Resistência palestrina

Neste dia 02 de janeiro, a nação cruzeirense celebra mais um ano de existência de seu amado clube. Os últimos anos amargos contrastam com a trajetória vitoriosa da equipe celeste, que construiu ao longo de seus mais de 100 anos, uma história repleta de páginas heroicas e imortais. Para presentear a torcida estrelada e também todos os amantes do futebol brasileiro e mundial, o blog recomenda hoje o documentário “Em busca da história do Cruzeiro”. Dirigido por Gustavo Nolasco e André Amparo e produzido pelo Instituto Palestra Itália, o filme foi o grande vencedor do Cinefoot 2021, o maior festival de cinema de futebol das Américas. O documentário foi premiado como melhor filme da mostra competitiva internacional de longas-metragens por votação dos internautas. A película concorreu com produções de Espanha, Reino Unido, Chile, Argentina e México, além de outras três realizações brasileiras.

“Em Busca da História do Cruzeiro” é um mergulho nos acervos e memórias do Palestra Itália ao Cruzeiro Esporte Clube, fundado, em 1921, por operários, jogadores, torcedores e imigrantes italianos que queriam ter um time para chamar de seu. O filme também marca o primeiro centenário da instituição, celebrado em 2021.

Em seus primeiros anos, o Palestra Itália teve que lutar para superar preconceitos e ser aceito no meio do futebol brasileiro. Imagem – Acervo Cruzeiro

Torcedores, ídolos, ex-jogadores, cronistas e historiadores são os personagens que recontam, com revelações emocionantes e inéditas, a trajetória de superação de preconceitos e perseguições e as conquistas que transformaram o velho Palestra Itália no multicampeão Cruzeiro. A produção do filme contou com uma equipe de mais de 40 profissionais e colaboradores, gerando empregos diretos no setor do audiovisual e aportes para ações culturais do próprio Instituto Palestra Italia (Ipita).

Presidente do Instituto Palestra Itália, Lidson Potsch Magalhães celebrou a conquista do projeto, que foi realizado pelo IPITA, em parceria com o Instituto Vivas e viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura. “É uma alegria imensa para nós saber que um projeto como esse foi premiado no festival, que é o principal na América Latina. Essa premiação é resultado de um trabalho maravilhoso, feito com muita dedicação por toda a equipe. Foram muitos meses de trabalho, e em meio aos desafios de uma pandemia. Parabéns a todos os profissionais, aos competentíssimos diretores e também à torcida, que tem agora esse importante legado”, afirmou.

Você cruzeirense e todo amante de futebol não pode deixar de conferir essa obra que vai a fundo para explicar as origens do clube mineiro, que mesclou as identidades brasileiras e italianas de uma maneira extremamente especial. No documentário, entendemos como os imigrantes italianos humildes, em união com os mais abastados forjaram o Palestra, que sobreviveu, inclusive aos horrores da Segunda Guerra, para se perpetuar na história do esporte mundial.

Fonte: soubh.uai.com.br

Um ano novo, várias formas de celebrar

Está chegando a hora de fechar mais um ano e receber um outro novinho em folha. O que você costuma fazer nesse momento especial? No vasto universo hispânico, existem várias formas de celebrar La Nochevieja. As tradições e simpatias são as mais diversas possíveis: desde lavar as mãos com champanhe até queimar bonecos com roupas velhas nas praças.

Confira no vídeo a seguir, como é comemorado o Ano Novo na Venezuela, Peru, México e Espanha. E se inspire para o Réveillon. 🍷🍇

Fonte: Canal Espanhol Dinâmico

Inspiração

Todo fim de ano é de praxe fazermos aquela já conhecida retrospectiva. O ano de 2021 foi marcado pela continuidade da pandemia e por muitas tragédias a níveis pessoais e sociais. Mas nem só de notícia ruim vive o mundo, especialmente o mundo das artes e cultura. Muitos artistas seguiram se renovando e lançando seus trabalhos para amenizar um pouco nosso sofrimento em meio a esse mundo tão caótico. O tão aguardado filme Marighella, do estreante diretor Wagner Moura, por exemplo, finalmente foi lançado no Brasil; E a querida colombiana Skakira inovou mais uma vez lançando um single com uma batida eletrônica: Depois de 30 anos de carreira, a cantora decidiu encarar esse estilo diferente com “Don’t Wait Up”.

“Eu queria, faz tempo, fazer uma canção assim, eletrônica, com um som diferente. Mas também com uma certa nostalgia dos 90. Eu me sinto muito inspirada, com muitas ideias e muitos desejos de fazer coisas novas, de experimentar um pouco”, conta ao programa Fantástico da TV Globo.

A música nova atingiu, desde seu lançamento, números impressionantes de download nas plataformas de áudio, sendo que a coreografia do videoclipe também é um sucesso, viralizando nas redes sociais. A pegada da música é realmente muito gostosa e nos faz querer dançar automaticamente. Através desse lançamento, Skakira demostrou que é sempre possível e inovar e fazer algo diferente, mesmo que você já esteja em alguma carreira há muito tempo. A cantora, aliás é uma fonte de inspiração: além de buscar sempre novidades na questão musical, ela é poliglota e busca se desafiar em áreas diferentes da vida, nos últimos tempos, por exemplo, aprendeu a andar de skate e está encantando os fãs com suas postagens praticando o esporte.

Confira no vídeo abaixo a entrevista que ela concedeu ao Fantástico comentando sobre como é se propor novos desafios após os 40 anos e se inspire com essa grande artista:

Fonte: Portal G1

Sô Madrugada

Uma notícia agitou os fãs do Chaves que vivem em BH e região. No último final de semana, o bar e restaurante temático Sô Madruga abriu as portas ao público. O local reproduz a conhecida vila do seriado mexicano e conta com vários detalhes. A novidade já bombou na internet e promete trazer memórias nostálgicas aos fãs do ‘Chavinho’.

perfil do bar no Instagram já conta com mais de 12 mil seguidores. Nos stories, pessoas que compareceram à pré-inauguração, elogiaram os detalhes do cenário, que reproduz a ‘Vila do Chaves’. 

‘Isso, isso, isso!’

Quem é que não lembra das falas icônicas do querido Chaves, não é mesmo? O seriado fez rir e fez chorar e, após tantos anos, ainda é relembrado com carinho por públicos de todas as idades. Para caracterizar a Vila mexicana com o gostinho da infância, os idealizadores do projeto apostam nos próprios personagens da série. Além do famoso sanduíche de presunto e outros petiscos que remetem ao programa de televisão, personagens especiais, como a Chiquinha, já foram confirmados no ‘Sô Madruga’.

O que tem no cardápio?

Assim como toda a ambientação, o cardápio do ‘Sô Madruga’ é personalizado de acordo com a série e seus personagens. Um exemplo é a linguiça caseira, que o bar nomeou ‘Professor Linguiça’, em homenagem ao Professor Girafales.

Já para quem gosta de toucinho, o prato ideal é o ‘Pança do Seu Barriga’. E tem até mesmo as ‘almôndegas do Nhonho’, prato tradicional que agrada muitos paladares. No Instagram, o perfil oficial do bar e restaurante anunciou que serve “comida de boteco”, com drinks e cerveja gelada para acompanhar.

Além dos pratos, decoração temática e a presença dos personagens, o Sô Madruga disponibiliza música ao vivo e um salão de jogos para divertir todos os públicos em uma experiência que, após tantos anos, é considerada especial.

Para fazer a sua reserva, ligue (31) 99067-8571. O Sô Madruga fica na avenida Fleming, número 211, e funciona das 11h à 01h.

Quem também já tá com vontade de ir só de ler? 😀

Fonte: Portal BHAZ

Brasil é país com menor rejeição à vacina, contra a Covid, na América Latina

O Brasil é o país com o menor percentual de população que declara não querer tomar a vacina contra covid-19 na América Latina. É o que concluiu uma pesquisa feita em parceria pelo Banco Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a partir de ligações telefônicas periódicas a domicílios de 24 países da América Latina. Os dados da segunda fase do levantamento foram apresentados na segunda-feira (29/11) em Washington.

Segundo o estudo, enquanto a taxa média de hesitação vacinal na América Latina está em torno de 8%, no Brasil, ela é menos do que a metade, cerca de 3%. De outro lado, enquanto na média, 51% dos latino-americanos já estão imunizados contra a covid-19, no Brasil, o percentual ultrapassa os 80%.

Os dados indicam que as repetidas declarações do presidente Jair Bolsonaro que lançam dúvidas sobre a segurança e a eficácia da imunização não encontraram aderência na população brasileira, mesmo entre seus apoiadores.

Bolsonaro é o único líder do G-20 a afirmar não ter se vacinado. O presidente já afirmou, sem qualquer evidência científica, que quem tomasse vacina contra a Covid poderia “virar jacaré”, associou os imunizantes a desenvolvimento da AIDS e sugeriu que a Coronavac, produzida pelo Butantan em parceria com a China, causava “morte, invalidez, anomalia”.

Há um ano, ele postou em seu Twitter uma foto em que abraçava um cachorro, com a seguinte legenda: “vacina obrigatória só aqui no Faísca”.

O relatório final da CPI da Covid atribui ao governo federal atraso no início do programa vacinal brasileiro, que só começou meses depois de EUA e Europa. O presidente sempre negou ter sido responsável por qualquer atraso na vacinação.

Apesar disso, atualmente o Brasil já supera os americanos e alguns países europeus em cobertura vacinal, graças a forte adesão da população.

Especialistas em saúde pública atribuem o fenômeno à cultura de imunização alimentada por anos em campanhas massivas de vacinação promovidas pelo Sistema Único de Saúde – e em que a figura central era o Zé Gotinha.

Além disso, o fato de o programa de transferência de renda Bolsa Família e as escolas e creches públicas requererem a vacinação para garantir o benefício e as vagas também geram engajamento da população.

Para os estudiosos, no entanto, é preciso estar atento aos possíveis efeitos de longo-prazo de declarações de autoridades contra vacinas. A cobertura vacinal no Brasil vem registrando queda desde 2011 e uma das causas pode ser justamente a hesitação vacinal.

De acordo com o estudo do Banco Mundial, áreas rurais e pobres são hoje as mais afetadas por sentimentos antivacina na América Latina. “Entre os não vacinados, mais da metade afirma que sua indisposição deriva da falta de confiança e uma preocupação com a eficácia da vacina. A hesitação vacinal é particularmente alta entre as famílias rurais e indivíduos com níveis de escolaridade mais baixos. A população do Caribe apresenta os níveis mais altos de hesitação vacinal”, afirmam os pesquisadores no relatório.

O Haiti é o país com a menor taxa de vacinação contra o novo coronavírus (menos de 1%) e com a maior proporção de pessoas que dizem se recusar a tomar o imunizante (quase 60%). O Haiti também foi a última nação das Américas a receber doses para iniciar a campanha de imunização, que segue a passos lentos. Atrás dos haitianos, habitantes de Jamaica e Santa Lúcia são os que mais recusam vacina, com 50% e 43%, respectivamente.

Saúde melhorou, educação nem tanto

O relatório aponta ainda que o acesso à saúde no continente melhorou e já retornou a níveis pré-pandêmicos. Enquanto 48% da população latina, em média, buscou atendimento médico emergencial há pouco tempo, percentual semelhante (47%) afirmou ter ido ao médico recentemente por razões preventivas, o que, segundo os autores do estudo, revela que os serviços públicos e privados de saúde já não estão mais sobrecarregados pela pandemia como aconteceu no pico da contaminação na região.

O mesmo, no entanto, não aconteceu em relação ao acesso à educação. Mais de um ano após o início da pandemia, apenas 23% das crianças em idade escolar na região frequentavam aulas presenciais. No Brasil, o percentual ficou em torno de 40%. A qualidade da educação oferecida à distância e a falta de conexão à internet segura e de qualidade de parte da população geram preocupação sobre o futuro de crianças e adolescentes.

“Menor envolvimento em atividades de aprendizagem e baixo comparecimento face a face representam riscos significativos para os resultados de aprendizagem das crianças e para a acumulação de capital humano. Estimativas recentes revelam que os alunos na região perderam entre 12 e 18 meses de escolaridade. Aqueles de baixo nível socioeconômico foram particularmente afetados, o que sugere efeitos negativos duradouros sobre a mobilidade social e a desigualdade”, diz o relatório da pesquisa.

*Com informações de BBC News Brasil

A História que não é oficial

A História é contada sempre pelo lado dos “vencedores”. Deve ser por isso então que quando estudamos na escola, sobre a chegada de Cristóvão Colombo aqui nas Américas, aprendemos que ele se deparou com um continente ocupado de maneira irregular e habitado por povos pouco civilizados em sua maioria. Essa versão dos fatos, porém, está sendo cada vez mais contestada; muitos estudiosos, como historiadores e arqueólogos, estão descobrindo que a vida em nosso continente não era bem assim como foi retratada nos registros dos conquistadores europeus.

Nesse vídeo, produzido pela BBC Brasil, podemos ver como as recentes descobertas revelam que as sociedades pré-colombianas eram muito mais desenvolvidas e complexas do que costuma estar presente no inconsciente coletivo. A população do continente americano era bem próxima da que havia na Europa no mesmo período, por exemplo. E alguns povos utilizavam técnicas de engenharia mais avançadas em relação àquelas que eram conhecidas no Velho Continente. Em tempos de alerta sobre as mudanças climáticas, que são a maior ameaça da humanidade no século 21, os povos pré-hispânicos tem muito a nos ensinar também sobre sustentabilidade.

Click no link abaixo para se surpreender com a complexidade das sociedades formadas pelos povos originários:

Fonte: Youtube

Obra da grande artista mexicana Frida Kahlo é cada vez mais reconhecida e valorizada

Frida Kahlo é atualmente um dos rostos mais conhecidos da cultural ocidental. Sua vida e obra representam a luta e a angústia de ser mulher numa sociedade ainda predominantemente masculina. A vida pessoal de Frida, por si só, foi marcada por conquistas esuperações, desde uma grave doença adquirida na infância, um trágico acidente na adolescência e anos mais tarde, um casamento perturbador. Em sua obra, ela retratava seus dramas pessoais sobre os quais seus admiradores refletem até hoje. O trabalho dessa grande artista está cada vez mais sendo reconhecido e valorizado. Prova disso é que um dos últimos autorretratos feitos pela pintora mexicana bateu na terça-feira, dia 16, o recorde de preço para obras de um artista latino-americano em leilão. O autorretrato Diego e eu, de 1949, foi a estrela da venda na casa Sotheby’s, em Nova York, como parte da temporada do outono boreal no mercado da arte.

Com um preço inicial de 30 milhões de dólares (165 milhões de reais), a tela, que mostra a autora de frente, com a figura de Diego Rivera inserida em sua testa como uma presença inquietante, acabou sendo arrematada por 34,9 milhões (191,9 milhões de reais), um preço que desbanca o próprio Rivera, marido dela, do topo do pódio como artista plástico latino-americano mais valorizado (10 milhões de dólares em 2018 por seu quadro Os rivais).

Antes desta Evening Sale (“Venda Noturna”, como a Sotheby’s chamou o leilão de terça), o autorretrato de Kahlo já havia superado outro recorde numa disputa prévia, em setembro passado, com um preço de 26 milhões de dólares. Diego e eu havia ido a leilão pela última vez em 1990, também pela Sotheby’s, quando foi vendida por 1,4 milhão de dólares. O preço mais alto pago anteriormente por uma obra de Kahlo foram os oito milhões de dólares da tela Dois nus no bosque, de 1939, vendido há cinco anos. Por isso a centenária casa de leilões comemorou o resultado do leilão desta terça e a valorização financeira da obra de Kahlo, “que eclipsa o recorde de uma obra de arte latino-americana, anteriormente em poder de seu marido Diego Rivera, e bate seu próprio recorde em mais de quatro vezes”.

O quadro, de pequenas dimensões, simboliza a tortuosa relação entre os dois artistas e, sobretudo, a contínua presença do muralista na vida e na estética de Kahlo, com a figura de Rivera, que por sua vez exibe um terceiro olho na testa, fiscalizando a visão – e a vida – de sua esposa. Pintada meia década antes da morte de Kahlo e considerada o último de seus numerosos autorretratos, a obra foi criada durante um dos períodos mais conturbados da autora, devido à dor física que sofria como resultado de múltiplas cirurgias.

“Pintado no mesmo ano em que seu amado Diego embarcou em um romance com sua amiga María Félix, este poderoso quadro é a articulação pictórica de sua angústia e dor. O resultado [do leilão] poderia ser definido como a máxima vingança, mas na verdade é a máxima validação do extraordinário talento e do atrativo global de Kahlo. Diego e eu é muito mais que um retrato belamente pintado. É um resumo pintado de toda a paixão e a dor de Kahlo, um tour de force do bruto poder emotivo da artista no auge da sua capacidade criadora”, comentou Anna di Stasi, diretora de Arte Latino-Americana da Sotheby’s.

*Com informações de El Pais – Brasil

Homenagem a la reina

Ela que desde os 12 anos compunha canções que nos ensinavam a superar as perdas e seguir em frente, nos deixou, na última semana, sem saber como nos acostumar com sua ausência. O blog não poderia deixar de homenagear a rainha da sofrência, Marília Mendonça, que cruzou as fronteiras do Brasil levando seu carisma e talento por onde passou. No link abaixo, você poderá curtir um vídeo curto dela cantando em espanhol a música “Yo no sé mañana”, do nicaraguense Luis Henrique.

Repare como sua voz é linda em qualquer idioma 🌹

Fonte: Youtube

A engenhosa técnica utilizada pelos maias para utilizar um bem vital

Na antiga cidade maia de Tikal, na Guatemala, os visitantes se veem cercados por íngremes pirâmides de calcário quase tão altas quanto a catedral de Notre Dame, em Paris, enquanto gritos de macacos bugios e tucanos emanam da floresta tropical ao fundo.

Construídas sem a ajuda de animais de carga, ferramentas de metal ou a roda, essas grandiosas construções de pedra serviram como sedes de poder para os reis e sacerdotes que governavam uma das cidades-estado mais influentes do reino maia, que abrangia a Península de Yucatán, no México, Guatemala, Belize, partes de Honduras e El Salvador.

Tikal era o centro econômico e cerimonial de uma civilização que, à luz dos recentes mapeamentos aéreos a laser que revelaram mais de 60 mil estruturas escondidas por séculos em meio à selva, pode ter abrigado de 10 a 15 milhões de habitantes no total. Na presença dos enormes palácios e templos de pedra de Tikal, cada um posicionado levando em conta a movimentação diária do Sol no céu, a proeza dos maias como arquitetos e astrônomos se avoluma.

Mas os maias nunca teriam previsto eclipses com precisão e esses monumentos nunca teriam sido erguidos em direção ao céu sem o domínio de algo muito mais elementar para a sobrevivência em Tikal: a água.

Sem rios ou lagos por perto, os maias tiveram que criar uma rede de enormes reservatórios para coletar e armazenar água da chuva suficiente durante a estação chuvosa para abastecer sua considerável população — as estimativas variam de 40 mil a 240 mil pessoas no apogeu da cidade no século 8 — durante os quatro a seis meses de estação de seca.

Esses reservatórios propiciaram mais de 1.000 anos de presença maia em Tikal, de aproximadamente 600 a.C. até seu centro urbano ser abandonado pela classe dominante por volta de 900 d.C. No ano passado, arqueólogos descobriram por meio de técnicas científicas modernas uma nova proeza dos feitos hidrológicos dos maias. Amostras de sedimentos retiradas dos reservatórios de Tikal revelaram que os maias criaram o mais antigo sistema de filtragem de água conhecido no hemisfério ocidental.

O sistema de purificação de água dos maias era tão avançado que um de seus principais materiais, a zeólita, ainda é amplamente utilizado nos filtros de água de hoje.

As zeólitas são um tipo de mineral vulcânico composto principalmente de alumínio, silício e oxigênio que se forma quando a cinza vulcânica reage com a água subterrânea alcalina. Elas se apresentam em muitas formas e possuem propriedades físicas e químicas únicas que permitem filtrar contaminantes — desde metais pesados ​​a micróbios minúsculos.

Os grãos individuais de zeólitas têm uma estrutura porosa, o que faz deles excelentes filtros físicos, e também são carregados negativamente, o que significa que outros elementos se ligam prontamente a eles.

A civilização maia chama atenção pela sua arquitetura e astronomia surpreendentes – Foto: Samantha Haebich – GETTY IMAGES

Isso quer dizer que quando a água passa pelas zeólitas, as partículas suspensas podem ficar física ou quimicamente presas aos grãos de zeólitas enquanto a água continua fluindo pelas aberturas. Embora os arqueólogos só tenham encontrado zeólitas em um dos reservatórios de Tikal, agora conhecido como Corriental, fragmentos de vasos de argila encontrados ali sugerem que a água purificada de era usada especificamente para beber.

Os pesquisadores por trás da descoberta dizem que o uso maia das zeólitas é o mais antigo uso conhecido do mineral para purificação de água no mundo, antes de aparecer novamente em um sistema de filtragem de areia desenvolvido pelo cientista britânico Robert Bacon em 1627 — cerca de 1,8 mil anos depois.

O sistema de filtragem de água por zeólitas dos maias, que os acadêmicos acreditam ter sido construído por volta de 164 a.C., é anterior a um filtro de pano conhecido como “luva de Hipócrates”, que foi desenvolvido na Grécia antiga por volta de 500 a.C., mas o método dos maias teria sido muito mais eficaz na remoção de contaminantes invisíveis, como bactérias ou chumbo.

“Sou um nativo americano e sempre me incomodou que os arqueólogos e antropólogos tradicionalmente presumissem que os povos indígenas das Américas não desenvolveram o músculo tecnológico que foi encontrado em outras partes do mundo antigo, em lugares como Grécia, Egito, Índia ou China”, diz Kenneth Tankersley, geólogo arqueológico da Universidade de Cincinnati, nos EUA, e principal autor do estudo que documenta o uso de zeólitas pelos maias.

“Este sistema propiciou aos maias água potável segura por mais de 1.000 anos, e outros sistemas de filtração conhecidos daquela época eram primitivos em comparação a ele — o método de filtração grego antigo era apenas sacos de pano.”

Tikal está localizada onde hoje é o norte da Guatemala, e nesta parte do mundo há apenas duas estações: uma muito úmida, e outra muito seca. Para tornar as coisas ainda mais desafiadoras, as chuvas torrenciais da estação chuvosa escoam rapidamente porque, à medida que a água da chuva se infiltra pela fina camada superficial do solo, torna-se ácida o suficiente para dissolver o calcário rico em cálcio que compõe a base rochosa da região.

Isso cria o que os geólogos chamam de paisagem cárstica, repleta de buracos e cavernas onde o lençol freático fica a cerca de 200 m abaixo da superfície, bem fora do alcance dos maias. Sem fontes de água doce por perto para usar, os moradores dessa metrópole da América Central tiveram que inventar maneiras de fazer a água durar quando chegasse na estação chuvosa. É aí que entram em cena os reservatórios — e como Tikal está localizada em torno de uma colina, os maias foram capazes de utilizar habilmente as encostas para canalizar água para esses reservatórios.

Até mesmo a grande praça central, que fica entre os Templos 1 e 2 e é ladeada pela acrópole principal, é pavimentada com pedras enormes que foram colocadas na inclinação certa para drenar a água em canais que desaguam nos reservatórios do Templo e do Palácio próximos.

Os visitantes modernos de Tikal precisarão fazer um esforço extra para localizar os reservatórios, que se apresentam hoje principalmente como depressões no solo, mas algumas das barragens e bermas de barro usadas para reter as vastas quantidades de água que outrora matavam a sede da cidade ainda são evidentes para o observador informado.

Lar de até 240 mil pessoas em seu apogeu no século 8, Tikal foi abandonada por volta de 900 d.C. Foto: Hvalar – GETTY IMAGES

Estima-se que o reservatório do Palácio já armazenou 31 milhões de litros de água, e acredita-se que o Corriental purificado por zeólitas teve uma capacidade de 58 milhões de litros em seu apogeu.

A descoberta do sistema de filtração de Corriental surgiu de um trabalho de campo realizado por volta de 2010, quando os pesquisadores coletaram 10 amostras de sedimentos de quatro reservatórios de Tikal.

Estas amostras revelaram que níveis perigosos de contaminação por mercúrio e sinais de proliferação de algas tóxicas infestaram os reservatórios do Palácio e do Templo, perto do coração de Tikal, na época em que as elites dominantes abandonaram o centro da cidade no século 9.

Mas quase tão impressionante quanto a própria contaminação foi o fato de que o reservatório de Corriental permaneceu praticamente intocado, mesmo quando os reservatórios do Palácio e do Templo se tornaram tóxicos.

Quando Tankersley analisou mais de perto as amostras de Corriental, ele encontrou quatro camadas discretas de areia que apresentavam pedaços de quartzo cristalino e zeólitas, que não apareciam em nenhum dos outros reservatórios.

Quando a equipe fez um levantamento do entorno, não havia fontes naturais desse tipo de areia, muito menos de zeólitas, levando os pesquisadores a sugerir que o material havia sido trazido intencionalmente para uso em algum tipo de filtro na entrada do reservatório.

Por acaso, um dos pesquisadores do projeto sabia de uma depressão a cerca de 30 km a nordeste de Tikal que apresentava uma areia de aparência semelhante, que é conhecida como Bajo de Azúcar, que os moradores locais haviam dito a ele ter água cristalina e de sabor doce.

Os testes revelaram que as rochas e areia de Bajo de Azúcar continham zeólitas e, portanto, podem ter sido a fonte de Tikal para as zeólitas em Corriental. “Sem uma máquina do tempo, não sabemos o que aconteceu exatamente”, diz Tankersley.

“Mas não é preciso muita dedução para imaginar alguém de Tikal pensando: ‘Se água doce e limpa está saindo desse tufo vulcânico cristalino, talvez poderíamos quebrar alguns e usar para tornar a nossa água limpa também’.”

Os pesquisadores levantam a hipótese de que a areia de zeólitas pode ter sido imprensada entre camadas de folhas de plantas entrelaçadas para fazer filtros. Esses filtros podem ter sido embutidos em paredes porosas de tijolos de calcário que os maias instalaram no caminho da água que flui para o reservatório.

De acordo com o estudo que detalha o uso de zeólitas pelos maias, a areia por si só faria a água parecer clara, mas não teria nenhum impacto sobre os micróbios ou o mercúrio. Com a adição de zeólitas, os maias obtiveram água límpida que também era limpa até para os padrões modernos.

“Os maias podem não ter entendido o que a zeólita em particular estava fazendo, mas entenderam a importância de manter a água limpa”, afirma Lisa Lucero, antropóloga da Universidade de Illinois, nos EUA, que não estava envolvida no estudo. “E empregaram sua tecnologia e seu conhecimento do meio ambiente para purificar sua água potável.”

As quatro camadas de areia contendo zeólitas sugerem que o filtro foi destruído por enchentes durante as estações chuvosas particularmente fortes e, subsequentemente, reconstruído várias vezes. Embora Corriental seja o único lugar onde este sistema de filtragem de zeólitas maia foi encontrado, isso não exclui seu uso em outros lugares.

Liwy Grazioso, diretora do Museu Miraflores da Guatemala e coautora do estudo que descobriu a contaminação dos reservatórios do Palácio e do Templo, espera que esta descoberta incentive mais pesquisas sobre os reservatórios maias. “Não creio que Tikal fosse o único local com esta tecnologia”, diz ela.

“Os reservatórios estavam por toda parte no mundo maia e apenas alguns foram estudados, mas se não os estudarmos, nunca saberemos.” Para Tankersley, essas descobertas revelam as riquezas que podem ser encontradas quando os pesquisadores olham além dos artefatos brilhantes feitos de ouro ou jade.

Ele sugere que os visitantes de Tikal não devem se maravilhar apenas com as estruturas, mas também contemplar as pessoas que as construíram há 1.000 ou até 2 mil anos atrás, sem máquinas ou animais de carga.

“Pense sobre quais foram suas realizações”, diz ele, “e lembre-se de que este não é um povo extinto, essas realizações são herança da moderna população indígena da América Central.”

Fonte: BBC Brasil

Campeã das dancinhas

Se você usa as redes sociais, já percebeu que os vídeos curtos e as dancinhas são os que mais bombam no momento. Plataformas como o TikTok e o Reels do Instagram, fazem cada vez mais sucesso, especialmente entre os jovens.

O mercado da música está sendo diretamente impactado por este fenômeno: Atualmente, os grandes sucessos nas paradas e rankings do Spotify e YouTube tem ligação direta com o que está em alta no TikTok.

Antenada nas novas tendências, a dupla brasileira Simone e Simaria, fez um trabalho específico de divulgação nessas mídias ao lançar seu mais novo hit: “No llores más” em parceria com o colombiano Sebastián Yatra.  As cantoras investiram pesado nas redes sociais e o projeto gerou resultados. São milhares de vídeos circulando na internet com fãs fazendo a coreografia da música que já tem mais de 57 milhões de visualizações do clipe.

No Instagram da dupla, elas sempre postam a coreografia curta da música, ao lado dos mais variados artistas e de quebra desafiam os fãs a bailar com a hashtag: #naochoremaischallenge

As coleguinhas estão muito satisfeitas com essa nova empreitada. Esse é primeiro passo delas rumo à carreira internacional. “É muita benção na nossa vida. Além de termos batido um recorde com mais de dez milhões de views em apenas cinco dias, estamos alcançando destaque em vários outros países como México, Argentina, Chile e Espanha. Em Portugal, inclusive, chegamos ao primeiro lugar no Youtube. Estamos em êxtase”, completa Simone.

E você já aprendeu a coreografia de “No llores más? É simples e divertida, ideal para bailar e postar.

*Com informações de: Correio Braziliense e Metrópoles.

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