América do Sul se destaca na vacinação contra a Covid

A América do Sul é uma das regiões que mais sofreram os impactos da pandemia, mas graças a vacinação, esse cenário vem mudando. A região tem o pior histórico da pandemia de covid-19 do mundo, com as ondas mais mortais e o maior acumulado de mortes pela doença no planeta. Desde que começaram a ser registrados os óbitos de pacientes com covid-19, houve 2.740 mortes por milhão de habitantes na América do Sul, segundo o banco de dados Our World in Data. Nos Estados Unidos, foram 2.450; na Europa, 2 mil; e na Ásia, 267.

O pico de mortes diárias ao longo da pandemia também ocorreu na América do Sul, com uma média de 10,85 por milhão de habitantes em abril do ano passado. No entanto, o subcontinente encerrou 2021 com um dado animador: é o que possui a maior taxa de vacinação contra o coronavírus, com 63,4% de sua população completamente imunizada (com duas doses ou dose única, conforme o requerimento de cada vacina) e 74,3% de seus 434 milhões de habitantes com pelo menos uma dose, segundo dados oficiais divulgados pela Organização Pan-Americana de Saúde no final de dezembro.

Além disso, de 17 a 23 de dezembro, a região teve uma média diária de 0,7 óbitos por milhão de habitantes, seis vezes menos que a Europa ou os Estados Unidos, segundo a plataforma Our World in Data. A Europa é a segunda região com mais gente completamente imunizada, um percentual de 60,5%, enquanto outros 4,2% da população estão parcialmente vacinados.

GETTY IMAGES

A América do Norte aparece em terceiro lugar, com 59,6% dos 500 milhões de habitantes do México, Estados Unidos e Canadá com a vacinação completa, e os que tomaram pelo menos uma dose somavam 71,4%. O Caribe apresenta, por sua vez, 43% da população com a imunização completa e 49% com pelo menos uma dose, enquanto na América Central, estes percentuais são de 42% e 54%, respectivamente.

O continente americano como um todo conta com 59,7% da população vacinada com duas doses (ou dose única), 70,8% com pelo menos uma dose e 10,6% com doses de reforço. Já a Oceania tem 58% de sua população imunizada com duas doses, e a Ásia, 55%. Por último, vem a África, com apenas 8,8% de seus habitantes com o processo de vacinação completo.

Terceira dose

Embora dois países da América do Sul — Chile e Uruguai — registrem altos níveis de vacinação com doses de reforço (52,7% e 42,7%, respectivamente), a média do subcontinente é consideravelmente menor (8,8%).

A Europa é o continente com o maior número de doses de reforço aplicadas (21,5%). Na América do Norte, 13,4% da população recebeu a dose de reforço. A Oceania (5%) e a Ásia (4%) são as regiões onde menos se administrou a terceira dose, tirando a África, onde a aplicação do reforço tem sido insignificante.

Fonte: Site BBC Brasil

Bons ventos

É sempre positivo iniciar o ano contando notícias boas para facilitar a conjugação do verbo “Esperançar” como diria o grande Paulo Freire. Nos últimos dias de 2021, ventos bons sopraram do Oeste, mais precisamente do Chile. O país andino aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo e elegeu o candidato de esquerda Gabriel Boric, derrotando o oponente de extrema-direita, José Antonio Kast, saudoso da ditatura de Pinochet. Boric venceu com 55,9% dos votos (4,6 milhões de votos), contra 44,1% de Kast (3,6 milhões de votos).

Além de ser o presidente eleito mais jovem da história do Chile, aos 35 anos, Boric foi o presidente eleito com mais votos na história do país da América do Sul. Com 8,3 milhões de votos ao total, a participação dos chilenos no segundo turno das eleições presidenciais foi a maior da história desde a redemocratização do país, em 1988.

Neste vídeo do canal “A nova máquina do tempo” você poderá conhecer melhor o perfil do presidente eleito no Chile

DIREITOS IGUAIS

A outra notícia boa está relacionada ao direitos de união homoafetivas: O casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado pelo Congresso do Chile no dia 07 de dezembro. O texto passou primeiro pelo Senado e foi votado logo em seguida pela Câmara dos Deputados, seguindo para a sanção presidencial. Essa era uma demanda de longa data da comunidade LGBTQI+ do país e a lei que autoriza o casamento igualitário foi revisada pela Comissão de Constituição do Senado antes de ir à plenário.

A ministra de Desenvolvimento Social e da Família, Karla Rubilar, disse após a votação que com a aprovação será possível “avançar com os direitos para todos”. “Esta é uma daquelas oportunidades nas quais pensamos nas pessoas”, disse Rubilar. “A aprovação do casamento igualitário nos permite avançar com os direitos para todos. É um marco que mostra o melhor da política.” O projeto busca equalizar direitos e obrigações dos casamentos independentemente do sexo das pessoas que compõem a união.

Para isso, o conceito de casamento entre um homem e uma mulher muda de modo a ser aplicado sem distinção de sexo. Atualmente, o único instrumento legal para unir legalmente casais do mesmo sexo é o Acordo de União Civil, aprovado em 2015, que permite o acesso a quase todos os direitos estipulados pelo casamento, mas nega a possibilidade de adoção e direitos de filiação de filhos pelos casais do mesmo sexo.

“No Chile não somos reconhecidos como família; o casamento igualitário é uma reivindicação de anos”, disse Lorena Grez, que participou da entrega de 20 mil assinaturas a favor da aprovação do projeto.

O Chile se torna o nono país das Américas a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, depois dos seguintes países:

  • Canadá,
  • Estados Unidos,
  • Costa Rica,
  • Equador,
  • Colômbia,
  • Brasil,
  • Uruguai,
  • Argentina,
  • México (onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legal em 14 dos 32 estados).

Que esses bons ventos tragam excelentes energias para o Brasil, neste ano decisivo de 2022. 🇨🇱 🇧🇷

Fontes: Revista Exame, Portal G1 e canal “A nova máquina do Tempo – Youtube.

Resistência palestrina

Neste dia 02 de janeiro, a nação cruzeirense celebra mais um ano de existência de seu amado clube. Os últimos anos amargos contrastam com a trajetória vitoriosa da equipe celeste, que construiu ao longo de seus mais de 100 anos, uma história repleta de páginas heroicas e imortais. Para presentear a torcida estrelada e também todos os amantes do futebol brasileiro e mundial, o blog recomenda hoje o documentário “Em busca da história do Cruzeiro”. Dirigido por Gustavo Nolasco e André Amparo e produzido pelo Instituto Palestra Itália, o filme foi o grande vencedor do Cinefoot 2021, o maior festival de cinema de futebol das Américas. O documentário foi premiado como melhor filme da mostra competitiva internacional de longas-metragens por votação dos internautas. A película concorreu com produções de Espanha, Reino Unido, Chile, Argentina e México, além de outras três realizações brasileiras.

“Em Busca da História do Cruzeiro” é um mergulho nos acervos e memórias do Palestra Itália ao Cruzeiro Esporte Clube, fundado, em 1921, por operários, jogadores, torcedores e imigrantes italianos que queriam ter um time para chamar de seu. O filme também marca o primeiro centenário da instituição, celebrado em 2021.

Em seus primeiros anos, o Palestra Itália teve que lutar para superar preconceitos e ser aceito no meio do futebol brasileiro. Imagem – Acervo Cruzeiro

Torcedores, ídolos, ex-jogadores, cronistas e historiadores são os personagens que recontam, com revelações emocionantes e inéditas, a trajetória de superação de preconceitos e perseguições e as conquistas que transformaram o velho Palestra Itália no multicampeão Cruzeiro. A produção do filme contou com uma equipe de mais de 40 profissionais e colaboradores, gerando empregos diretos no setor do audiovisual e aportes para ações culturais do próprio Instituto Palestra Italia (Ipita).

Presidente do Instituto Palestra Itália, Lidson Potsch Magalhães celebrou a conquista do projeto, que foi realizado pelo IPITA, em parceria com o Instituto Vivas e viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura. “É uma alegria imensa para nós saber que um projeto como esse foi premiado no festival, que é o principal na América Latina. Essa premiação é resultado de um trabalho maravilhoso, feito com muita dedicação por toda a equipe. Foram muitos meses de trabalho, e em meio aos desafios de uma pandemia. Parabéns a todos os profissionais, aos competentíssimos diretores e também à torcida, que tem agora esse importante legado”, afirmou.

Você cruzeirense e todo amante de futebol não pode deixar de conferir essa obra que vai a fundo para explicar as origens do clube mineiro, que mesclou as identidades brasileiras e italianas de uma maneira extremamente especial. No documentário, entendemos como os imigrantes italianos humildes, em união com os mais abastados forjaram o Palestra, que sobreviveu, inclusive aos horrores da Segunda Guerra, para se perpetuar na história do esporte mundial.

Fonte: soubh.uai.com.br

Um ano novo, várias formas de celebrar

Está chegando a hora de fechar mais um ano e receber um outro novinho em folha. O que você costuma fazer nesse momento especial? No vasto universo hispânico, existem várias formas de celebrar La Nochevieja. As tradições e simpatias são as mais diversas possíveis: desde lavar as mãos com champanhe até queimar bonecos com roupas velhas nas praças.

Confira no vídeo a seguir, como é comemorado o Ano Novo na Venezuela, Peru, México e Espanha. E se inspire para o Réveillon. 🍷🍇

Fonte: Canal Espanhol Dinâmico

Inspiração

Todo fim de ano é de praxe fazermos aquela já conhecida retrospectiva. O ano de 2021 foi marcado pela continuidade da pandemia e por muitas tragédias a níveis pessoais e sociais. Mas nem só de notícia ruim vive o mundo, especialmente o mundo das artes e cultura. Muitos artistas seguiram se renovando e lançando seus trabalhos para amenizar um pouco nosso sofrimento em meio a esse mundo tão caótico. O tão aguardado filme Marighella, do estreante diretor Wagner Moura, por exemplo, finalmente foi lançado no Brasil; E a querida colombiana Skakira inovou mais uma vez lançando um single com uma batida eletrônica: Depois de 30 anos de carreira, a cantora decidiu encarar esse estilo diferente com “Don’t Wait Up”.

“Eu queria, faz tempo, fazer uma canção assim, eletrônica, com um som diferente. Mas também com uma certa nostalgia dos 90. Eu me sinto muito inspirada, com muitas ideias e muitos desejos de fazer coisas novas, de experimentar um pouco”, conta ao programa Fantástico da TV Globo.

A música nova atingiu, desde seu lançamento, números impressionantes de download nas plataformas de áudio, sendo que a coreografia do videoclipe também é um sucesso, viralizando nas redes sociais. A pegada da música é realmente muito gostosa e nos faz querer dançar automaticamente. Através desse lançamento, Skakira demostrou que é sempre possível e inovar e fazer algo diferente, mesmo que você já esteja em alguma carreira há muito tempo. A cantora, aliás é uma fonte de inspiração: além de buscar sempre novidades na questão musical, ela é poliglota e busca se desafiar em áreas diferentes da vida, nos últimos tempos, por exemplo, aprendeu a andar de skate e está encantando os fãs com suas postagens praticando o esporte.

Confira no vídeo abaixo a entrevista que ela concedeu ao Fantástico comentando sobre como é se propor novos desafios após os 40 anos e se inspire com essa grande artista:

Fonte: Portal G1

Sô Madrugada

Uma notícia agitou os fãs do Chaves que vivem em BH e região. No último final de semana, o bar e restaurante temático Sô Madruga abriu as portas ao público. O local reproduz a conhecida vila do seriado mexicano e conta com vários detalhes. A novidade já bombou na internet e promete trazer memórias nostálgicas aos fãs do ‘Chavinho’.

perfil do bar no Instagram já conta com mais de 12 mil seguidores. Nos stories, pessoas que compareceram à pré-inauguração, elogiaram os detalhes do cenário, que reproduz a ‘Vila do Chaves’. 

‘Isso, isso, isso!’

Quem é que não lembra das falas icônicas do querido Chaves, não é mesmo? O seriado fez rir e fez chorar e, após tantos anos, ainda é relembrado com carinho por públicos de todas as idades. Para caracterizar a Vila mexicana com o gostinho da infância, os idealizadores do projeto apostam nos próprios personagens da série. Além do famoso sanduíche de presunto e outros petiscos que remetem ao programa de televisão, personagens especiais, como a Chiquinha, já foram confirmados no ‘Sô Madruga’.

O que tem no cardápio?

Assim como toda a ambientação, o cardápio do ‘Sô Madruga’ é personalizado de acordo com a série e seus personagens. Um exemplo é a linguiça caseira, que o bar nomeou ‘Professor Linguiça’, em homenagem ao Professor Girafales.

Já para quem gosta de toucinho, o prato ideal é o ‘Pança do Seu Barriga’. E tem até mesmo as ‘almôndegas do Nhonho’, prato tradicional que agrada muitos paladares. No Instagram, o perfil oficial do bar e restaurante anunciou que serve “comida de boteco”, com drinks e cerveja gelada para acompanhar.

Além dos pratos, decoração temática e a presença dos personagens, o Sô Madruga disponibiliza música ao vivo e um salão de jogos para divertir todos os públicos em uma experiência que, após tantos anos, é considerada especial.

Para fazer a sua reserva, ligue (31) 99067-8571. O Sô Madruga fica na avenida Fleming, número 211, e funciona das 11h à 01h.

Quem também já tá com vontade de ir só de ler? 😀

Fonte: Portal BHAZ

Brasil é país com menor rejeição à vacina, contra a Covid, na América Latina

O Brasil é o país com o menor percentual de população que declara não querer tomar a vacina contra covid-19 na América Latina. É o que concluiu uma pesquisa feita em parceria pelo Banco Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a partir de ligações telefônicas periódicas a domicílios de 24 países da América Latina. Os dados da segunda fase do levantamento foram apresentados na segunda-feira (29/11) em Washington.

Segundo o estudo, enquanto a taxa média de hesitação vacinal na América Latina está em torno de 8%, no Brasil, ela é menos do que a metade, cerca de 3%. De outro lado, enquanto na média, 51% dos latino-americanos já estão imunizados contra a covid-19, no Brasil, o percentual ultrapassa os 80%.

Os dados indicam que as repetidas declarações do presidente Jair Bolsonaro que lançam dúvidas sobre a segurança e a eficácia da imunização não encontraram aderência na população brasileira, mesmo entre seus apoiadores.

Bolsonaro é o único líder do G-20 a afirmar não ter se vacinado. O presidente já afirmou, sem qualquer evidência científica, que quem tomasse vacina contra a Covid poderia “virar jacaré”, associou os imunizantes a desenvolvimento da AIDS e sugeriu que a Coronavac, produzida pelo Butantan em parceria com a China, causava “morte, invalidez, anomalia”.

Há um ano, ele postou em seu Twitter uma foto em que abraçava um cachorro, com a seguinte legenda: “vacina obrigatória só aqui no Faísca”.

O relatório final da CPI da Covid atribui ao governo federal atraso no início do programa vacinal brasileiro, que só começou meses depois de EUA e Europa. O presidente sempre negou ter sido responsável por qualquer atraso na vacinação.

Apesar disso, atualmente o Brasil já supera os americanos e alguns países europeus em cobertura vacinal, graças a forte adesão da população.

Especialistas em saúde pública atribuem o fenômeno à cultura de imunização alimentada por anos em campanhas massivas de vacinação promovidas pelo Sistema Único de Saúde – e em que a figura central era o Zé Gotinha.

Além disso, o fato de o programa de transferência de renda Bolsa Família e as escolas e creches públicas requererem a vacinação para garantir o benefício e as vagas também geram engajamento da população.

Para os estudiosos, no entanto, é preciso estar atento aos possíveis efeitos de longo-prazo de declarações de autoridades contra vacinas. A cobertura vacinal no Brasil vem registrando queda desde 2011 e uma das causas pode ser justamente a hesitação vacinal.

De acordo com o estudo do Banco Mundial, áreas rurais e pobres são hoje as mais afetadas por sentimentos antivacina na América Latina. “Entre os não vacinados, mais da metade afirma que sua indisposição deriva da falta de confiança e uma preocupação com a eficácia da vacina. A hesitação vacinal é particularmente alta entre as famílias rurais e indivíduos com níveis de escolaridade mais baixos. A população do Caribe apresenta os níveis mais altos de hesitação vacinal”, afirmam os pesquisadores no relatório.

O Haiti é o país com a menor taxa de vacinação contra o novo coronavírus (menos de 1%) e com a maior proporção de pessoas que dizem se recusar a tomar o imunizante (quase 60%). O Haiti também foi a última nação das Américas a receber doses para iniciar a campanha de imunização, que segue a passos lentos. Atrás dos haitianos, habitantes de Jamaica e Santa Lúcia são os que mais recusam vacina, com 50% e 43%, respectivamente.

Saúde melhorou, educação nem tanto

O relatório aponta ainda que o acesso à saúde no continente melhorou e já retornou a níveis pré-pandêmicos. Enquanto 48% da população latina, em média, buscou atendimento médico emergencial há pouco tempo, percentual semelhante (47%) afirmou ter ido ao médico recentemente por razões preventivas, o que, segundo os autores do estudo, revela que os serviços públicos e privados de saúde já não estão mais sobrecarregados pela pandemia como aconteceu no pico da contaminação na região.

O mesmo, no entanto, não aconteceu em relação ao acesso à educação. Mais de um ano após o início da pandemia, apenas 23% das crianças em idade escolar na região frequentavam aulas presenciais. No Brasil, o percentual ficou em torno de 40%. A qualidade da educação oferecida à distância e a falta de conexão à internet segura e de qualidade de parte da população geram preocupação sobre o futuro de crianças e adolescentes.

“Menor envolvimento em atividades de aprendizagem e baixo comparecimento face a face representam riscos significativos para os resultados de aprendizagem das crianças e para a acumulação de capital humano. Estimativas recentes revelam que os alunos na região perderam entre 12 e 18 meses de escolaridade. Aqueles de baixo nível socioeconômico foram particularmente afetados, o que sugere efeitos negativos duradouros sobre a mobilidade social e a desigualdade”, diz o relatório da pesquisa.

*Com informações de BBC News Brasil

A História que não é oficial

A História é contada sempre pelo lado dos “vencedores”. Deve ser por isso então que quando estudamos na escola, sobre a chegada de Cristóvão Colombo aqui nas Américas, aprendemos que ele se deparou com um continente ocupado de maneira irregular e habitado por povos pouco civilizados em sua maioria. Essa versão dos fatos, porém, está sendo cada vez mais contestada; muitos estudiosos, como historiadores e arqueólogos, estão descobrindo que a vida em nosso continente não era bem assim como foi retratada nos registros dos conquistadores europeus.

Nesse vídeo, produzido pela BBC Brasil, podemos ver como as recentes descobertas revelam que as sociedades pré-colombianas eram muito mais desenvolvidas e complexas do que costuma estar presente no inconsciente coletivo. A população do continente americano era bem próxima da que havia na Europa no mesmo período, por exemplo. E alguns povos utilizavam técnicas de engenharia mais avançadas em relação àquelas que eram conhecidas no Velho Continente. Em tempos de alerta sobre as mudanças climáticas, que são a maior ameaça da humanidade no século 21, os povos pré-hispânicos tem muito a nos ensinar também sobre sustentabilidade.

Click no link abaixo para se surpreender com a complexidade das sociedades formadas pelos povos originários:

Fonte: Youtube

Obra da grande artista mexicana Frida Kahlo é cada vez mais reconhecida e valorizada

Frida Kahlo é atualmente um dos rostos mais conhecidos da cultural ocidental. Sua vida e obra representam a luta e a angústia de ser mulher numa sociedade ainda predominantemente masculina. A vida pessoal de Frida, por si só, foi marcada por conquistas esuperações, desde uma grave doença adquirida na infância, um trágico acidente na adolescência e anos mais tarde, um casamento perturbador. Em sua obra, ela retratava seus dramas pessoais sobre os quais seus admiradores refletem até hoje. O trabalho dessa grande artista está cada vez mais sendo reconhecido e valorizado. Prova disso é que um dos últimos autorretratos feitos pela pintora mexicana bateu na terça-feira, dia 16, o recorde de preço para obras de um artista latino-americano em leilão. O autorretrato Diego e eu, de 1949, foi a estrela da venda na casa Sotheby’s, em Nova York, como parte da temporada do outono boreal no mercado da arte.

Com um preço inicial de 30 milhões de dólares (165 milhões de reais), a tela, que mostra a autora de frente, com a figura de Diego Rivera inserida em sua testa como uma presença inquietante, acabou sendo arrematada por 34,9 milhões (191,9 milhões de reais), um preço que desbanca o próprio Rivera, marido dela, do topo do pódio como artista plástico latino-americano mais valorizado (10 milhões de dólares em 2018 por seu quadro Os rivais).

Antes desta Evening Sale (“Venda Noturna”, como a Sotheby’s chamou o leilão de terça), o autorretrato de Kahlo já havia superado outro recorde numa disputa prévia, em setembro passado, com um preço de 26 milhões de dólares. Diego e eu havia ido a leilão pela última vez em 1990, também pela Sotheby’s, quando foi vendida por 1,4 milhão de dólares. O preço mais alto pago anteriormente por uma obra de Kahlo foram os oito milhões de dólares da tela Dois nus no bosque, de 1939, vendido há cinco anos. Por isso a centenária casa de leilões comemorou o resultado do leilão desta terça e a valorização financeira da obra de Kahlo, “que eclipsa o recorde de uma obra de arte latino-americana, anteriormente em poder de seu marido Diego Rivera, e bate seu próprio recorde em mais de quatro vezes”.

O quadro, de pequenas dimensões, simboliza a tortuosa relação entre os dois artistas e, sobretudo, a contínua presença do muralista na vida e na estética de Kahlo, com a figura de Rivera, que por sua vez exibe um terceiro olho na testa, fiscalizando a visão – e a vida – de sua esposa. Pintada meia década antes da morte de Kahlo e considerada o último de seus numerosos autorretratos, a obra foi criada durante um dos períodos mais conturbados da autora, devido à dor física que sofria como resultado de múltiplas cirurgias.

“Pintado no mesmo ano em que seu amado Diego embarcou em um romance com sua amiga María Félix, este poderoso quadro é a articulação pictórica de sua angústia e dor. O resultado [do leilão] poderia ser definido como a máxima vingança, mas na verdade é a máxima validação do extraordinário talento e do atrativo global de Kahlo. Diego e eu é muito mais que um retrato belamente pintado. É um resumo pintado de toda a paixão e a dor de Kahlo, um tour de force do bruto poder emotivo da artista no auge da sua capacidade criadora”, comentou Anna di Stasi, diretora de Arte Latino-Americana da Sotheby’s.

*Com informações de El Pais – Brasil

Homenagem a la reina

Ela que desde os 12 anos compunha canções que nos ensinavam a superar as perdas e seguir em frente, nos deixou, na última semana, sem saber como nos acostumar com sua ausência. O blog não poderia deixar de homenagear a rainha da sofrência, Marília Mendonça, que cruzou as fronteiras do Brasil levando seu carisma e talento por onde passou. No link abaixo, você poderá curtir um vídeo curto dela cantando em espanhol a música “Yo no sé mañana”, do nicaraguense Luis Henrique.

Repare como sua voz é linda em qualquer idioma 🌹

Fonte: Youtube

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