criatividade pra suprir a falta que a Nairóbi vai fazer…

Mate a saudade se divertindo e se emocionado com grandes momentos da personagem de Alba Flores na série.

La parte 04

Hoje, dia 03 de abril, estreia a quarta parte do maior sucesso da Netflix dos últimos tempos: “La Casa de Papel”. Pra você que está em casa de quarentena, na luta contra a propagação do novo coronavírus, melhor programação não há.

No encerramento da última temporada, o professor declarou guerra ao sistema, após o planejamento do assalto mais arriscado de todos os tempos, ter ido por água a baixo. Todos queremos saber qual o desfecho do bando, especialmente o da querida Nairóbi, que terminou a terceira temporada com a situação mais complicada, correndo risco de morrer.

E pra você que é fã da série, quais são suas apostas? Quem sobrevive e quem deve dar adeus nessa próxima temporada? E será que o plano tão sonhado por Berlim no fim dará certo, apesar de todos os percalços? Muito em breve, para nosso alívio, já teremos essas respostas….

O Sol do México

Você que é fã de música e de uma boa história não pode deixar de assistir “Luis Miguel La Serie”.  A produção da Netflix conta a história de um dos principais astros latinos de todos os tempos. A série autorizada por Luis Miguel e baseada no livro Luis mi rey, la apasionante vida de Luis Miguel (Luis, meu rei, a apaixonante vida de Luis Miguel), do jornalista e escritor espanhol Javier León Herrera, mostra detalhadamente a trajetória do cantor, que se tornou famoso ainda criança.

Luis Miguel e Diego
Luis Miguel e Diego Boneta que o interpreta na série – Reprodução Internet

A trama prende nossa atenção desde o primeiro episódio mostrando como o  protagonista tem que fazer inúmeros sacrifícios pessoais para alcançar o êxito profissional. Diego Boneta, que dá vida a Luis Miguel, além de ser muito parecido com o próprio, também é cantor, o que dá ainda mais realismo à história.

A biografia do Sol do México é realmente cinematográfica: muitos amores, tribulações,  mistérios, excesso de dinheiro e fama, além é claro de muito talento.  Se você ainda não conhece essa badalada história, não perca mais tempo e já vá se preparando para se emocionar bastante…

Fonte:  Portal G1

O que nossos assaltantes preferidos sabem sobre o Brasil?

Nessa sexta dia 19 finalmente chega ao fim nossa espera pela tão aguardada estreia da terceira parte de “La Casa de Papel”. A série, que é o maior sucesso em língua não inglesa, veiculado pela Netflix,  teve um êxito estrondoso também em nosso país.

Prova disso é o engajamento  nas redes sociais: A publicação de marca mais comentada do Facebook em 2018 veio do Brasil envolvendo  “La Casa de Papel”. Segundo números da empresa de análise de mídias sociais Socialbakers, a publicação foi feita na página brasileira da Netflix  e teve mais de 287 mil comentários.

O estudo incluiu as 100 maiores marcas ativas no Facebook e analisou interações feitas entre o dia 1º de janeiro e 18 de novembro de 2018. Entraram no monitoramento: Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Japão e o sudeste asiático.

Por aqui o sucesso dessa eletrizante história fez com que os artistas que dão vida aos enigmáticos personagens  se tornassem figuras conhecidas e idolatradas entre os fãs brasileiros. Mas será que eles conhecem muito sobre o Brasil? Vamos descobrir nesse link abaixo o que alguns deles sabem sobre as terras tupiniquins:

https://tv.uol/17wqc

Fontes:  Uol Entretenimento e Revista Exame

Roma

Dizem que os melhores filmes são aqueles que nos fazem refletir por dias e dias depois depois que o assistimos. Esse, sem dúvida, é o caso de Roma do diretor mexicano Alfonso Cuarón. A produção fez história tornando- se  a primeira obra mexicana a ganhar a estatueta de “melhor filme estrangeiro” no Oscar. Cuarón já havia levado o troféu antes na categoria “melhor diretor” pelo trabalho em Gravidade de 2014.

Mas antes mesmo de levar esses dois importantes trofeús, Roma já havia feito história meses antes se tornando a primeira obra em espanhol a ser indicada ao prêmio de ‘melhor filme’.   Foi  também a primeira produção de um serviço de streaming a ser indicado para a maior festa do cinema mundial, além de ter sido a primeira vez  que uma indígena mexicana foi indicada na categoria de melhor atriz.  Outro fato inédito foi a indicação para o prêmio de “melhor diretor” e “melhor roteirista” para a mesma pessoa, no caso Cuarón.

A obra realmente mereceu toda essa atenção e reconhecimento. O diretor conseguiu, através da história de Cleo, uma empregada doméstica indígena que trabalha para uma família branca, abordar pontos obscuros da sociedade mexicana: como o machismo, a miséria, desigualdade e injustiças sociais e raciais de seu país. Incrível pensar como a história de alguém que era tratado particularmente  como um ser invisível para a maioria das pessoas que a cercavam, pode ser uma fonte tão rica de reflexão e de compreensão do funcionamento de uma sociedade.

Grande parte da força do filme vem da interpretação de Yalitzia Aparicio, que dá vida à Cleo. Ela nasceu no interior de Oaxaca, no sul do México, onde até pouco tempo atrás dava aulas para crianças da pré-escola. Seu papel em Roma,  impressionantemente foi seu primeiro trabalho como atriz — e foi excepcional, diga-se de passagem.

Gravado em preto e branco, Roma traz imagens completamente diferentes do que estamos acostumados hoje em dia. A atenção de Cuarón para os detalhes do figurino e dos cenários e as longas cenas em plano-sequência garantem imagens lindas e emocionantes. Um ótimo exemplo — sem detalhes para não estragar a surpresa — é uma cena inteira que se passa no mar e consegue acelerar o coração do espectador. Não à toa, a Netflix também exibiu o longa em salas de cinema, pois uma obra de arte dessas também merece ser assistida nas telonas.

Por que “Roma”?

O título do filme é o nome do bairro onde a trama se desenrola, Colonia Roma, uma zona em que a classe alta mexicana se estabeleceu na primeira década do século 20 e onde existem até hoje suntuosas mansões e palacetes de inspiração europeia. Desde o terremoto de 1985, a região passou por várias transformações arquitetônicas e demográficas, ainda que atualmente continue a ser um bairro de classe média e uma das zonas residenciais mais emblemáticas da cidade. Mas o motivo pelo qual o filme se passa ali tem a ver com a intenção do diretor de recriar sua infância: Cuarón cresceu em uma casa na rua Tepeji, em Roma, que aparece em uma das cenas do longa.

O luxuoso bairro serve também como um símbolo para contrastar com as diferenças sociais de outros ambientes pelos quais passam os personagens, em especial Cleo, a protagonista. Diferentemente de seus patrões, ela e outra amiga, que também trabalha como empregada doméstica na mesma casa, dormem em um quarto minúsculo, enquanto os namorados de ambas vivem em um bairro muito pobre e distante dali.

Homenagem

Cuarón dedica o filme a “Libo”, que é como ele e sua família chamam Liboria Rodríguez, uma mulher de origem indígena que começou a trabalhar com eles quando o diretor tinha só 9 meses e cuja história de vida serve de base para a história. Rodríguez, que veio da aldeia de Tepelmeme no Estado de Oaxaca, cuidou desde então das crianças da família de Cuarón, como muitas empregadas domésticas que tiveram um papel central na vida dos filhos de muitas famílias da América Latina.

Aviões

Em vez de usar estúdios de filmagens, Cuarón decidiu rodar seu longa em uma casa em Roma, que foi reconfigurada meticulosamente para que se parecesse com o local onde cresceu. Roma fica próximo de um dos corredores aéreos pelo qual passam centenas de aviões que cruzam diariamente os céus da Cidade do México para aterrissar em seu aeroporto internacional, por isso, são uma presença constante no céu do bairro… e de quase toda a cidade.

Por isso, os aviões não estão apenas na abertura e no encerremento do longa, mas seu som permeia todo o desenrolar da trama. Mas isso é apenas uma parte da explicação. Há também um fato autobiográfico: Cuarón era fascinado por aviões e sonhava em ser piloto quando era pequeno (o ator que interpreta o diretor quando criança conta isso a sua babá). Além disso, há uma conotação simbólica. Cuarón contou que as aeronaves cruzando o céu do México transmitem a ideia de que as situações que os personagens atravessavam são transitórias e que há um universo que vai além de seus contextos pessoais.

Cuarón
Com “Roma”  Alfonso Cuarón levou a estatueta de melhor diretor pela segunda vez.

Metalinguagem

As idas ao cinema não são apenas uma válvula de escape de Cleo para suas tarefas domésticas, mas também para as crianças de que ela cuida. Roma utiliza um recurso narrativo conhecido como “metarrelato”, ou “cinema dentro do cinema”, em que produções cinematográficas anteriores são homenageadas pelo autor – inclusive, algumas próprias. Em uma das cenas, as crianças vão com a babá ver Sem Rumo no Espaço (1969), um dos filmes favoritos do diretor quando criança e que lhe serviu de inspiração para Gravidade.

Há uma cena de parto similar à que ocorre no filme de Cuarón Filhos da Esperança (2006), e, como em E Sua Mãe Também (2001), dirigido por ele, a mãe conta aos filhos em um bar ao ar livre próximo da praia que seu pai os abandonou. Nos créditos de Roma, aparece o mantra “Shantih Shantih Shantih” (Paz, paz, paz), que também aparece em Filhos da Esperança.

Massacre

Um dos elementos que a crítica mais tem aclamado é a cuidadosa recriação de época, não apenas pelos cenários, vestuários e programas de televisão, mas pela forma tangencial com que apresenta contextos sociais do México nos anos 1970. Uma das cenas mais dramáticas mostra a matança de estudantes conhecida como o massacre de Corpus Christi ou “Halconazo“, que ocorreu em 10 de junho de 1971 e que ainda é hoje um dos eventos mais tristes da história do país. O incidente começou como um protesto estudantil pela libertação de presos políticos e por mais investimentos em educação, e terminou como um banho de sangue quando o governo enviou soldados treinados pela CIA, de um grupo paramilitar financiado pelo Estado e conhecido como Los Halcones, para reprimi-los.

De acordo com versões de alguns sobreviventes, a princípio, os paramilitares usaram bastões e varas de bambu empregados na arte marcial japonesa kendo, como o usado por um dos personagens do filme em seu treinamento, mas, depois, foram usadas armas de fogo. O fato do namorado de Cleo praticar o kendo em um local distante no Estado do México e se referir aos treinamentos também deixa em aberto uma possível referência aos grupos paramilitares. O massacre de Corpus Christi deixou 120 estudantes mortos, de acordo com registros oficiais, mas acredita-se que o número de vítimas possa ter sido ainda maior. O acontecimento é retratado de forma hiper-realista no filme em uma das suas cenas mais comoventes, na qual novamente as desigualdades sociais marcam o desenrolar da trama.

Pra quem curte uma obra intimista, realista e puramente “humana” Roma é realmente indispensável!

Segue abaixo um vídeo com uma  ótima crítica pra deixar você com ainda mais vontade de conferir essa obra prima de Cuarón:

Fontes: Sites BBC Brasil e Guia da Semana

 

Muito mais que dinheiro

No início dessa semana, os aficionados por séries tiveram uma razão e tanto para comemorar: Foi lançado o trailler oficial da nova temporada de “La Casa de Papel”. Neste novo teaser podemos ver bem mais detalhes sobre como será o enredo da continuação e para nossa alegria, a história parece estar ainda mais envolvente que nas primeiras temporadas.

“Conseguimos escapar, mas agora vem o mais difícil: manter-se vivos”, alerta o professor. E realmente é uma questão de sobrevivência que faz o grupo se reunir novamente, já que dinheiro não é mais um problema. No vídeo podemos ver que todos estão aproveitando bem a vida de alguma maneira, em alguma parte do globo, até que a captura de “Rio” faz com que a felicidade de todos seja interrompida. Pra completar o suspense, na última cena do teaser, Berlim,  um personagem querido que todos davam como morto, reaparece. Será um flashback do professor ou realmente ele sobreviveu?🤔Vemos também que novos personagens integrarão o grupo de assaltantes, como o “Engenheiro” que será interpretado pelo ator argentino Rodrigo de La Serna. 

A série que conquistou um público enorme subvertendo a ideia de bandidos e mocinhos promete perturbar ainda mais o “Sistema” nessa terceira temporada. Não vemos a hora de saber como isso vai acontecer não é?

A partir do dia 19 de Julho todas nossas dúvidas começarão a  ser sanadas…

 Saudações e Bella Ciao!

La tercera

Os fãs do grupo de assaltantes mais queridos da Espanha e do mundo inteiro tiveram uma razão para celebrar na última segunda-feira dia 01 de Abril. A Netflix anunciou em suas redes sociais o retorno da série “La Casa de Papel” para o próximo mês de julho. Apesar do anúncio ter sido feito no dia da mentira, a empresa garante que os assinantes podem ficar tranquilos, pois, não se trata de uma fake news — a notícia é totalmente real.

Nem todos os aficionados pelo assalto mais bem planejado da história, gostariam que houvesse uma terceira temporada, alguns acreditam que seria melhor a série se encerrar apenas com o desfecho do roubo, deixando a cargo do público imaginar o que cada um fez após encerrada a grande aventura na Casa da Moeda; já outros fãs estão ansiosos para saber os rumos tomados pelos personagens.

E você em qual grupo se enquadra? Uma coisa é certa: o Brasil já tem programação certa para as próximas férias de julho 😎

 

Revolución Netflix

Cem anos de solidão é a obra mais importante, escrita em língua espanhola, depois de Dom Quixote de la Mancha de Miguel de Cervantes.  O livro, de autoria do ganhador do prêmio Nobel de Literatura, o colombiano Gabriel Garcia Marquez é um sucesso absoluto há várias décadas, contando com mais de 50 milhões de exemplares vendidos  — um verdadadeiro clássico da Literatura mundial.

 E pra quem é fã de Gabo e deseja ver suas obras divulgadas nas mais variadas plataformas, lá vem uma notícia boa: a Netflix comprou os direitos de Cem Anos de Solidão. Os filhos do autor, Rodrigo e Gonzalo García, permitiram que a Netflix transforme o clássico de seu pai em uma série.  O idioma adotado será o espanhol, devido a uma exigência deixada pelo escritor — mas também refletindo o interesse da plataforma por esse idioma, depois do sucesso de  Narcos, Roma, La Casa de Papel, entre outros.

A Netflix contratará apenas talentos latino-americanos para a produção, que será rodada na Colômbia. “Sabemos que será mágica e importante para a Colômbia e a América Latina, mas o romance é universal”, disse Francisco Ramos, vice-presidente de produções em espanhol da empresa, ao The New York Times.

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“Cem anos de solidão”  é um clássico da Literatura mundial – Reprodução Internet

Rodrigo e Gonzalo García serão produtores-executivos, uma área familiar para o primeiro.  Ele foi diretor de quase uma dúzia de filmes, entre elas Coisas Que Você Pode Dizer Só de Olhar Para Ela (1999), o drama bíblico Últimos Dias no Deserto (2015) e Albert Nobbs (2012), adaptando a obra de John Banville. Cem Anos de Solidão será seu décimo projeto televisivo, depois de dirigir capítulos de Os SopranosSix Feet UnderThe AffairCarnivàle e Blue, uma websérie que também produziu entre 2012 e 2014.

Esta compra por si só já prolonga a enorme trajetória da obra.  Publicado em 1967 Cem Anos de Solidão é um desses títulos cujo legado —50 milhões de exemplares vendidos, traduções em 46 idiomas— dificilmente pode ser questionado. Seu sucesso, fundamental no reconhecimento internacional de García Márquez e um fator crucial para a concessão do Nobel de Literatura a ele, em 1982, foi um dos pilares do boom literário latino-americano dos anos sessenta e setenta. Hoje, considera-se um dos trabalhos mais conhecidos do século XX. A história que conta, a da família Buendía, descendentes do fundador do povoado de Macondo, é até hoje uma saga imortal, vigente como leitura obrigatória no mundo inteiro, seja no mais remoto colégio do Meio-Oeste norte-americano ou em altos círculos acadêmicos europeus.

Rodrigo herdou do pai não só o interesse pelo cinema como também a convicção de deixar suas obras em paz. “Não dirigirei um romance do meu pai porque seria um fenômeno de imprensa, não seria visto com objetividade”, refletia ao EL PAÍS em 2008 (não informou se dirigirá Cem Anos de Solidão). Naquela entrevista, comentava que Hollywood começava a agrupá-lo entre Alfonso Cuarón e Guillermo del Toro como os artífices da revolução hispânica de Hollywood. Agora, em tempos de RomaNarcos e do Pinóquio que Del Toro está prestes a lançar pela plataforma, a revolução hispânica segue em frente. Mas será preciso mudar o seu nome. Já não é de Hollywood, e sim da Netflix.

Fontes: Sites El País Brasil e Revista Bula

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